quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O(a) Companheiro(a) aumenta o nosso rating?

O tema de hoje é baseado no último episódio de uma excelente série chamada “Curb Your Enthusiasm” que eu e o meu colega Pedro assistimos regularmente e que, pelo menos eu, recomendo vivamente!
O episódio que vos falo aborda vários temas, tais como um periscópio para carros, jogos de scrabble com dementes racistas, mas o tema que vos chamo a atenção é a avaliação de uma pessoa através do seu companheiro.
Como assim?
Quando falo em avaliação de uma pessoa através do seu companheiro, trata-se de ter uma perspectiva mais correcta (ou não) acerca dessa pessoa através da análise do seu companheiro, algo que pode ou não fazer algum sentido.
No episódio que vos falo é abordada a “avaliação” da personalidade de uma pessoa, em que se essa pessoa apresenta uma boa lábia ou é bem-parecida e tem um companheiro não tão bonito ou com uma postura menos positiva, quer dizer que essa pessoa é íntegra, com carácter, enquanto a mesma pessoa se apresentar um namorado(a) jeitoso(a) e bonito(a), ou se trata de uma pessoa superficial e que só liga às aparências, ou no mínimo não se consegue tirar nenhuma conclusão acerca do carácter dessa mesma pessoa. A ideia por trás desta avaliação é que se um rapaz ou rapariga que apresentam capacidade para conseguir uma rapariga ou rapaz melhor e optam por um sem postura ou feio é porque apresentam carácter e não olham apenas para o que é supérfluo, ou seja, na opinião de Larry David para a aparência (ainda que duvide que a aparência seja assim tão supérflua para o Larry).
Claro que no episódio de Curb Your Enthusiasm, Larry David exagera como sempre, mas será que a observação feita nesta série é assim tão descabida?
Larry aborda o tema da personalidade da pessoa, mas eu prefiro abordar o tema da aparência, que funciona de maneira inversa à personalidade. Será que um rapaz que se encontre acompanhado por uma rapariga muito atraente não subirá o seu próprio rating perante as outras raparigas? Será que o mesmo rapaz, acompanhado por uma rapariga bonita ou por uma rapariga feia é avaliado, pelas outras raparigas, da mesma forma?
A minha ideia é que se um rapaz feio consegue seduzir uma rapariga mais bonitinha uma vez, vai ser altamente valorizado pelas outras raparigas (no caso de tudo o que foi escrito atrás funcionar positivamente), já que vai ser valorizado por isso. Pelo contrário, um rapaz que seja íntegro (na opinião do próprio Larry), que não olhe apenas para a aparência e tenha uma companheira menos bonita, verá as suas possibilidades de um dia conseguir uma namorada mais bonitinha diminuírem (ainda que não se importe muito com isso).
Assim, o conselho que Lúcifer apresenta para estes casos é que se tiverem a sorte de arranjarem uma rapariga bonita, não tenham medo de a mostrar, já que isso vai fazer com que sejam valorizados e aumentem o vosso rating perante todo o público feminino.
É por estas e por outras que se vêem aí casais tão desproporcionais. :D
Vejam o vídeo abaixo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Outros - Conhecidos-desconhecidos

Na nossa vida, há aqueles que são os nossos amigos, aqueles que são os nossos colegas e aqueles que são os Outros. Quanto aos dois primeiros grupos, acho que não preciso de fazer qualquer explicação. O último grupo, chamei de Outros porque não se englobam nem no grupo dos amigos, nem no grupo dos colegas, acabam por ser uns conhecidos-desconhecidos.
Os Outros são aquelas pessoas que passam por nós várias vezes, que frequentam os mesmos sítios que nós, ou simplesmente que são nossos colegas, mas que nunca trocámos uma única palavra com eles, nem sequer dizemos bom-dia ou boa-tarde quando nos cruzamos em qualquer sítio habitual.
A situação que quero chamar a atenção hoje é a alteração de comportamento que parece existir quando se encontra uma pessoa desse grupo num sítio diferente do habitual. Quando encontramos um desses Outros num sítio de férias ou numa saída à noite, há sempre a tendência de dizer, pelo menos, um “Olá! Tudo bem?”, ou um “por aqui também?”, como se houvesse alguma diferença entre encontrar essas pessoas no lugar habitual ou num lugar diferente.
Parece que as coordenadas afinal são um factor importante que determina o tipo de relações entre as outras pessoas.
Seria falta de educação não dizer nada quando encontramos alguém que vemos regularmente num sítio diferente? Talvez, mas qual é a diferença entre encontrar essa pessoa nesse sítio ou no seu lugar habitual? Nenhuma.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Lulu

Lúcifer, a besta também gosta de música e aguarda impaciente a chegada às lojas dos próximos álbuns dos Red Hot Chili Peppers e dos Metallica.

"Lulu" é o nome do próximo disco dos Metallica, que sairá no final de Outubro e que nasce de uma colaboração da banda de S. Francisco com o carismático Lou Reed. Mas "Lulu" será nome digno de um CD, de uma banda que toca em nome de Lúcifer? "Lulu" seria um nome admissível para um álbum do Avô Cantigas ou das músicas da carochinha. Vejamos os títulos másculos dos anteriores álbuns dos Metallica, seguidos da panisguice do próximo:

Kill em all - Violento
Ride The Lightning - É de homem
Master of Puppets - Sonante
And Justice for All - Viril
Black Album - Másculo
Load - Potente
Reload - Repotente
St. Anger - Agressivo
Death Magnetic - Tétrico
Lulu - Panisguinhas ( como diria o grande Bruno Nogueira - tão panisguinhas)

Isto era como chamar a um CD do Noddy, "Killer" ou a um dos Teletubbies, "Tinky Winky Lord of Darkness".  

Deixo-vos com um videoclip de uma das bandas favoritas da besta, One de 1989:



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Modern Times

A minha paixão pela sétima arte tem crescido nos últimos tempos, por isso tenho visualizado alguns dos grandes filmes do cinema mundial.

Ontem à noite tive a ocasião de ver uma das grandes obras, de Charlie Chaplin, Modern Times de 1940. O filme não é extraordinário apenas, por causa da excelente interpretação de Charlot, é o também por causa da mensagem subjacente que transmite. O filme conta a história de um homem, que tem dificuldade em manter um trabalho, acabando muitas vezes preso, por causa da sua aselhice e por causa do tempo de crise que se vivia nos USA, com a grande depressão dos anos 30. 

O talento e o humor físico imperam, bem como as excelentes composições melódicas, que ecoam no preto e branco da película.

Mas, na minha opinião o que torna o filme tão especial é sua mensagem. O relato da miséria e da falta de emprego com o consequente aumento de criminalidade, obrigam o espectador a efectuar um contraste entre épocas. A época da crise onde tudo falta e a pobreza é evidente e a época seguinte em que a condição de vida da maioria dos americanos era elevada. Neste momento, o Estados Unidos e o mundo, estão a atravessar uma grave crise, em vários quadrantes, nomeadamente: a crise da dívida soberana de algumas nações, a crise económica pela desaceleração da economia mundial, e uma crise ao nível do emprego, onde a precariedade é cada vez maior. O desemprego é um dos temas fortes do filme, onde Charlie Chaplin muda cinco vezes de emprego e no fim acaba desempregado, bem como a sua companheira. Ou seja, como em Portugal tem acontecido, infelizmente vêem-se cada vez mais famílias, onde marido e mulher estão sem trabalho. O filme termina como referi com o casal  desempregado mas com uma última frase de Charlie Chaplin mítica, dirigindo-se à sua amada: "Smile! C'mon!".

Apesar de todas as dificuldades é esta mensagem que quero passar, a vida deve ser encarada com um sorriso nos lábios. Os tempos que se avizinham não se vislumbram fáceis, mas temos de ter a noção que o mundo e o país já passaram por momentos muito piores. 

Fiquem com um pequeno trecho do filme: 


 Neste "pedaço" do filme podemos ver uma cena engraçadíssima, onde Chaplin, por acidente "snifa" um pouco de cocaína.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sargaços na Praia

Neste Verão, tive a sorte de poder ir à praia com bastante regularidade. Foi bastante bom, mas infelizmente já não falta muito, para regressar ao trabalho.

A praia é um local bastante curioso, as pessoas transformam-se! Perdem o pudor, despindo-se! Perdem a xenofobia, querendo ficar negras! Perdem o medo, entrando no mar, mesmo que a bandeira esteja encarnada! Infelizmente, observei alguns inconscientes que se aventuraram no mar revolto e que depois tiveram dificuldades em sair de lá.

Em algumas dessas ocasiões foi necessária a intervenção do nadador salvador, ( se tem mais de 65 anos, substitua nadador salvador por banheiro). Quando alguém estava em perigo, a praia toda entrava em alvoroço, as pessoas saltavam frenética e energicamente das toalhas para ver o que se passava. Mas tuga que é tuga gosta de ver desgraças em grande. Num dos últimos episódios que assisti, deste género, na praia as pessoas ao ouvir pedidos de ajuda, de um homem na água, levantaram-se, chamaram os nadadores salvadores e foram-se aproximando do local. Felizmente, o homem conseguiu, auxiliado pela boa vontade do mar, chegar a terra firme, não tendo sido preciso a intervenção de ninguém. Nestas circunstâncias, esperaria que as pessoas que estavam a assistir, demonstrassem algum alívio, contudo.... Não!!! Mostraram-se desiludidas, pelo facto da situação se ter resolvido rapidamente. Ouvi várias pessoas a dizer: "Oh, já saiu da água" ou " Oh, nem tive tempo de ver nada". Mas o que é isto? Bem é o espírito mirone do Portuga! Gosta de ver as desgraças ao vivo e a cores. Não há nada melhor que ver sentadinho, numa toalha um salvamento heróico. Enfim, nós somos assim, quer dizer, eu não!

Li no Correio da Manhã e também em alguns jornais a sério, que foram avistados tubarões na costa portuguesa. Parece que sempre cá estiveram, mas não se fizeram notar, até agora. Parece que estes são mansinhos, se fossem cães seriam labradores, mas conseguiram pregar grande susto aos veraneantes. Em Portugal, até os tubarões não metem medo a ninguém, até nisso somos pequeninos, não temos cá animais ferozes. E isto deve entristecer bastante os mirones, pois seria mais uma possível desgraça a que poderiam assistir." Então Manel, houve um ataque de tubarão em Lagos?" " Houve Maria, mas só comeu duas pernas, uma mota de água e três bóias." 

Com esta notícia, lá tive que rever o clássico de Steven Spielberg, Jaws ( O Tubarão ). É um thriller bastante bom, ideal para ver depois de um dia de praia. Fiquem com o trailer e boas férias! 


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Quando morrer e for enterrado quero ir de pijama ou de fato treino

Não percebo a ideia de enterrar os mortos, vestindo-os com fatos. O conceito subjacente da morte, não é o de descansar em paz? Sendo assim, e para descansar penso que a roupa adequada seria um fato de treino ou um pijaminha. Por isso, deixo expresso neste documento oficial, que quando morrer quero ir o mais confortável possível. Não quero ir com fato, com roupa de trabalho. Eu vou para o céu para descansar, não vou para trabalhar. E nem pensar levar gravata!!!

Ainda tenho de averiguar o calor que faz dentro do caixão, mas se calhar debaixo da terra deve ser abafado. Tendo este factor em consideração, ir só de boxers vestidos também não está posto de parte.

Vestir os mortos com fatinho só tem lógica, se depois lá em cima, nos barrarem a entrada, por não estarmos convenientemente vestidos, como nos casinos. O que não me parece, visto que Jesus e companhia limitada andavam sempre apenas com lençóis vestidos. Era a moda no Seu tempo, ora se usava a seda ora se usava a flanela nos lençóis.

Porque se o São Pedro se armar em picuinhas e me obrigar a vestir fato, vou para o Inferno ter com o meu amigo Lúcifer. Dizem que lá o tempo é quente todo o ano e que organizam umas belas churrascadas!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A Sheila também tem sentimentos!

O tema que vos trago hoje é bastante pertinente, é algo que não tinha pensado e algo que faz todo o sentido ser discutido neste espaço cultural e serviço público que é “Os Binóculos de Lúcifer”. O tema em questão é: as bonecas insufláveis.
Vamos supor que o Sr. Inácio, um Sr. que já estava cansado de viver na sua mansão sozinho, resolveu colmatar essa solidão, bem como outras necessidades (sejam elas quais forem) que não conseguia satisfazer de outra forma. A boneca insuflável, que vou chamar de Sheila seria assim a última alternativa para o Inácio, talvez a sua grande companhia nos momentos mais tristes. No entanto, existe uma série de problemas para quem possui um instrumento deste tipo.
Em primeiro lugar é necessário escolher o tipo de boneca. Admitindo que se trata de um investimento único, esta decisão torna-se muito importante. Inácio sempre gostou de loiras, mas ao ver a oportunidade de, pela primeira vez, ser ele a escolher a companhia feminina, ficou na dúvida se deveria arriscar numa morena. Dado que estava a escolher a companhia para os próximos tempos, esta decisão assume uma grande importância na vida do Inácio, pelo que deveria ser uma decisão ponderada. Após um intenso estudo das alternativas, o Inácio lá levou uma Sheila loira.
Depois de ter consigo a Sheila (naquele momento era apenas uma caixa), perguntou-se como é que a podia guardar? O problema no caso do Inácio é que a sua mãe costuma aparecer de surpresa em sua casa, bisbilhotando tudo e mais alguma coisa. Seria uma situação embaraçosa para o Inácio e para a própria mãe encontrar a boneca insuflável sentadinha no sofá a ver televisão, ainda mais para a Sra. Aldina, que não gosta de loiras. Ora, se ela não pode estar no sofá, ou no quarto, ou em qualquer outra divisão em que possa ser vislumbrada por uma visita mais ou menos curiosa, onde é que o Inácio deveria guardar a boneca insuflável?
Uma das hipóteses seria esvaziar a boneca e escondê-la num sítio mais difícil de encontrar, talvez colocá-la de volta na caixa e escolher o sítio mais improvável para a guardar. Mas será que esta medida é eficiente? Assim, quando o Inácio quiser “conversar” com a amiga insuflável, terá que a encher novamente, gastar energia essencial que poderá significar uma falta de apetite para essa tal “conversa”. Além disso, ter que soprar na Sheila cortará qualquer tipo de clima que existe entre os dois, pelo depois de encher, o passo a seguir será esvazia-la novamente.
Será toda esta situação justa para a boneca? A Sheila foi a única que aceitou viver na mesma casa que o Inácio, certamente que não foi com a intenção de ficar fechada numa caixa e ser enchida e esvaziada de vez em quando, sem qualquer tipo de “conversa”.
Assim, dadas as circunstâncias, parece ser impossível guardar a Sheila num lugar seguro, pelo que o Inácio vive neste dilema há meses e a Sheila vive numa caixa há anos.
Com este post, Lúcifer procura aconselhar todos os que pretendem adquirir uma boneca insuflável para pensarem duas vezes, que existem muitos contras na aquisição e que se deve olhar para tudo na perspectiva da boneca, já que esta certamente terá mais sentimentos que muitos e que o próprio Inácio.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Santinho ou Lúcifer?

Bem sei que não estamos na Primavera e que as alergias acalmaram nesta estação, mas um tema que me tem assolado nestes dias tem sido o espirro ou espirros. Estranho tema! Mas a convenção existente na sociedade ocidental, de cada vez que alguém espirra ou espilra, se ter que dizer "Santinho" irrita-me profundamente. E eu, porque possuo uma alma curiosa decidi pesquisar a origem de tal tradição bacoca. 

Segundo o que li em alguns sites e blogues, esta tradição remonta à idade média, pelos períodos em que estava proliferada a peste. E em que um espirro podia significar que a alma da pessoa, que espirrava estava condenada. E daí o "Santinho" em português, no Brasil diz-se "Saúde" em inglês é usual ouvir-mos " God Bless You". Ou seja, seria um género de uma bênção. E sendo assim, a utilização de tal expressão ganha toda a propriedade. 

Tendo em conta os avanços da medicina, um espirro hoje em dia não assusta ninguém. Por isso, não vejo razão para continuarmos com esta tradição. Eu há muito tempo que não digo "Santinho" ou "Saudinha". Já fui olhado de lado por não emitir tal interjeição, quando presenciei um espirro, contudo acho que as palavras não são para brincar e devem ser usadas quando realmente têm de ser. 

Senão começo a utilizar expressões para todas as acções humanas involuntárias. Do género, sempre que alguém arrotar digo " Pai Nosso". Se alguém bocejar digo, " Virgem Santíssima" e se alguém der um peido ( se tiver menos de 8 anos substitua a palavra "peido" por "pum" ou "trac") direi " É carapau". 
Vamos acabar com as tradições desnecessárias! ( bem podia ser o nome de um grupo do facebook). 

Para quem mesmo assim quer continuar com a tradição, para não se sentir um renegado, encontrei algo interessante relativamente ao uso da palavra. Segundo os linguistas, esta palavra poderá estar contemplada em duas categorias distintas, a categoria dos adjectivos ou a das interjeições. Para melhor compreensão transcrevo, a explicação do site http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica.aspx?DID=4997

"santinho ou santinha [Concordâncias / Classes gramaticais]
Quando alguém espirra, deve-se dizer "santinho" independentemente de ser homem ou mulher? Ou devemos dizer "santinha" no caso de se tratar de uma mulher?
Maria João Cardoso
Quando santinho é usado como voto de saúde a alguém que acabou de espirrar, entende-se tradicionalmente que se trata de um uso adjectival, pois habitualmente faz-se a concordância com o destinatário da exclamação: santinho(s), se se tratar de destinatário(s) masculino(s) esantinha(s), se se tratar de destinatário(s) feminino(s).

No entanto, é possível considerar santinho uma interjeição, pois nada há que justifique tratar-se de um adjectivo, quando usado isoladamente. Neste caso, e visto que as interjeições são palavras invariáveis, a forma a usar deverá ser única - santinho -, independentemente do género ou número do sujeito que fala. Este caso de santinho como interjeição poderá então aproximar-se de outros casos em que um adjectivo original perde a flexão e passa a constituir uma interjeição (ex.: Aplaudo essa proposta; apoiadoÓptimo; adorei os resultados! Pronto, meninas, vamos embora!).

Noutro site mais ligado à medicina, embora não possa afirmar que a fonte seja fidedigna, é declarado que um único espirro é capaz de infectar 150 pessoas. Como penso que isto é algo mais diabólico que divinal, julgo que seria correcto substituir a expressão "Santinho" pela expressão "Lúcifer".

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O Bombista Português

É escandaloso, o facto da comunicação social dar pouco relevo ao bombista  português. A crise também afecta esta classe nacional. Segundo o sindicato do sector, os bombistas portugueses debatem-se com um pico de desemprego nunca antes visto, apenas conseguindo trabalhos de uma ocasião. 

Lúcifer enviou um repórter que conseguiu uma entrevista com um bombista, que transcrevemos em baixo

Jornalista do Lúcifer: Então há quanto tempo é bombista?
Bombista: Há cerca de dois anos. 
JL: O que o levou a enveredar por esta profissão?
B: Eu licenciei-me em Estudos Africanos, pela Universidade Independente, tendo arranjado emprego na área.
JL: Conseguiu emprego na área de Estudos Africanos? ( interrompeu o jornalista)
B: Não!!! Consegui emprego na minha área de residência, trabalhava na secção de queijos e fumados do Feira Nova. Mas aquilo não era para mim, os meus colegas não paravam de gozar comigo. Estavam sempre a dizer, quando me descalçava que cheirava a queijo. Ou quando dava um arroto, eles diziam que cheirava a a presunto. Não tive paciência para tanta chacota. 
JL: E foi nessa altura que enveredou pelo bombismo?
B: Sim despedi-me e fui atrás da minha vocação. E como acho que na vida, como no trabalho devemos ser profissionais, fui tirar um curso nas novas oportunidades. Frequentei três módulos de História do Bombismo, dois de Explosões com TNT, dois sobre Bombas Relógio e um sobre pilotagem de aviões. Gostava de ter escolhido o módulo sobre explosivos plásticos, mas ficava com aulas sobrepostas, por isso optei por pilotagem de aviões. Terminei o meu curso e há dois anos que procuro emprego, mas não está fácil.
JL: Está desanimado?
B: Obviamente. Estou farto de procurar. Sempre a mesma história. De manhã peço a minha mãe para me passar a melhor camisa-bomba. E lá vou eu. 
JL: E a crise não tem ajudado nada?
B: Não sei onde o país vai parar. Uma pessoa estuda, está preparada para rebentar e mandar tudo pelos ares, mas não temos condições. Olhem os países nórdicos, onde aí sim há condições para trabalhar. Em Portugal? Não dá. O bombista quer rebentar um autocarro, ou um comboio, mas com o aumento do preço dos transportes é impossível. A gasolina também está caríssima, também não posso armadilhar um carrito sequer. É que eu a pé só posso lançar foguetes e não foi para isso que andei a estudar tanto tempo.

Bota-abaixo aos políticos/empresas

Depois de ter deixado o blog entregue ao meu colega Pedro nos últimos tempos, finalmente voltei… Para já, a única novidade que tenho para vos contar desde o meu último post é que a minha tartaruga agora só come comida de gato (recusa-se a comer a habitual comida para tartarugas ou qualquer outro tipo de comida). Pode ser que daqui a uns meses tenha uma espécie de Evil Turtle com pêlos para me fazer companhia enquanto penso nos meus planos para controlar o mundo.
Hoje os Binóculos de Lúcifer traz-vos um tema mais que batido, em que basta qualquer um ligar um canal de notícias nacional, para encontrar o Sr. Dr. (alguns que de Sr. Dr. pouco têm) a dar a sua opinião, falo-vos da actual situação do nosso país, nomeadamente os tempos difíceis que vivemos.
Já todos sabemos que Portugal passa por momentos difíceis, que estamos a enfrentar fortes medidas de austeridade e que temos meio mundo com os olhos postos em nós, como por exemplo os especuladores, que vêem uma oportunidade de, em Portugal, ganhar mais uns trocos (que o diga o BCP).
A verdade é que esta situação não apareceu do nada, nós, como se costuma dizer, pusemo-nos a jeito… Os vários anos de más políticas, de gastos não condizentes com a situação do nosso país, as políticas para agradar, entre outros, fizeram com que a nossa situação atingisse este ponto.
Os tempos de hoje já não são os mesmos de há 20/30/40 anos atrás, as pessoas, os hábitos, a sociedade, tudo mudou. Se antes era (ou não) sustentável termos um conjunto de regalias que nos levaram a esta situação, será que essas regalias são sustentáveis agora? Deixo essas questões para os entendidos. Este post tem outro objectivo, analisar uma situação muito específica que se passa no meio de toda esta situação.
Uma coisa que me irrita particularmente é a recorrente crítica que os políticos, os gestores ou os economistas são alvo. Uma forma fácil de ver essa corrente que se assiste em Portugal e que se gerou à volta do sistema político e da economia portuguesa, é ler alguns comentários a notícias no facebook.
Se uma empresa ganha um prémio qualquer, não há ninguém que venha dar os parabéns, mas aparecem logo umas 10 ou 20 pessoas a dizer algo como “só sabem roubar”, “agora sobem os preços”, “ainda se queixam”… Se existe uma política do governo, os comentários são sempre “só mudaram as caras”, “mais 10000 tachos”, etc etc…
O que quero dizer com isto é que existe uma corrente de resistência aos políticos e às empresas, como se tudo o que fosse feito nesses domínios fosse mal feito. Mas esta corrente de haters, que apenas sabem criticar e não conseguem fazer nada mais que isso consegue ultrapassar a política e a economia. É como se a inveja tomasse conta de um grande número de portugueses e tudo o que não esteja em crise ou em dificuldades passasse a ser um alvo a abater. Este pensamento dos Portugueses, que é facilmente vislumbrado nas redes sociais nos comentários em qualquer jornal, apenas faz com que seja mais difícil ultrapassar esta situação em que nos encontramos, já que a resistência às medidas políticas ou a constante crítica às empresas/gestores ou ainda a recorrente vitimização, como se todos fossemos uns coitados nas mãos dos economistas, só faz com que seja quais forem as medidas, o sucesso será sempre posto em causa.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Jornal da Paróquia

Estranho é um título destes num blogue intitulado " Os Binóculos de Lúcifer". Mas há algum tempo atrás eu era "jornalista" de um jornal de amigos, cujo o nome era o "Jornal da Paróquia". É verdade, vendi a alma ao Diabo e agora trabalho para Belzebu. 

O objectivo do " Jornal da Paróquia" era relatar de forma divertida situações que ocorriam no meu dia-a-dia e no dia-a-dia de alguns amigos meus. O jornal era difundido por via electrónica não contendo mais que 3, 4 notícias, onde o objectivo era fazer uma caricatura de nós próprios. 

Vou transcrever uma das notícias que escrevi, penso eu que a primeira: 


"Bom dia estimados leitores,

A edição do jornal da paróquia desta semana é pródiga em notícias chocantes!!!! O dia de ontem foi vasto em acontecimentos, e alguns deles com consequências inesperadas

Headlines:

  • · Manuel Pinho Deixa as chaves no ferrolho pelo lado de dentro, como será que entrou em casa?
  • · xxxxx
  • · xxxxx
  • · xxxxx
A notícia de abertura deste jornal passa pela a ocorrência de um caso insólito: Manuel Pinho Deixa as Chaves no ferrolho pelo lado de dentro de casa. Foi pelas 18horas do dia de ontem que Manuel Pinho deixou as chaves no dito Ferrolho. Mas como terá Manuel conseguido resolver este problema? Será que foi logo chamar os bombeiros voluntários de Pedrouços? A resposta é negativa. Manuel foi primeiro ver o SLB descansadinho, só depois foi resolver o problema, pois na vida de um homem existem prioridades, e o Benfica é superior a um tecto para dormir. Após conversa com dois amigos, Hélder e Pedro ( dois rapazes bem bonitos, por sinal), apresentaram-se várias alternativas para resolver o problema:

1. Chamar os Bombeiros Voluntários de Pedrouços
2. Chamar o Homem-Aranha
3. Pedir a um grupo de Ucranianos Peritos na arte do Assalto
4. Pagar um balúrdio a um serralheiro
5. Utilizar o livro "Análise de Sucessões Cronológicas" de Bento Murteira, Daniel Muller e K Turkman para a abrir a porta como nos filmes


Após o estudo das hipóteses foi escolhida a ideal. Que foi a hipótese 5. O livro de estudo de séries temporais, mostrou-se uma solução óptima para o problema. Uma situação que podia ter acabado em tragédia teve um final feliz. Manuel não teve de incorrer em custos para pagar aos Bombeiros ou ao Serralheiro, nem ficou a dever favores ao Homem-Aranha.No entanto ao que pudemos apurar, Manuel Pinho foi contactado para vender o livro ao grupo de Ucranianos na arte do Assalto. Estes viam com bons olhos a aquisição deste livro, para substituição do seu pé-de-cabra. 

Intervalo para compromissos comerciais"

E pronto, terminava desta maneira uma das notícias, penso que era uma forma divertida de observarmos as nossas próprias vidas.

domingo, 31 de julho de 2011

Em Playback é que é bom!

Eu não sou do tempo de Carlos Paião, contudo não é preciso ser dessa altura para conhecer este grande êxito, Playback. Foi a música que Portugal levou ao Festival da Eurovisão em 1991. Com uma letra simples e engraçada, esta canção era uma sátira à música portuguesa, quando na altura apareceram os primeiros artistas que recorriam ao Playback. Infelizmente Paião viria a falecer, num brutal acidente de automóvel em 1988. Apesar de duro de ouvido, Lúcifer também reconhece o seu talento e considera uma pena para a música portuguesa, que um artista com tanta qualidade tenha partido tão novo. Ainda bem que há Youtube que nos dá a oportunidade de recordar o Carlos e outros artistas que partiram cedo demais, sempre que quisermos.


Lembrei-me deste sucesso de Carlos Paião, pois ao fazer Zapping depáro-me com a Ágata a fazer Playback, num programa da TVI. É algo muito comum em Portugal, quase todos os artistas o fazem, mas será que deviam? É correcto para as pessoas que estão a assistir? A culpa não sei de quem é, até pode ser que sejam limitações técnicas em alguns casos, a não permitir uma actuação na integra. Em alguns programas da nossa praça, onde há apenas um ou dois artistas a actuar por programa, seria bem mais bonito e verdadeiro recorrer a uma actuação sem recurso ao Playback. Eu compreendo que os artistas tenham que aparecer, para se promover, mas este tipo de promoção pode ser em alguns casos bastante enganosa e o espectador não poderá diferenciar os bons dos maus. Na minha opinião a culpa é nossa! Se fossemos mais exigentes, televisão e artistas tinham mais respeito para quem actuam. Quando Leonor Poeiras ( que está tão magra, que o seu pijama só tem uma risca) anunciou que Ágata iria cantar, deveria ter dito, Ágata vai dançar ao som da sua música e mexer a boca. Caímos no ridículo de pseudocelebridades lançarem discos e aparecerem na TV, a fazer Playback das canções artificiais que foram fabricadas num estúdio qualquer. Falo por exemplo de Castelo Branco e outros ex-concorrentes de reality-shows. 
Enfim, Graças a Deus ou a Lúcifer que existe Youtube, assim podemos relembrar os verdadeiros artistas.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Gremlins e as horas de comer

Vivia eu a minha pré-adolescência, quando me cruzei pela primeira vez com este filme, Gremlins. Nessa altura vi mais uma ou outra vez a película, mas já não me recordava ao certo de todos os pormenores. Hoje, e porque ando a fazer colecção de filmes, tentando hierarquizá-los de acordo com as minhas preferências, resolvi revê-lo.

Já pouco me lembrava da história, contudo recordava-me perfeitamente de uma coisa. Havia três regras que se tinham de respeitar, para que os Gremlins não causassem problemas:

1. Não expô-los a luzes fortes
2. Não os molhar com água
3. Não os alimentar depois da meia-noite.

Para quem não é desse tempo, ou simplesmente nunca viu nenhum dos dois filmes da série, os Gremlins eram  um género de macaquinhos adoráveis. Não resistiam a luzes fortes. Se os molhassem multiplicavam-se. Mas o pior era quando os alimentavam depois da meia-noite. Se estes macaquinhos adoráveis comessem depois da hora estipulada ficavam perversos, transformando-se em horríveis monstros. Para vos relembrar apresento o trailer para quem o quiser visionar.


Como com a idade vamos ficando picuinhas, há uma das regras dos Gremlins que me causa confusão. Que é a que diz respeito, ao facto de eles não se poderem alimentar depois da meia-noite. É uma regra que está incompleta e sendo assim pode criar bastantes dúvidas. Em primeiro lugar, é nos dito que estes animaizinhos não se podem alimentar depois da meia-noite, mas não nos é dito quando termina o período de jejum. Não sabemos a partir de que horas podemos voltar a alimentar os bichos. A partir das 6h da manhã? A partir das 11? Ao meio-dia tecnicamente é depois da meia-noite, ainda não lhe podemos dar comida? Pois é um problema sem resposta. 

Outra questão relativamente a este aspecto, diz respeito à localização do Gremlin. A história passa-se nos Estados Unidos, os Gremlins tem o seu relógio certo por esse local. Mas e se viajarem? Por exemplo, se eu tiver um Gremlin e o trouxer para Portugal. A até que horas o posso alimentar? Até à meia noite local ou até à meia noite dos USA? É porque quando é meia-noite nos USA, em Portugal são pelo menos 5h da manhã. 

O último problema relacionado com este tópico diz respeito à mudança de horário. Como sabem para cada período do ano existe um horário. O horário de Verão e o horário de Inverno. Será que os Gremlins acertam automaticamente a sua hora limite de alimentação? Ou tem um horário fixo? De Inverno podem alimentar-se até a meia-noite, mas no verão podem alimentar-se até à uma da manhã?  

O meu objectivo com esta brincadeira foi por a nu o problema da importância da completude das regras. No nosso dia-a-dia, quando as leis ou as regras não são claras, muitos problemas podem aparecer e podemos ser tramados por um Gremlin qualquer.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Lúcifer também gosta de Futebol

Como Lúcifer também gosta de futebol, eis que os seus binóculos captaram uma notícia relacionada com o jogador de futebol Neymar. Para quem não conhece, mostra-mos um vídeo:




E aqui está a noticia:

Vendo o vídeo acima apresentado podemos afirmar que Neymar possui um enorme talento e que é normal que os grandes clubes europeus o cobicem. Agora que venham os responsáveis do Santos dizer que 45 Milhões é pouco, quando comparado com o que 0 Real pagou por Coentrão é absurdo. Neste momento Fábio Coentrão é um jogador perfeitamente adaptado ao futebol europeu, versátil, joga em vária posições e com provas dadas tanto no clube como na selecção, ou seja é um jogador no fim do processo de fabrico, é um produto final. Neymar é ainda matéria-prima a precisar de muito trabalho, para se tornar um jogador à europeia. 

Para quem viu a Copa América isto que aqui foi dito é óbvio. Neymar não foi um jogador decisivo para o Brasil e teve performances muito apagadas. 

Contudo, não me surpreendem estas declarações do Presidente do Santos, pois este anteriormente, já tinha afirmado que Neymar era melhor que Cristiano Ronaldo. E eu digo, Neymar é melhor que Cristiano só se for a sambar, ou a fazer penteados. 

Lúcifer tem uma coisa a dizer ao Presidente do Santos (ele que lê este Blogue): Neymar neste momento é um brinca na areia, só sabe fazer castelos, que o Fábio Coentrão destruiria num abrir e fechar de olhos. 

terça-feira, 26 de julho de 2011

Amigo

Amigo - deriva do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego (in wikipedia).  Curiosa palavra cuja a sua utilização, para efeitos de adjectivação pode assumir diversos sentidos, consoante a expressão em que é utilizada, devido à riqueza da língua portuguesa. Tendo o que foi dito em consideração resolvi analisar algumas expressões correntes, que contenham a palavra amigo:

Amigo do amigo - Amigo do amigo é na minha opinião, uma expressão utilizada na maior parte das vezes, num contexto onde não faz qualquer sentido. Isto, porque costuma-se dizer, por exemplo, quando uma pessoa falece: " ah era tão amigo do seu amigo". Mas se uma pessoa não é amiga dos seus amigos, é amiga de quem? Que diacho! Ou que Diabo não estivéssemos nós no antro de Lúcifer. "Ai e tal era tão amigo do seu inimigo!" isto ninguém ouve, mas era tão mais bonito, podia ser que o mundo fosse mais pacífico.  Sinceramente incomoda-me  o abuso desta expressão, pois é geralmente utilizada por pessoas que não conhecem bem quem estão a qualificar. Por isso recorrem a um bordão fácil, que fica sempre bem, mesmo que não conheçam minimamente a pessoa. A língua portuguesa é rica em adjectivos qualificadores, diversificar nas palavras é a melhor maneira de descrever alguém, sendo assim se queremos realçar as virtudes de um conhecido devemos evitar a expressão " Amigo do amigo".

Amigo da Onça -  Amigo da Onça, normalmente é uma expressão utilizada para referir alguém com mau carácter. Nos dias que correm, eu não queria ser amigo de uma onça, mas amigo de muitas onças..... de ouro. A crise destaca sempre este material, com comportamento estável nos mercados. 
Esta expressão nasceu no Brasil, não fosse a onça um felino comum, em territórios americanos, e remonta a 1943, quando um cartoonista de seu nome Péricles de Andrade Maranhão, numa revista chamada Cruzeiro, lançou a seguinte anedota: 
Dois caçadores conversam em seu acampamento:

 - O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse na sua frente?
 - Ora, dava um tiro nela.
 - Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
 - Bom, então eu matava ela com meu facão.
 - E se você estivesse sem o facão?
 - Apanhava um pedaço de pau.
 - E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
 - Subiria na árvore mais próxima!
 - E se não tivesse nenhuma árvore?
 - Sairia correndo.
 - E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro, já irritado, retruca:
 - Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

Podemos ver aqui uma exemplar de um cartoon, que achei engraçado:


Amigo do Alheio - No contexto popular e ainda mais nesta crise que, no nosso país está instalada e bem instalada, amigo do alheio ( ou ladrão) é utilizada muitas vezes, para qualificar, a classe política, que nos últimos anos governou Portugal.

Querem roubar o trabalho do Diabo?

Hoje trago-vos um assunto que tem assombrado todos os portugueses e os jovens em particular, o desemprego.
Ontem vi em vários “murais” no facebook, referência a um artigo escrito no jornal de negócios que se intitulava: “Saiba quais os cursos superiores com mais e menos emprego”. Ao mesmo tempo, via que várias pessoas se regozijavam, ora porque afinal o desemprego não está tão mal como os economistas (aqueles senhores feios e maus que só vêem dizer coisas tristes à televisão) dizem, ora porque no total de licenciados no seu curso, apenas 1 ou 2% estão desempregados.
Bem… depois de ver algumas reacções à notícia, e quase todas bastante positivas, pensei que afinal estava um bocado a leste do que se passava no nosso país. Afinal não há desemprego? Afinal não há cursos que não servem para nada? Afinal não há vagas a mais para alguns cursos? Afinal onde é que andei este tempo todo? Aparentemente Portugal é um óptimo país para os recém-licenciados.
Não me deixei levar por este optimismo e decidi ver pelos meus próprios olhos o que afinal se estava a passar em Portugal e com os licenciados portugueses.
Nem tive tempo de ler a introdução da notícia, dado que o meu grande entusiasmo e curiosidade me obrigaram a passar imediatamente para os números. “Ora… economia na FEP, como é que isso anda…4.3%. Não tá mau, mas…”. Depois olhei para as restantes instituições e reparei que existem 8 com uma taxa de desemprego abaixo dos 5% e que a percentagem de desemprego para a que tinha um pior desempenho não era assim tão alto. Além disso, reparei que se fosse estudar para a pacata zona alentejana ao invés da apaixonante vida nortenha, certamente tinha um futuro mais risonho à minha frente. Desta forma, a minha desconfiança parecia ter desaparecido, já que se apresentavam números bastante razoáveis à minha frente e aqueles que no facebook comemoravam a situação de desemprego do nosso país, aparentemente, tinham razão.
Será que havia um erro com o meu curso? Será que era só economia que não estava assim tão mal? Será que as grandes empresas estão no Alentejo? Decidi ver o resto dos números…
Depois de dar uma olhadela na generalidade dos cursos, percebi que economia até era um curso com um dos piores desempenhos em termos de empregabilidade, percebendo desde logo que o “estudo” era afinal demasiado optimista.
Decidi então procurar a fonte de informação para a redacção deste artigo.
Os dados tratados pelo Negócios foram retirados do estudo “A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior – 2010” do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI). Neste estudo são publicados os números de diplomados por cursos (públicos e privados) nos anos 2006/07, 2007/08 e 2008/09.
Ah! Isto não é recente, é baseado num estudo lançado em 2010 com dados referentes aos anos anteriores, nomeadamente aos licenciados de 2006/2007 até 2008/2009, ou seja, pessoas que entraram na universidade no inicio deste século e que saíram numa altura em que o nosso país não estava nesta profunda crise.
Posteriormente, decidi dar uma vista de olhos no tal estudo que considera como desempregados apenas aqueles que estão “inscritos nos centros de emprego: Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. (IEFP/MSST) que, através do Sistema de Gestão e Informação da Área de Emprego (SIGAE), regista as inscrições dos candidatos a emprego”, ou seja, uma pessoa que trabalhe numa área que nada tenha a ver com a sua formação, nada interfere no estudo e contribui para a elevada taxa de empregabilidade do curso. Eu tanto posso estar a trabalhar na Mckinsey como no Pingo Doce, que contribuo da mesma forma para o estudo.
Pior que todos estes factos, é a introdução do artigo, que apenas tive paciência para ler depois, que nos diz:
Até dia 17 de Agosto, milhares de estudantes vão decidir o seu futuro profissional, preenchendo a candidatura ao Ensino Superior. O leque de escolhas é alargado, estando disponíveis 54.068 vagas de licenciatura, distribuídas por um total de 1.181 cursos. Saiba quais os cursos com melhores condições de empregabilidade e aqueles que apresentam níveis mais elevados de desemprego.
Está aqui um trabalho dos Diabos, que nem o próprio Lúcifer conseguiria fazer com tanta qualidade. O artigo tem como objectivo aconselhar os jovens portugueses acerca do seu futuro, ou seja, os jovens portugueses devem ter em conta o que se passou há 4 anos atrás e não diferenciando o tipo de emprego, se é na área ou não. Além disso, escreveram a frase referindo-se ao presente, quando os dados dizem respeito ao passado, ainda por cima os dados que são…
Certamente que daqui a 5 anos ainda veremos crianças a optar por Informática na Portucalense ou Direito da Lusófona, ou mesmo centenas de alunos a continuarem a escolher Enfermagem, já que aparentemente parecem excelentes escolhas. Não sei se o Pingo Doce terá assim tantas vagas, mas se tiver, dêem graças a Lúcifer! (ou a quem anda a fazer o trabalho dele).
Não se enganem! A luta pelo emprego é tão grande que até o trabalho do Diabo querem roubar!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amy, fazer bolos é uma coisa que não te assiste!

Amy Winehouse morreu no passado dia 23 de Julho, com 27 anos, os mesmos que tinha Brian Jones, Jimi Hendrix, Jim Morrison ou Kurt Cobain, o que fez com que esta passasse a pertencer ao “clube dos 27”, um clube onde se englobam os grandes artistas musicais que faleceram com essa idade, uma curiosidade que parece ter algo mais que uma simples coincidência.
Não querendo explorar em particular a morte da Amy, até porque reconheço a sua grande qualidade musical e respeito o seu passado como cantora, vou explorar a qualidade do jornalismo português.
A imagem seguinte passou num telejornal da Sic Notícias, em que após se confirmar a morte da cantora, se escreveu o seguinte:

Sendo este blog os binóculos de Lúcifer, esta pequena frase poderia perfeitamente ter sido escrita por ele, num claro gozo ao que se sucedeu. Mas não, foi feita (em princípio) por um jornalista português que, ou é apenas burro, ou decidiu publicar uma piada fácil para todos os portugueses. O conselho de Lúcifer para este caso é que cada um tem o seu lugar e que jamais um jornalista poderá ou deverá fazer o trabalho destinado ao próprio Belzebu. Já agora, Lúcifer poderia ainda ter lançado a piada que a casa estava cheia de seringas porque ela era diabética, uma piada que nunca lhe ficaria mal, mas que a um jornalista…
Neste pequeno exemplo, notou-se a notória a falta de qualidade que tem assombrado o jornalismo português.
Certo dia, estava eu a ver o telejornal, quando o jornalista me informa que um determinado vídeo português estava a fazer furor por todo o mundo através da internet, seguindo-se de imediato o habitual intervalo para aguçar ainda mais o meu interesse por tamanha façanha de um português. Quando, após impaciente espera, me mostraram o tal vídeo, fiquei com um sentimento semelhante ao que sinto quando olho para um chinelo. Tá-se bem, é um vídeo, é uma queda, é português, mas tem tanta piada como os 1000000000 vídeos semelhantes que estão no youtube. Além disso, o próprio vídeo não tem assim tantas visualizações que façam dele um sucesso internacional, como foi sugerido no telejornal da SIC, nem justifica a corrente que se criou à sua volta.
Apesar de existir muito mais por onde pegar, decidi pegar nestes dois pequenos, mas elucidativos e recentes, exemplos para descrever a qualidade do jornalismo português.

Para finalizar, este texto, que Lúcifer me encarregou de escrever, apenas serve para demonstrar o seu desagrado em relação ao jornalismo português, ora porque tenta fazer uma espécie de concorrência com o próprio Belzebu, ora porque é tão mau, que pode tornar-se pior que a própria besta!


domingo, 24 de julho de 2011

D'artagnan e as três mosqueteiras

D'artagnan o herói do romance de Alexandre Dumas, proveniente da Gasconha, França, era conhecido pelas suas façanhas enquanto extraordinário espadachim. Também era conhecido por ser inseparável de um grupo de mosqueteiros.

Nos dias de hoje, a França tem um novo D'artagnan, de seu nome Dominique Strauss-Kahn (DSK). Bem isto tendo em conta o paradigma deste blogue, em que os heróis podem ser os vilões e vice-versa dependendo do que Lúcifer quiser.

Existem evidentes semelhanças entre o ex-presidente do FMI e o herói criado por Alexandre Dumas. Primeiro são ambos franceses. Em segundo lugar, tiveram ambos problemas com a lei. Enquanto D artaganan tinha sempre três mosqueteiros perto de si, DSK tinha sempre três prostitutas. Por fim ambos foram tramados por uma mulher, D'artagnan por Milady e DSK por uma guineana sem nome.

Agora largando o mundo da fantasia literária, DSK confessou à sua esposa que era impossível ter violado a jovem empregada de Hotel. Visto que já no fim dessa semana tinha praticado sexo brutal (sem palavrinhas pelo meio) com mais três mulheres. Ou seja, DSK não teria segundo o próprio bateria, para uma quarta. DSK ainda justificou a mulher necessitar de sexo alheio visto que precisara de aliviar a pressão a que tinha estado sujeito nesses dias. O mulher reagiu da seguinte forma: " Strauss Strauss seu maroto! Continuas o mesmo incorrigível caçador de rabos de saia".

Caso seja mesmo culpado dos actos que cometeu acho que Dominique Strauss-Kahn deve ser punido exemplarmente.

Se este escândalo não tivesse acontecido, Lúcifer com os seus binóculos que também adivinham o futuro, tinha visto que DSK seria o próximo presidente francês. E que, conjuntamente com Silvio Berlusconi fariam ambos cimeiras com mais de 50 prostitutas, em prol das relações Franco-Italianas. 

Esteves, há horas do Diabo!

Eu sou o Sérgio e infelizmente, ao contrário do meu colega Pedro, o meu nome não faz parte dos grandes nomes bíblicos, o que me deixa com algum complexo de inferioridade. Depois de uma extensiva pesquisa ao longo de toda a bíblia, encontrei finalmente o meu nome. Sérgio Paulo é, provavelmente, uma das personagens menos importantes na bíblia, sendo, ainda assim, caracterizada com um elogio: “o procônsul Sérgio Paulo, homem inteligente” (Act 13,6-7a), o que me deixa mais satisfeito e pronto para vos falar de uma situação que se passou com um determinado Sr. que vou chamar de “Esteves”.

Tal como o Pedro, o Esteves tinha uma entrevista marcada para uma empresa bastante conhecida. Como Esteves não gostava de grandes formalidades, tinha optado por uma indumentária sempre informal em todas as entrevistas que tinha ido, mas dado que esta empresa o agradava em particular, procurou vestir o fato que havia comprado 2 anos antes e que nunca havia utilizado.
Na noite anterior, Esteves perguntava-se se o referido fato ainda lhe servia, dado que a elegância que antes o caracterizava, há muito que havia fugido (vá, mais ou menos). Para evitar problemas de maior no dia seguinte, decidiu experimentar o fato no dia anterior, percebendo que as calças ficavam apertadas (tipo calças de Lycra), mas ainda assim, achou que a fatiota estava consentânea com a ocasião.
Ao chegar ao local da entrevista, encontrou uma rapariga que também tinha entrevista e, de forma a libertar a tensão que se observava naquele corredor, iniciou uma conversa. A conversa foi de tal forma espontânea que o Esteves perdeu qualquer tipo de nervosismo, libertou-se, tendo os seus níveis de confiança atingido o topo.
Depois de um pequeno teste, iniciou-se a primeira entrevista.
Após as habituais apresentações, o Esteves, que estava a frequentar o mestrado em Finanças, informou que gostaria de trabalhar em marketing (WTF?!), isto depois de a senhora que lhe havia ligado uns dias anteriores para marcar a entrevista o informar que a oferta de emprego era para o departamento financeiro (Bela tirada, Esteves!!). Não se sabe ao certo porque é que Esteves falou em marketing, mas depois de dizer que achava o trabalho na área de finanças algo monótono, a resposta de uma das entrevistadoras foi clara: “então a entrevista acaba por aqui”. “Já me lixei” – pensou o Esteves, mas ainda assim continuou a tentar dar a volta à questão, e a entrevista lá continuou.
Passou-se de seguida para a entrevista seguinte, com outras duas pessoas, em que a primeira pergunta foi: “então como correu a entrevista anterior?”, ao que Esteves respondeu: “mais ou menos, disse que gostava mais de marketing do que de finanças” (ONDE É QUE O ESTEVES ESTAVA COM A CABEÇA? JÁ NÃO BASTAVA TER COMETIDO O ERRO NA PRIMEIRA ENTREVISTA, AINDA REPETIU O MESMO NA SEGUINTE?!). Esteves tentou rapidamente mudar de assunto, mas a confiança(?) que o atingira mal chegou ao edifício ainda estava presente, pelo que o à-vontade era tanto que passou a entrevista toda a rir-se, ao ponto de uma das senhoras que o estava a entrevistar perguntar porque é que ele tanto se ria.
Para finalizar em beleza, pediram ao Esteves que dissesse, num minuto, porque é que havia de ser escolhido para o emprego, ao que ele em 20 segundos disse os habituais adjectivos e caracteristicas que todos dizem, finalizando com a seguinte frase “E EU NÃO SOU UM BICHO”. Ok, esta frase deixou todos perplexos e Esteves mostrou que tem a capacidade de piorar as coisas que já estavam mais que complicadas. Depois de explicar a sua ideia de bicho, lá abandonou a sala, cheio de confiança que tudo tinha corrido da melhor forma, ainda que com alguns percalços.
Trouxe-vos esta história porque é óbvio o dedo de Lúcifer nas nossas vidas e em particular na vida do pobre Esteves, já que na entrevista em que este mais se empenhou, o nosso pequeno (grande) Belzebu tratou do resto, fazendo com que tudo corresse ainda pior do que o esperado.
É caso para dizer:
Esteves, há horas do diabo!