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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Exército de pombos contra os designados chico espertos

Lúcifer depois de umas merecidas férias durante o mês de Junho, volta em força no mês de Julho! Hoje trago-vos uma questão relacionada com as regras de convivência no trânsito.

Eu detesto carros, detesto trânsito, tenho pavor a conduzir em cidades, contudo por necessidade de vez em quando sou obrigado a pilotar o meu veículo. E uma das principais razões para não gostar de conduzir é o facto da estrada ser um viveiro de chico espertos.
O chico esperto é aquele que faz a maior asneira, mas depois pede desculpa com um ar inocente aos outros condutores e a coisa passa. Quantos chicos espertos há aí todos os dias a ultrapassar pela direita, a furar filas, ou a estacionar em sítios inacreditáveis? Inúmeros, e ninguém faz nada.

Eu aprovaria que uma entidade ligada à segurança do país criasse um exército de intervenção para punir e castigar o chico esperto que realizasse uma chico espertice. 

Esse exército de intervenção deveria ser constituído apenas por pombos treinados e com a mira muito afinada. Pombos que quando um chico esperto se armasse em esperto e furasse uma fila, voassem em voo rasante e cravejassem o carro de caganitas brancas e mal cheirosas. Penso que o resultado seria extraordinário, a diminuição de chicos espertos seria drástica.

E penso que não seria assim tão difícil formar um exército de pombos cagões, pois se se conseguem treinar pombos para entregar correio, não será mais complicado ensiná-los a largar “bombas” no tempo certo. No fundo, seria orientar o pombo para aquilo que ele faz melhor, que é obviamente, defecar enquanto voa. 

Bem esta temática fez-me lembrar um clássico do cinema de terror, de Alfred Hitchcock, "Os Pássaros". Um filme de 1963, onde sem razão aparente as aves ficam loucas e começam a atacar as pessoas. Um filme onde o suspense domina como seria de esperar num filme deste realizador. Eis o trailer:


terça-feira, 29 de maio de 2012

Made in Portugal

Todos nós devíamos defender os produtos nacionais, mas estes só parecem ser reconhecidos quando vão para o estrangeiro. É impressionante, alguém pode ser muito bom cá, ou um produto ser excepcional, mas se não for internacional parece que é menos apreciado. 

A imprensa também tem alguma culpa, dando sempre muito mais realce aos bons desempenhos de produtos e pessoas no estrangeiro, do que à aqueles que não saem deste quadradinho banhado pelo Atlântico, embora sejam igualmente bons. Para contrariar esta tendência poderia escrever sobre os bons produtos e pessoas que não se internacionalizaram, mas como isto tem dias que é um blogue de escárnio e maldizer, vamos falar dos produtos portugueses que tiveram mau desempenho no estrangeiro. 

E começamos, com um produto português tipicamente exportado, conseguem adivinhar? Se foram pelo têxtil ou pelo o calçado, ou mesmo para o pastel de nata, enganaram-se. O produto que vos trago vem do ramo das armas, mais precisamente uma metralhadora. Sim, Portugal, essa potência mundial, com o seu exército experiente e super-poderoso, exporta metralhadoras, só para vocês verem do que somos capazes. 

O caso que vos trago é da metralhadora "Lusa". E perguntam vocês, quantas meninas destas exportámos? 2000... Isto nem para um contentor dava, talvez para uma carroça. Podem ver no "i" a notícia mais ao pormenor.

Neste produto eu consigo extrair diversos factores que levaram ao insucesso de vendas:

  1. Exportar isto para os EUA, um país tão experiente em guerras, não me parece bem. Devíamos exportar isto para a Suíça, onde deverá haver poucas armas, para ver se aquele pessoal aprende a dar uns tiros de vez em quando.
  2. Dar o nome de "Lusa" a uma arma, não assusta ninguém, se se queria um nome patriótico, mas ao mesmo tempo assustador, devia dar-se o nome de Bruno Alves à metralha. 
  3. Por fim, a metralhadora é de alta precisão. No mundo inteiro os portugueses são conhecidos pela sua precisão, principalmente a fazer contas... not.
Se calhar somos mesmo bons naquilo que exportamos, pois não encontrei mais nenhum mau exemplo para vos mostrar. Bem... sendo assim, deixo-vos a sugestão de um filme de guerra, bastante bom e intenso, do mestre Stanley Kubrick. A história basicamente é sobre o dia-a-dia dos soldados americanos no Vietname, algo retratado em vários outros filmes, no entanto a lente de Kubrick dá-nos sempre outra visão da realidade.



Já que falámos de pessoal que vingou no estrangeiro, quero aproveitar para deixar um grande abraço aos meus primos do Luxemburgo e à minha tia Clarice que me lê da Colónia na Alemanha ( sempre quis fazer isto, mas nunca fui à Praça da Alegria )

terça-feira, 22 de maio de 2012

Saga Tuháleite

Lúcifer, esse ser infernal, se percebe de alguma coisa é de monstros e demónios. Por isso, hoje inauguramos, em "Os Binóculos de Lúcifer", uma saga de posts sobre monstros e demónios, apelidada de saga Tuháleite.

E nada melhor para começar esta saga, que um monstro super emblemático, o Vampiro. 

O Vampiro é um monstro extremamente, como hei-de dizer, maricas! Maricas sim! Senão decomponhamos, algumas das principais característica destas coisas com caninos desenvolvidos:


  1. Normalmente usa maquilhagem. Preferencialmente pó de arroz, com um bocadinho de blush, para combinar com o sangue a escorrer pelos queixos abaixo. Muitos ainda utilizam lápis e rimel para realçar os olhos. Isto para não falar das imponentes unhas de senhora que utilizam
  2. Protege-se do Sol. O discurso do Vampiro sobre o Sol:" Ai não posso apanhar Sol, que faz mal à pele, depois fico cheio de rugas e tenho de fazer um lifting "
  3. Utiliza roupas espampanantes. Grandes capas antigas e lenço ao pescoço, isto é ou não é rabichola?
  4. Está sempre em dieta.Apenas ingere líquidos, como se tivesse a fazer a dieta das seivas, para manter a boa forma. Foge do sal a sete pés, porquê? Porque engorda. 
  5. Só anda à noite como os artistas! Toda a gente sabe que 90% dos artistas joga noutro campeonato,
  6. É alérgico a tudo e mais alguma coisa, parecem umas florzinhas de estufa. Alho, prata e madeira são apenas alguns dos exemplos.
Para terminar, apenas quero dizer que apesar destas diferenças, respeito o vampiro como é, maricas ou não, ele tem direito de trincar o pescoço a quem quiser...

Tendo em conta esta temática, hoje recomendo dois filmes. Um muito recente, outro muito antigo.

O recente é um trabalho de Tim Burton, com o seu bem amado Johnny Depp, no papel de um vampiro playboy. A opinião da crítica e das pessoas não é unânime, há quem o adore, há quem o ache péssimo, por isso recomendo que vejam Dark Shadows, para tirarem as vossas próprias conclusões: 


O outro é o Nosferatu, de 1922, um filme de terror e de mistério, que fica tenebroso, por ser antigo e a preto e branco. O jogo de sombras é verdadeiramente impressionante. Um clássico que vi recentemente e que recomendo vivamente, ou mortalmente: 


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Paulo Bento renova até 2014: A FPF não aprende?

Lúcifer não tem falado de futebol, e os fans deste blogue já clamavam por um artigo sobre o desporto rei há algum tempo. Hoje a notícia que comentamos está relacionada com a selecção:


http://desporto.sapo.pt/futebol/seleccao/euro_2012/artigo/2012/05/03/paulo_bento_renova_por_dois_anos.html


Sinceramente, não percebo o porquê da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), renovar por mais dois anos com Paulo Bento, antes do Europeu. Porque extrapolemos o seguinte cenário: Portugal faz um europeu horrível, a quem vai ser imputada a culpa? Ao treinador como sempre. Paulo Bento é conhecido por de vez a vez ter quezílias com jogadores (Ricardo Carvalho, Bosingwa, Danny), se as coisas correrem mal, adivinho bastante azedume e azia no seio da selecção. O problema é que depois despedir o treinador custará uma pipa de massa. Não entendo a gestão da FPF ao nível de treinadores. Não chegou o vergonhoso caso Queiroz?

No fundo podemos considerar esta renovação como um seguro de vida para o europeu. Sim, um seguro de vida é muito importante, quando o grupo de Portugal, no euro é denominado grupo da morte. Em caso de morte de Portugal, Paulo Bento sairá a ganhar, pois será despedido ganhando uma churuda indemnização.  Afinal retiro o que disse, a FPF pensa em tudo!

Os senhores, lordes e gurus do marketing da companhia de seguros tranquilidade devem estar a dormir. De certeza que fariam  um êxito enorme, se fizessem um anúncio com o cabeça  de penico, a que alguns chamam Paulo Bento a dizer a sua célebre palavra: "tranquilidade". 

Por falar em seguros, lembrei-me de um famoso filme em que está em jogo uma indemnização relativa a um seguro de vida. Resumidamente, a esposa decide contratar um homem, para matar o marido (podre de rico). Mas matar de forma que pareça "acidental", pois o seguro de vida não seria accionado caso se tratasse de num homicídio. O nome do filme é "Double Indemnity" de 1944, um thriller repleto de suspense e que vale a pena ser visionado. 


domingo, 29 de abril de 2012

Morbid Desire

Lúcifer abre espaço no seu antro cibernético, ao comentário da notícia da semana. Qual é, perguntam vocês. A resposta é mais que óbvia "Sexo com mulheres mortas no Egito era mentira".   

A notícia original, basicamente postulava que iria ser permitido, aos egípcios do sexo masculino, fazerem sexo com mulheres, depois de mortas. Sinceramente, a agência Lúcifer, com a sua alta credibilidade internacional, tomou a notícia como sendo falsa. No entanto, alguma imprensa nacional e internacional foi bem enganada. 

Contudo, esta notícia tem um conteúdo que não é completamente descabido. Existem tantas vantagens de fazer sexo com mulheres mortas, eis algumas:

  1.  Acaba o "golpe do baú". Depois de morta, a mulher já não pode ter filhos, por isso, é completamente mitigado o risco de aparecerem surpresas choronas e indesejáveis 9 meses depois
  2. A mulher morta nunca tem dores de cabeça. Ou seja está sempre pronta para uma ou várias
  3. O homem deixa de ir ao mal afamado bar de alterne e pode passar a ir a um cemitério
  4. A mulher morta não tem ciúme, não reclama, deixa ver o futebol
  5. Cada vez há mais mulheres mortas, consequentemente mais escolha. 
  6. E por fim, a mais importante: a mulher morta não engorda
Claro que existem algumas desvantagens, nomeadamente em relação ao caruncho. E há quem diga que as mulheres mortas são um pouco frias, mas não sei...

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A morte é algo que me assusta, nem tanto pelo facto de poder ser doloroso ou não. Mas sim, por não saber o que se vai passar a seguir. Na minha óptica, depois de morrermos, há três hipóteses:

  1. Ou não se passa mais nada, voltamos a ser pó. As nossas memórias, alma e sentimentos perdem-se para sempre 
  2. Ou vamos para um sítio pior: um género de inferno, ter com o nosso amigo lúcifer e brincar com o fogo um bocado
  3. Ou vamos para um sítio melhor.
Enfim, grandes mentes debruçaram-se e debruçam-se sobre isto todos os dias e nenhuma conseguiu dar uma resposta universalmente aceite, obviamente não serei eu que a irei dar. Mas fica a grande questão no ar: depois de morrer, morremos? 

Por fim deixo-vos, uma sugestão de um filme, que realmente toca nesta temática profundamente, embora num contexto descontraído e cómico, embora com um toque de dramatismo. "The Bucket List" de 2007, conta com a presença de dois actores que dispensam apresentações: Jack Nicholson e Morgan Freeman. A história basicamente gira em torno, de dois doentes terminais de cancro, que se conhecem na fase final das suas vidas, e sobre a forma como irão aproveitar os seus derradeiros momentos. Um filme divertido e com bons diálogos que vale a pena ver, pois todos nós, um dia passaremos para o outro lado.




segunda-feira, 5 de março de 2012

Taxi driver

Depois de um descanso merecido, para aproveitar a "ponte" de Carnaval, Lúcifer volta à carga! Desta vez com uma história dos diabos, sobre um taxista maluco. Vou tentar relatar o episódio o mais fidedignamente possível. 

No passado fim-de-semana tive necessidade de apanhar um táxi, para vir para casa e aleatoriamente escolhi um, numa praceta da baixa lisbonense. A pinta do taxista, mal entrei no veículo assustou-me , pois nunca tinha visto um condutor de carros, com luvas de motos! Um  daqueles pares de luvas de cabedal, mas sem  dedos. Pensei logo, "eh lá, queres ver que temos aqui um Loeb ou um Schumacher." Sentei-me no banco da frente, no lugar do morto, pois vinha com mais três amigos, que ficaram no banco traseiro. Iniciámos a viagem, e como sou uma pessoa extremamente sociável comecei a chatar* com o taxista. Entretanto a  conversa resvala para acidentes, o taxista: " enfaixei-me todo, no carro da frente na semana passada, eu as vezes até voo com este menino, e depois já não travo a tempo. O meu chefe coitado, lá entrou com mil eurecos. Não me despediu! É bom moço. Ele sabe que sou maluco, mas sou trabalhador. Há clientes que se queixam, mas pelo menos têm viagens inesquecíveis e chegam sempre rápido ao destino". Eu logo, todo borradinho: " Mas nós não temos pressa amanhã é Domingo". E ele: "Estou sempre a dar uns toques nos carros, só ando com lesmas, ninguém sabe conduzir." Eu aí tive de concordar com ele, acho que foi solidariedade de aselha, contudo eu tenho a noção que quem provoca o caos na estrada sou eu." Pois pois, isto é uma selva, parece que deram a carta a um bando de babuínos. Eu só tive um acidente mais grave, atropelei um pinheiro, ficou todo descascado, e o meu Opel ficou que parecia um Smart."O homem lá se riu e entusiasmado foi acelerando, acompanhado a evolução das rotações do motor, com um barulho bocal parecido com um assobio, como se fosse a dar gás. Eu e os restantes passageiros, não sabíamos se nos devíamos rir ou se devíamos rezar. Eu no lugar do morto olhava para as pernas, como se fosse a última vez que as veria. Gotículas de suor emanavam do alto da minha testa, o meu olhar baço nada via senão memórias de toda uma vida a passar num flashback. Eureka! Tive uma ideia brilhante, que ao mesmo tempo, fez com que o taxista mudasse de conversa assim como abrandasse o veículo. Introduzi o tema dos clubes nocturnos dizendo:" então parece que todos as casas da noite têm nomes de animais. É o elefante branco, é o cisne azul, é  hipopótamo "( fiz questão de nomear alguns que conhecia com a esperança de ele conhecer algum.) E ele abrandando, olhou para mim e disse: "o hipopótamo é só pub! " Joguei tudo naquela altura, fiando-me que o taxista sendo homem da noite, era também um cliente. E puxei por ele, de maneira a que ele se concentrasse na conversa, deixasse de falar de acidentes e andasse mais devagar, o que realmente aconteceu. Esta ideia foi muito proveitosa porque o homem ainda me indicou uns spots de diversão nocturna além de me ter oferecido um cupão com uma bebida num ( pronto esta última já foi inventada). Finalmente chegámos ao nosso destino são e salvos, ainda paguei com as pernas bambas do medo.


*Chatar - Palavra sinónima de conversar, que será introduzida no dicionário da língua portuguesa em 2015, conjuntamente com as palavras laicar e tuitar. OBDL sempre à frente do seu tempo!


Não podia de terminar este post, sem fazer a referência ao melhor filme de taxistas, o "Taxi Driver" de 1976, pois claro. Um filme brilhante, com uma excelente performance de Robert De Niro , o taxista maluco traumatizado da guerra do vietname e Jodie Foster, na altura em que ainda era uma bonequinha de porcelana.  Quem não se lembra da célebre tirada: " You talkin' to me? You talkin' to me? You talkin' to me? Then who the hell else are you talking... you talking to me? Well I'm the only one here. Who the fuck do you think you're talking to? Oh yeah? OK." Um excelente filme do Sr. Scorcese, cujo o trailer vos deixo:


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Tapete Vermelho

Hoje é o dia em que a estatueta com nome de cão é entregue! Sim, esta noite no teatro Kodak em LA serão entregues os galardões aos filmes e protagonistas, que se destacaram durante o ano 2011. Como neste nosso cantinho blogosférico, falámos muitas vezes de cinema, não podíamos deixar passar a data em claro. 

Podia-vos falar dos filmes que vão a concurso este ano ou dos vencedores dos anos anteriores, mas como isso é sempre tão badalado na imprensa, achei que só para contrariar ( e eu sou perito nisso), vou falar daqueles que nunca ganharam nada apesar de merecerem. 

Porque é que alguns actores e realizadores, mesmo sendo dos melhores de sempre nunca ganharam nada? Na minha opinião existem três factores que erradamente, tornam a atribuição dos Óscares menos justa: 



  1. O timing de lançamento do filme parece ser essencial. Esta questão tem a ver com a natureza humana, e com uma questão de memória. Tendencialmente damos mais valor a memórias mais recentes, e por causa disso um filme lançado ainda longe da data da entrega dos prémios terá poucas hipóteses de ganhar, pois até lá outros filmes ganharam espaço na memória dos que nomeiam e dos que votam, para a atribuição dos prémios. Por isso é que muitos filmes candidatos saem nesta altura do ano.
  2. Os filmes independentes, por não terem ligações com grandes estúdios têm dificuldades em entrar na corrida contra filmes que têm grandes máquinas de distribuição por trás dos mesmos. Mesmo que sejam muito bons, a mensagem tem mais dificuldade a chegar a quem escolhe.
  3. A comédia é um tipo de cinema que parece um parente pobre da sétima arte. É difícil ver nomeações para filmes deste género mesmo que sejam geniais. Um actor de comédia, tem mais facilidade em ganhar prémios Razzies, os prémios para os piores filmes do ano, do que um Óscar. Não percebo o porquê desta discriminação. Será que uma lágrima vale mais que um sorriso?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mr. Smith Goes to Washington

Há muito tempo, que este blogue não falava de cinema, por isso resolvi escrever sobre um filme que vi no passado fim-de-semana.

O título da película é "Mr. Smith Goes to Washington" ou na versão portuguesa "Peço a Palavra". Um filme de 1939, realizado por Frank Capra e vencedor de um Óscar para melhor argumento. 

Numa breve sinopse: Smith é um jovem talentoso que envereda pelo mundo da política, com o objectivo de ajudar o povo que o elegeu. No entanto, mal tenta criar a primeira lei, que seria em benefício dos cidadãos, vários problemas surgem, pois a lei proposta por Smith põe em causa variadíssimos interesses económicos. Por causa desta situação, Smith começa a ter problemas com um grupo financeiro poderoso, que tem um poderoso lobby sobre o senado americano e que controla os média. Será que a perseverança deste jovem rapaz conseguirá vencer a corrupção, que no senado está instalada? Têm de ver o filme para saber, pois Lúcifer não é um spoiler. Alem do guião que é soberbo, realço a performance de James Stuart e a beleza e sensualidade de Jean Arthur, cujo o papel é o de Miss Saunders, par romântico de Smith. Apesar de ser um filme com quase cem anos vale a pena ver, pois a temática é extremamente actual. O CineClube Lucyfilmes recomenda vivamente.

Resolvi falar-vos deste filme não só por ser excelente, mas também porque quem o vê não consegue deixar de encontrar paralelismos com a política dos dias de hoje. O poder dos grupos económicos sobrepõe-se quase sempre aos interesses dos cidadãos, isto acontecia nos anos 30 e acontece agora. As máquinas partidárias, não são mais que veículos destes grupos, em que os políticos são meros peões que prestam vassalagem a alguém superior e com um poder maior. E mesmo os média, apesar de alguns avanços, continuam a ser manipulados, tornando a política num teatro, em que a imprensa maquilha políticos sem qualidade e com poucos escrúpulos fazendo-os parecer salvadores da pátria, quando a sua missão é salvar o seu tacho. 


Por fim, deixo-vos o trailer de "Mr. Smith Goes to Washington":

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mary and Max

Já devem ter reparado, que Os Binóculos de Lúcifer apreciam bastante o bom cinema. E que, muitas das histórias que relatamos partem de um filme. Hoje venho-vos falar de uma película, que realmente me marcou e que assisti, no passado fim-de-semana. Mary e Max é um filme, que embora seja de animação é destinado a gente crescida. O enredo é bastante simples e inocente, mas bastante assertivo nos temas que foca. Basicamente, o argumento roda em torno dos sonhos e dos medos do Homem. Muitas vezes temos receio de tomar decisões temendo as consequências e o que os outros possam pensar. Contudo na maioria dos casos, perdemos mais se nada fizermos, se não arriscarmos, se não formos descobrir o desconhecido e alargar os horizontes, se ficarmos no porto e não descobrirmos os ventos, se não abraçarmos a vida e aproveitarmos o que ela nos pode ainda dar.... podemos morrer sem conhecer aquilo que podíamos alcançar. Fiquem com o trailer do filme, que é baseado numa história verídica:



(Lamechices à parte) No início do filme, Mary ainda criança, acha que as crianças nascem, saindo de dentro de canecas de cerveja. Eu acho este conceito genial! Porque na verdade quem bebe muita cerveja fica parecido com uma grávida.
Agora imaginem um casal que decide ter filhos, no momento da concepção, poderia ser algo do género:


-Josefina acho que está na altura de termos um filho - diz o marido

-Também acho, sinto-me preparada. Sagres ou Super? - questiona a mulher

-Sagres claro, porque patrocina o Benfica- responde ele.

-Só pensas em Bola! - enervada; Um assunto tão sério e só pensas nisso. Eu acho que devia ser uma cerveja light para que saia uma linda menina, que esteja sempre na linha. - afirma a esposa.

-Ah! Eu preferia uma preta, para que saisse um menino, que fosse um grande atleta.

-E misturarmos groselha, para fazer um tango e sair uma bailarina? - pergunta a mulher

-Bem mulher, não vamos chegar acordo. Saia o que sair, vamos amar o nosso filho de certeza, desde que tenha saúde é o mais importante. O essencial é que o barril tenha pressão para sair uma boa e saudável cerve.... menina(o)...

domingo, 25 de setembro de 2011

Some Like It Hot

Ora, aí está um título de um post extremamente sugestivo! Para todos os muitos leitores assíduos deste blogue, o prometido é devido e este artigo ( vá pseudo-artigo), vai ser dedicado a um dos temas que mais interessa aos homens, heterossexulmente falando evidentemente, as mulheres. 

Se muitas mulheres conseguem com facilidade disfarçar o seu interesse por um ser do sexo masculino, já o homem tem sérias dificuldades em ser discreto. Pegando numa analogia piscatória, a mulher pesca com uma cana, pacientemente esperando que o peixe morda o anzol, enquanto o homem pratica a pesca de arrastão, lança a rede em direcção a todos os peixes graúdos e do seu agrado esperando apanhar o maior número possível. Mas muitas vezes ao contrário que se possa pensar, a pesca com uma cana consegue ser mais eficaz. Pois se o peixe que picar for de fraca qualidade, pode sempre ser de novo atirado ao mar. Enquanto que no arrastão a selecção por vezes é feita de forma deficiente, a probabilidade de haver peixe mau na rede é elevada, já para não referir que o melhor peixe pode rabiar para fora da rede. 

O homem viu evoluir o seu gosto pelo tipo de mulher que aprecia, ao longo dos séculos. Se antigamente, gordura era formosura, nos dias de hoje magreza é beleza. Claro que há gostos para tudo! Mas é aqui que entra o título deste post. Some Like it Hot é um filme de 1959 com os enormes Tony Curtis e Jack Lemmon e a incomparável Marilyn Monroe. Actriz que tinha formas bem arredondadas, não sendo gorda não era propriamente um esqueleto. Era equilibrada, contudo neste filme penso que até estaria ligeiramente fortezinha.  É um filme muito engraçado, que é uma caricatura do cortejamento do homem dos anos 60, à mulher e toda a dança nupcial envolvente. O filme tem um facto curioso, pois é dos primeiros em que grandes actores fazem de travestis. Alguns rejeitaram o papel, por não acharem digno o suficiente. Por isto e por muito mais, vale a pena ver, trata-se de uma excelente comédia, que reflecte o que disse antes, o homem não pode ver um rabo de saias que vai logo à pesca. Deixo-vos o trailer do filme:


Este filme é aprovado por Lúcifer!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Modern Times

A minha paixão pela sétima arte tem crescido nos últimos tempos, por isso tenho visualizado alguns dos grandes filmes do cinema mundial.

Ontem à noite tive a ocasião de ver uma das grandes obras, de Charlie Chaplin, Modern Times de 1940. O filme não é extraordinário apenas, por causa da excelente interpretação de Charlot, é o também por causa da mensagem subjacente que transmite. O filme conta a história de um homem, que tem dificuldade em manter um trabalho, acabando muitas vezes preso, por causa da sua aselhice e por causa do tempo de crise que se vivia nos USA, com a grande depressão dos anos 30. 

O talento e o humor físico imperam, bem como as excelentes composições melódicas, que ecoam no preto e branco da película.

Mas, na minha opinião o que torna o filme tão especial é sua mensagem. O relato da miséria e da falta de emprego com o consequente aumento de criminalidade, obrigam o espectador a efectuar um contraste entre épocas. A época da crise onde tudo falta e a pobreza é evidente e a época seguinte em que a condição de vida da maioria dos americanos era elevada. Neste momento, o Estados Unidos e o mundo, estão a atravessar uma grave crise, em vários quadrantes, nomeadamente: a crise da dívida soberana de algumas nações, a crise económica pela desaceleração da economia mundial, e uma crise ao nível do emprego, onde a precariedade é cada vez maior. O desemprego é um dos temas fortes do filme, onde Charlie Chaplin muda cinco vezes de emprego e no fim acaba desempregado, bem como a sua companheira. Ou seja, como em Portugal tem acontecido, infelizmente vêem-se cada vez mais famílias, onde marido e mulher estão sem trabalho. O filme termina como referi com o casal  desempregado mas com uma última frase de Charlie Chaplin mítica, dirigindo-se à sua amada: "Smile! C'mon!".

Apesar de todas as dificuldades é esta mensagem que quero passar, a vida deve ser encarada com um sorriso nos lábios. Os tempos que se avizinham não se vislumbram fáceis, mas temos de ter a noção que o mundo e o país já passaram por momentos muito piores. 

Fiquem com um pequeno trecho do filme: 


 Neste "pedaço" do filme podemos ver uma cena engraçadíssima, onde Chaplin, por acidente "snifa" um pouco de cocaína.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sargaços na Praia

Neste Verão, tive a sorte de poder ir à praia com bastante regularidade. Foi bastante bom, mas infelizmente já não falta muito, para regressar ao trabalho.

A praia é um local bastante curioso, as pessoas transformam-se! Perdem o pudor, despindo-se! Perdem a xenofobia, querendo ficar negras! Perdem o medo, entrando no mar, mesmo que a bandeira esteja encarnada! Infelizmente, observei alguns inconscientes que se aventuraram no mar revolto e que depois tiveram dificuldades em sair de lá.

Em algumas dessas ocasiões foi necessária a intervenção do nadador salvador, ( se tem mais de 65 anos, substitua nadador salvador por banheiro). Quando alguém estava em perigo, a praia toda entrava em alvoroço, as pessoas saltavam frenética e energicamente das toalhas para ver o que se passava. Mas tuga que é tuga gosta de ver desgraças em grande. Num dos últimos episódios que assisti, deste género, na praia as pessoas ao ouvir pedidos de ajuda, de um homem na água, levantaram-se, chamaram os nadadores salvadores e foram-se aproximando do local. Felizmente, o homem conseguiu, auxiliado pela boa vontade do mar, chegar a terra firme, não tendo sido preciso a intervenção de ninguém. Nestas circunstâncias, esperaria que as pessoas que estavam a assistir, demonstrassem algum alívio, contudo.... Não!!! Mostraram-se desiludidas, pelo facto da situação se ter resolvido rapidamente. Ouvi várias pessoas a dizer: "Oh, já saiu da água" ou " Oh, nem tive tempo de ver nada". Mas o que é isto? Bem é o espírito mirone do Portuga! Gosta de ver as desgraças ao vivo e a cores. Não há nada melhor que ver sentadinho, numa toalha um salvamento heróico. Enfim, nós somos assim, quer dizer, eu não!

Li no Correio da Manhã e também em alguns jornais a sério, que foram avistados tubarões na costa portuguesa. Parece que sempre cá estiveram, mas não se fizeram notar, até agora. Parece que estes são mansinhos, se fossem cães seriam labradores, mas conseguiram pregar grande susto aos veraneantes. Em Portugal, até os tubarões não metem medo a ninguém, até nisso somos pequeninos, não temos cá animais ferozes. E isto deve entristecer bastante os mirones, pois seria mais uma possível desgraça a que poderiam assistir." Então Manel, houve um ataque de tubarão em Lagos?" " Houve Maria, mas só comeu duas pernas, uma mota de água e três bóias." 

Com esta notícia, lá tive que rever o clássico de Steven Spielberg, Jaws ( O Tubarão ). É um thriller bastante bom, ideal para ver depois de um dia de praia. Fiquem com o trailer e boas férias! 


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Gremlins e as horas de comer

Vivia eu a minha pré-adolescência, quando me cruzei pela primeira vez com este filme, Gremlins. Nessa altura vi mais uma ou outra vez a película, mas já não me recordava ao certo de todos os pormenores. Hoje, e porque ando a fazer colecção de filmes, tentando hierarquizá-los de acordo com as minhas preferências, resolvi revê-lo.

Já pouco me lembrava da história, contudo recordava-me perfeitamente de uma coisa. Havia três regras que se tinham de respeitar, para que os Gremlins não causassem problemas:

1. Não expô-los a luzes fortes
2. Não os molhar com água
3. Não os alimentar depois da meia-noite.

Para quem não é desse tempo, ou simplesmente nunca viu nenhum dos dois filmes da série, os Gremlins eram  um género de macaquinhos adoráveis. Não resistiam a luzes fortes. Se os molhassem multiplicavam-se. Mas o pior era quando os alimentavam depois da meia-noite. Se estes macaquinhos adoráveis comessem depois da hora estipulada ficavam perversos, transformando-se em horríveis monstros. Para vos relembrar apresento o trailer para quem o quiser visionar.


Como com a idade vamos ficando picuinhas, há uma das regras dos Gremlins que me causa confusão. Que é a que diz respeito, ao facto de eles não se poderem alimentar depois da meia-noite. É uma regra que está incompleta e sendo assim pode criar bastantes dúvidas. Em primeiro lugar, é nos dito que estes animaizinhos não se podem alimentar depois da meia-noite, mas não nos é dito quando termina o período de jejum. Não sabemos a partir de que horas podemos voltar a alimentar os bichos. A partir das 6h da manhã? A partir das 11? Ao meio-dia tecnicamente é depois da meia-noite, ainda não lhe podemos dar comida? Pois é um problema sem resposta. 

Outra questão relativamente a este aspecto, diz respeito à localização do Gremlin. A história passa-se nos Estados Unidos, os Gremlins tem o seu relógio certo por esse local. Mas e se viajarem? Por exemplo, se eu tiver um Gremlin e o trouxer para Portugal. A até que horas o posso alimentar? Até à meia noite local ou até à meia noite dos USA? É porque quando é meia-noite nos USA, em Portugal são pelo menos 5h da manhã. 

O último problema relacionado com este tópico diz respeito à mudança de horário. Como sabem para cada período do ano existe um horário. O horário de Verão e o horário de Inverno. Será que os Gremlins acertam automaticamente a sua hora limite de alimentação? Ou tem um horário fixo? De Inverno podem alimentar-se até a meia-noite, mas no verão podem alimentar-se até à uma da manhã?  

O meu objectivo com esta brincadeira foi por a nu o problema da importância da completude das regras. No nosso dia-a-dia, quando as leis ou as regras não são claras, muitos problemas podem aparecer e podemos ser tramados por um Gremlin qualquer.