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domingo, 29 de abril de 2012

Morbid Desire

Lúcifer abre espaço no seu antro cibernético, ao comentário da notícia da semana. Qual é, perguntam vocês. A resposta é mais que óbvia "Sexo com mulheres mortas no Egito era mentira".   

A notícia original, basicamente postulava que iria ser permitido, aos egípcios do sexo masculino, fazerem sexo com mulheres, depois de mortas. Sinceramente, a agência Lúcifer, com a sua alta credibilidade internacional, tomou a notícia como sendo falsa. No entanto, alguma imprensa nacional e internacional foi bem enganada. 

Contudo, esta notícia tem um conteúdo que não é completamente descabido. Existem tantas vantagens de fazer sexo com mulheres mortas, eis algumas:

  1.  Acaba o "golpe do baú". Depois de morta, a mulher já não pode ter filhos, por isso, é completamente mitigado o risco de aparecerem surpresas choronas e indesejáveis 9 meses depois
  2. A mulher morta nunca tem dores de cabeça. Ou seja está sempre pronta para uma ou várias
  3. O homem deixa de ir ao mal afamado bar de alterne e pode passar a ir a um cemitério
  4. A mulher morta não tem ciúme, não reclama, deixa ver o futebol
  5. Cada vez há mais mulheres mortas, consequentemente mais escolha. 
  6. E por fim, a mais importante: a mulher morta não engorda
Claro que existem algumas desvantagens, nomeadamente em relação ao caruncho. E há quem diga que as mulheres mortas são um pouco frias, mas não sei...

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A morte é algo que me assusta, nem tanto pelo facto de poder ser doloroso ou não. Mas sim, por não saber o que se vai passar a seguir. Na minha óptica, depois de morrermos, há três hipóteses:

  1. Ou não se passa mais nada, voltamos a ser pó. As nossas memórias, alma e sentimentos perdem-se para sempre 
  2. Ou vamos para um sítio pior: um género de inferno, ter com o nosso amigo lúcifer e brincar com o fogo um bocado
  3. Ou vamos para um sítio melhor.
Enfim, grandes mentes debruçaram-se e debruçam-se sobre isto todos os dias e nenhuma conseguiu dar uma resposta universalmente aceite, obviamente não serei eu que a irei dar. Mas fica a grande questão no ar: depois de morrer, morremos? 

Por fim deixo-vos, uma sugestão de um filme, que realmente toca nesta temática profundamente, embora num contexto descontraído e cómico, embora com um toque de dramatismo. "The Bucket List" de 2007, conta com a presença de dois actores que dispensam apresentações: Jack Nicholson e Morgan Freeman. A história basicamente gira em torno, de dois doentes terminais de cancro, que se conhecem na fase final das suas vidas, e sobre a forma como irão aproveitar os seus derradeiros momentos. Um filme divertido e com bons diálogos que vale a pena ver, pois todos nós, um dia passaremos para o outro lado.




domingo, 8 de abril de 2012

A Páscoa de Lúcifer

Aleluia, aleluia, bom dia de Páscoa para todos, são os votos de Lúcifer! Bem, esta frase ficou um pouco estranha, Lúcifer o arqui-inimigo de Deus ( ou em português de Portugal do Brasil, arquiinimigo), a desejar boa Páscoa parece algo contraditório. Isto demonstra o desportivismo da besta.

A Páscoa é uma época que tem como principal característica, encher o bandulho! É bolo da Páscoa, são amêndoas, é chocolate,é cabrito, é leitão, é chanfana, eu sei lá. É um dia em que o almoço começa às 9h da matina, com os primeiros andamentos, do compasso pascal! Os cristãos são espertos andam 40 dias a comer pouco, para arranjar espaço no estômago para comer no domingo de Páscoa! É uma loucura. Amanhã vou precisar de estar ligado a uma máquina de hemodiálise, pois os meus rins não vão dar vazão a tanta porcaria e toxina que vou ingerir. 

Neste dia existe uma tradição que dispenso, que é o beijo na cruz. Quando esta começa a rodar pelas pessoas, para que estas beijem o Senhor, e eu só vejo velhotas, que dão autênticos linguados no Jesus metálico, dá-me nojo e eu fico-me por um beijo técnico. Ou dou um beijo nos pés, local que por norma é menos atacado pelas velhotas, ou então simulo que beijo e não chego a encostar os lábios na cruz. Estou a pensar implementar para o ano, o beijo na cruz à esquimó. Este tipo de beijo é extremamente mais higiénico e livre de saliva. 

Não posso deixar um bem-haja ao segundo maior delegado comercial pagão dos cristãos, a seguir ao Pai Natal, falo-vos pois claro, do Coelho da Páscoa. Deixo-vos aqui a origem da tradição desta personagem, que encontrei na Wikipedia e achei interessante partilhar: 



" A tradição do Coelhinho da Páscoa foi trazida para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e o início do século XVIII.
No Antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antiguidade consideravam o coelho como o símbolo da Lua, portanto, é possível que ele tenha se tornado símbolo pascoal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa. O certo é que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução, e geram grandes ninhadas, e a Páscoa marca a ressurreição, vida nova, tanto entre os judeus quanto entre os cristãos.
Existe também a lenda de que uma mulher pobre coloriu alguns ovos de galinha e os escondeu, para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram os ovos, um coelho passou correndo. Espalhou-se, então, a história de que o coelho é que havia trazido os ovos. Desde então as crianças sempre acreditaram no coelhinho da páscoa, a história que seus pais contavam para elas."




O pior da Páscoa é a segunda-feira, pois é o dia mundial do enjoo! Eu não consigo olhar para nada que seja doce nesse dia. Parece que só vejo shrecks, todos com a cara meio esverdeada. Viva à canjinha e às saladinhas!  

Não me podia despedir, sem deixar a sugestão cinematográfica para esta quadra. Um dos grandes clássicos que por estes dias costuma passar na TV é o Ben-hur, de 1959. Um filme que não é para todos os gostos, pois tem com um argumento muito intenso e é de uma época em que o ritmo da acção é determinado pelo argumento e não pelos efeitos especiais. Depois a película tem quase 4 horas de duração, o que é uma autêntica maratona. Deixo-vos o trailer, desejando-vos uma vez mais uma excelente Páscoa.


 

sábado, 16 de julho de 2011

Pedro

O meu nome é Pedro e esta é a minha primeira contribuição para Lúcifer. Curioso chamar-me Pedro, homónimo do edificador da igreja. Segundo a Bíblia ( não confundir com o Livro Finanças, do professor Elísio Brandão), Jesus uma vez disse a Pedro, na altura em que ainda se chamava Simão: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim Meu Pai que está nos céus. Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja, e as portas do Hades nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus”. E onde está a curiosidade? É que Lúcifer, para quem trabalho neste momento, é um anjo renegado, do reino dos céus. Que se viria a tornar o símbolo da origem de todo o mal e pecado. Concluindo tenho o nome, daquele que tinha as chaves do sítio de onde Lúcifer terá escapado.

As minhas contribuições para Lúcifer, não são mais que a minha visão distorcida da realidade, que me envolve. Não com maldade, mas com muita malícia relatarei alguns episódios que considerarei pitorescos e bacocos.

Quarta-Feira 13 de Julho de 2011 – Acordei eu na manhã frenética, e desde logo iniciei o processo de aperaltamento, o normal no dia de uma entrevista importante. Era uma entrevista decisiva, iria saber se uma empresa de nomeada, me iria contratar ou não. Nem tinha dormido direito, mas após um bom banho estava pronto para enfrentar o dia. Acabei de dançar com o fato, compondo a gravata, com um nó pouco simétrico, mas que tinha sido o melhor de 235 tentativas. Saio de casa, bebo um café no Vermoinho, e apanho o 205 para Campanhã. A entrevista era em Lisboa e eu ia de Intercidades. Olho para o placar electrónico e confirmo que o comboio, com chegada às 13H57, na estação do Oriente, partiria da linha 8. Encaminhei-me para o cais de embarque, sem antes comprar um jornaleco para me entreter na viagem. E aqui é que começo a ver a minha vida andar para trás. Vejo uma cambada de fedelhos, com t-shirts e pulseiras de um conhecido festival de Verão, que iria ocorrer perto Lisboa. Eram autênticas tartarugas, com as casas às costas. Sacos-de-camas, Campings Gaz, colchões, mochilas e tudo o que conseguiam levar.
 Pus as mãos à cabeça, pois apercebi-me que iria de ter de partilhar o meu comboio com Hippies. Sento-me pacientemente ao lado de uns jovens, nos bancos metálicos, à espera e a desesperar.
 Estou eu a ler, uma notícia sobre a Moody s e não é que um cheiro característico me invade as narinas. Era um “canhão”, que estava a ser fumado e partilhado pelos jovens que estavam contíguos a mim. Por momentos, achei que aquele cheiro estava relacionado com a notícia que estava a ler, porque as agências só pedradas é que podiam ter feito o que fizeram. Fiquei em pânico! Vou agora para entrevista, a cheirar a Ganza??? Estou tramado! Pensava eu, já com os olhos vermelhos. FINALMENTE: Bate a hora, no relógio da estação, 10H57 e o comboio chega. Mais ou menos ordeiramente, todos entrámos, eu e os Hippies. Numa luta energética, por espaço cada um ia enfiando as suas mochilas nas parteleiras, ou aconchegando-as entre as pernas. Eu por acaso, tive a sorte de ficar ao lado de uma rapariga que não tinha bagagem. Era morena, com toque latino, olhos escuros e cabelo negro. Não era feia. Pensei eu com os meus botões, “ até tive sorte, não estou ao pé dos hippies e ainda me saiu uma gata”. UHUH! Bufa o comboio e começa a viagem, que iria ser longa. Ao iniciar a marcha a rapariga latina no acento ao lado do meu pergunta-me num espanhol fácil de entender, quantas paragens faltavam para Coimbra. Eu lá lhe disse que eram 6. Ela entretanto mostra-me o bilhete e eu reparo que ela está na carruagem errado. Calei-me que nem um rato. É que aquela rapariga era uma dádiva naquele comboio, devia ser a única além de mim que não trazia a casa atrás. Por azar em Espinho entra um rapaz, que reclama o lugar da espanhola. Após uma breve explicação, ela vai para o lugar que o seu bilhete marcava. O rapaz que se senta ao meu lado, cheirava a ganza! Mas muito! Parecia saído de uma sala de chuto, e vinha carregado que nem uma mula. Ficámos apertados no meio de tanto saco.
A partir daqui tentei adormecer, tarefa quase impossível, pois em cada estação que parávamos entrava alguém que me espetava com um saco de cama na cara, ou me atingia com um cantil na cabeça. Entre Coimbra e Santarém começa-me a dar a fome. Porque não trouxe umas bolachinhas, pensei eu. O pior foi quando ouvi as tampas dos taparwares a saltar, e de imediato se solta um cheiro a rissóis, pizza, panados e batatas fritas que me puseram louco. Tive quase a dar um soco num dos fedelhos e roubar-lhe o rissol  guarnecido que estava a comer. Lá me aguentei, roendo as unhas.
13H52, chega o comboio ao Oriente e lá vou eu para a entrevista. Curiosamente correu muito bem. Será que toda a ganza que fumei passivamente me acalmou, e me deu a tranquilidade suficiente para fazer uma boa entrevista?