sábado, 9 de novembro de 2019

A soprano que pariu um alien...

Ao contrário do que muitos pensam, Lúcifer é um anjo. Um anjo caído é certo, mas mesmo assim um anjo. O que é um aborrecimento porque os anjos não têm sexo.... Bom... Mas um anjo caído também só lá ia com os comprimidos do futre... O que estou para aqui a dizer? ... É simplesmente porcaria.


Por falar em anjos, gostaria de vos falar das sonoridades angelicais que as sopranos (cantoras líricas, não mulheres da máfia) são capazes de produzir à custa de caretas ridículas. Fazem maravilhas com a garganta (isto agora soou mal), mas com o esgar de alguém que vai parir um extraterrestre pela boca. 


Mantendo a atenção na música clássica, outra coisa que acho extraordinária é a especialização de alguns músicos nas grandes orquestras, nomeadamente, aqueles que estão um concerto inteiro à espera para tocar determinado instrumento. Se fosse eu a ter de tocar o gongo ou os pratos no momento chave, sentiria a pressão igual à de alguém que está a desarmar uma bomba nos últimos segundos antes da detonação. Suaria que nem uma vara de porcos no pino do verão na Almareleja, e provavelmente os pratos iriam-me escorregar das mãos.


Noutra vertente algo que sempre me fascinou foi o maestro, sinto sempre que está lá apenas para o show-of. Não faz mais nada do que abanar uma varinha (sei que é batuta...) (*) .Algo que tornaria o seu papel mais interessante seria aliar a magia a esta profissão. Poderiam perfeitamente aproveitar a varinha para fazer truques de ilusionismo, fazendo aparecer coelhos a sair de trompetes ou pombas a serem cuspidas a partir de clarinetes, enquanto serravam uma soprano a fazer bocas de parir aliens ao meio.

Por fim, não sei se alguma vez pensaram nisto, os vizinhos destes músicos devem sofrer imenso com os ensaios. Algo justo seria uma vez por ano, juntar todos os vizinhos e fazer um concerto, em que a plateia seria composta pelos músicos das orquestras que arreliam o descanso e a paz destes mesmos vizinhos. Este concerto obviamente seria orientada pelo Zé Cabra e seria uma harmoniosa sessão de pregos e desafinação. Neighbors in the Night seria o nome deste concerto que poderia reverter para instituições ligadas a pessoas com deficiência auditiva.

(*) Um aparte, cheguei a ter um professor de música que usava como batuta um mata-moscas e volta e meia lá havia chacina... 

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Como há pouco tempo foi dia das bruxas, Halloween se tiver menos de 30 anos, a sugestão que deixo é a de um filme de terror/suspense/mistério/oquequiserem, refiro-me a Goodnight Mommy. Trata-se de uma obra austríaca, cuja narrativa envolve dois irmãos gémeos que têm de lidar com uma operação plástica da mãe, uma conhecida jornalista que parece, além de mudado de feições, ter mudado o seu temperamento. Adicionalmente, vivem numa floresta recôndita, longe da civilização, longe do mundo. Estes são os ingredientes para um filme que mantém o suspense e o enigma até ao fim. É pôr sal ou açúcar nas unhas (tal como nas pipocas) e roer do início ao fim. Eis o trailer:

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Lucifer's Beach

Boa tarde, bom dia e boa noite! Escrevo-vos numa noite quente de verão... Bem... Se calhar morninha e com chuva. Posso dizer-vos que neste momento aprecio este caliente luar, com uma manta nas pernas e um cacau quente nas mãos.

Com as alterações climáticas que se têm registado e olhando para este verão, é possível que, algures nos próximos anos, o Algarve "passe" a ser no Mar do Norte. Estou a imaginar as viagens de férias de portugueses para a costa inglesa, onde os nativos, tal como hoje lhe chamamos de bifes, nos apelidarão de rojões (ou rojoaos dada a dificuldade da leitura do til). Albufeiras nessa costa nova do mar do Norte brotarão, com casas de fado e snackes-bares que venderão pastéis de bacalhau. Poderemos ainda exportar o Zeze Camarinha para formar ingleses na arte latina do engate.


Enquanto isto não acontece, ir à praia em Agosto por cá, para mim continua a ser um sacrifício. Mal ponho os pés na areia sinto que entro numa ampulheta de areia onde o tempo não passa. É a gritaria da canalha, é aquela malta que apesar de ter um extenso areal coloca sua toalha e restante quinquilharia em cima de nós. Às vezes deito-me na areia e sinto que estou numa camarata. Para não falar do barulho dos vendedores ambulantes que teimam em passar, ora tipos africanos a vender girafas, ora outros a vender bolas de Berlim. Mas verdade seja dita, a bola de Berlim é o bolo ideal para comer na praia, uma vez que se cair no chão, a areia confunde-se com açúcar e um gajo come aquilo na mesma e até é mais crocante.

E as brincadeiras que se fazem na praia? Quem é que achou que ir à agua e rebolar na areia a seguir, o chamado croquete, era uma boa ideia? Primeiro tendo em conta a cor da areia, quanto muito parece-mos uns panados após a execução desta manobra que para mim é uma acrobacia. E em segundo lugar, é uma brincadeira perigosa, pois sabe-se lá se alguém nos confunde com um verdadeiro acepipe e nos espeta um palito no real rabo.

Depois continuo a ser olhado de lado por ter hábitos de ser superior (que efectivamente não sou). Toda a gente fica espantada por espalhar, quer dizer barrar, o protector solar com uma faca pelo meu corpo. Mas não acham que faz sentido? Eu estou ali a torrar, vou passar a "manteiga"...

Apesar de tudo, há algo curioso que se observa nas nossas praias, consegue-se saber a faixa etária de um grupo de pessoas pela tralha que levam para o areal. É, citando o Rei Leão, um exemplo do ciclo da vida. Começamos em garotos por levar uma parefernália de brinquedos, o que inclui normalmente um conjunto de equipamentos de construção (essencialmente baldes, pás e betoneiras), que muitas vezes obrigam os pais a fazer o papel de trolha acartando o material e alguma areia. Na adolescência passa-se para o minimalismo, levando uma toalha apenas para parecer cool. Depois passamos a ser pais e temos de acartar com todo o material de construção dos nossos Bobs construtores. E, quando chegamos à velhice, passamos a trazer metade da casa às costas. Há mesmo malta das varizes que arma tendas de campismo com frigorífico, tabuleiros de xadrez e novelos para fazer peças renda para o enxoval dos netos que nunca as usarão. Já vi um casal de sexagenários a levar plantas e a rega-las.

No entanto, há algo que me deixa verdadeiramente irritado, o lixo que se deixa nas praias. Muitos portugueses são autênticos gatos, que fazem das praias as suas caixas de areia. As nossas praias beatificadas deviam ser alvo de cultos com direito a romaria e peregrinação, dada a quantidade de beatas e piriscas que polvilham os nossos areais. Estou a imaginar uma cantilena dedicado aos "Santos Populares" das praias portuguesas: São Marlboro já se acabou, o São Chesterfield está se a acabar, São Ventil, São Ventil, São Ventil dá cá um canhão para eu fumar.... 

Terminando, posso assumir que amanhã irei à praia munido das minhas havainas, toalha, quispo e gorro.... 

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Na próxima semana vai estrear o novo filme de Quentin Tarantino, Once Upon a Time in Hollywood, cuja narrativa decorre durante o anos 6o e de forma ao espectador "ambientar-se", o realizador sugeriu o visionamento de 13 filmes dessa época:


Já tive a oportunidade de ver algumas das películas e até agora destaco Easy Rider, um filme de 1969 em que os protagonistas são Dennis Hopper, Peter Fonda e Jack Nicholson (curiosamente existem bastantes semelhanças físicas entre Fonda e Nicholson). A narrativa retrata as aventuras e desventuras de dois motoqueiros desde L.A. até New Orleans e toda a envolvente hippie que se viva altura. Nomeadamente a organização das comunidades, consumo de droga e a forma como a restante sociedade recriminava, por vezes de forma violenta, a cultura hippie (por exemplo, o uso de cabelos compridos por parte de homens). Eis o trailer:



segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Lúcifer Natalício

Estamos numa época de harmonia e paz. É essencialmente uma altura em que o fair-play deve prevalecer, por esse motivo, Lúcifer quer deixar-vos deixar uma mensagem natalícia:

Como dizem que não tenho coração com fundo incluído e essas coisas, não vos posso desejar umas boas festas a partir daí. Ainda pensei em desejar-vos um bom natal do fundo do meu fígado ou do fundo dos meus rins, mas nesta altura do ano andam demasiado ocupados para isso. Assim como todos os órgãos do meu aparelho digestivo, que neste momento parecem funcionários da Worten numa Black Friday. Podia enviar a partir do meu apêndice, mas esse tadito, já foi para bifes. Também os pulmões não são possibilidade, estão de prevenção, não vá uma rabanada entrar no canal errado (isto agora soou realmente estranho) e o Natal passado em terra de finados. Desejar o Natal a partir de órgãos do aparelho reprodutor também está fora questão, principalmente nesta quadra em que o decoro deve imperar, embora fosse do cara... bom... Olhem... Desejo-vos umas boas festas do fundo do meu baço (*)(**)... É assim mais pobrezinho mas foi o que se pode arranjar.

(*) - Não confundir com fundo do braço, pois o cheiro a axila não é assim muito natalício. (no meu caso talvez aroma a Rexona for men - Roll-on)
(**) - Não, não andei a dar no bagaço, tão pouco estou a ver tudo baço, apenas vos quero deixar um grande abaço.

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Relativamente a filmes natalícios, a recomendação vai para o visionamento do clássico Die Hard (1988), Assalto ao Arranha-Céus, um filme que apesar da narrativa decorrer durante a época natalícia sempre corta o excesso de doçura da quadra: 




No entanto, gostaria de destacar outro filme que vi recentemente e que apesar de não ser de Natal me impressionou. E impressionou-me por vários motivos. Em primeiro lugar é um filme em que o Adam Sandler desempenha um excelente papel, em segundo lugar impressionou-me por ser um filme com o Adam Sandler e eu ter adorado e por fim, é um filme que retrata o amor na vertente desajeitada, tal como é muitas vezes, algo pouco visto no cinema mainstream. Resumindo, realizado por Paul Thomas Anderson (realizador de Magnolia e There Will Be Blood), Punch-Drunk Love (2002) parece dedicado a todos aqueles que amam de forma desastrada e rege-se pela máxima, todas as histórias de amor são um conto de fadas desde que haja um final feliz. É um filme com uma narrativa muito simples, salpicada com non sense, mas com uma estranha capacidade de nos prender ao ecrã. 


sábado, 31 de março de 2018

OLX

El Lúcifer está de regresso aos posts, desta vez com um tema que tem banda sonora: 



O raio da música deste anúncio é daquelas pegajosas, que ao mínimo contacto com os nossos ouvidos já não sai da nossa mente, nem à lei da espátula. É uma canção original dos Salada de Fruta, uma banda Portuguesa dos anos 80, que contava no seu alinhamento com a Lena de Água. Como se pode constatar no videoclip (abaixo), o Portugal dos anos 80 estava habitado por muito pêlo. Tendo em conta o seu aspecto, a malta deste videoclip parecia o resultado do cruzamento entre o chewbacca e um pornostar. Resumindo era um país de bigodes com pernas (mulheres incluídas). 





Passando ao tema, o Olx é um dos mais conhecidos bazares cibernéticos em atividade no nosso país, onde se pode comprar e vendar quase tudo.  É no fundo uma grande loja dos 300. E é também uma grande mistela, vêem-se anúncios de apartamentos, automóveis, telemóveis e outras bugigangas, até toiros mecânicos(*). Ainda não utilizei, mas estou a ponderar colocar um anúncio para vender a minha sogra e até já tenho reclame:

"Vendo Sogra de 1934, semi-velha, com rodas e placa de origem. Ideal para fazer de espantalho, não há passarada que ataque o pomar com esta fera por perto. Garantia de 2 anos e pilhas para o pacemaker incluídas". 

Há muita coisa que poderia adquirir no Olx, todavia, algo que nunca compraria neste ou noutro site qualquer seria roupa usada. Por uma razão muito simples, sou um bocado germofóbico e se comprasse, por exemplo umas calças, não seria capaz de parar de pensar que estaria a absorver bufas de outros gajos. Ou mesmo, se esse par de calças teria pertencido a alguém com lepra ou com sarampo. Ou por exemplo umas sapatilhas, que pés de atleta pulvilhados por micoses a jorrar pus as poderiam ter usado.

No entanto, o Olx é um lugar belo, onde o lixo de algumas pessoas pode ser muito útil para outras. Se o Lavoisier fosse um tipo do Marketing, era este slogan que inventaria.

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Faz esta Páscoa 1985 anos que um tipo, cuja alcunha era Messias, morreu pela humanidade pregado numa cruz e por isso, uma vez por ano temos de comer peixe numa determinada sexta-feira...eu normalmente avio uma dúzia de douradinhos para a minha avó não ficar triste.... Bom... sobre a vida de Jesus existem inúmeros filmes, contudo, se me pedirem para nomear um terei que dizer Ben-Hur. Para ser rigoroso não é bem sobre a vida de Jesus, mas a sua acção desenrola-se paralelamente e os pontos de contacto são evidentes. A narrativa desenvolve-se em torno da personagem Judah Ben-Hur, um mercador judeu rico que procura vingança após ter sido condenado a trabalho de escravo. É um filme épico, nomeado para 12 óscares, e que, tendo em conta a sua duração de 3h44min, dá para começar a ver na quinta-feira da Paixão e acabar no domingo de Páscoa. Provavelmente dará na RTP (como sempre) por isso aproveitem para ver, se tiverem bastante tempo livre... pois realmente é necessário.

 

domingo, 4 de março de 2018

E o Óscar vai para.... Lala...Moon...Shape of Billboards

Hoje é a grande noite dos óscares e como tem sido habitual, os Binóculos de Lúcifer vão mais uma vez desempenhar o papel de grande mago vidente africano e apresentar as suas projecções:

Melhor Filme: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri. Shape of Water embora seja considerado por muitos o favorito, pensamos que irá ficar em águas de bacalhau.

Melhor Realizador: Guillermo del Toro, o realizador de Shape of Water, esse sim, é capaz de ficar à tona de água.

Melhor Actriz (primeiro as senhoras, obviamente): Frances Mcdormand, embora Margott Robbie e Sally Hawkings também possam ganhar. 

Melhor Actor: Gary  Oldman, o Mr. Churchill, é a nossa principal aposta, no entanto "o velhote" poderá ser ultrapassado pelo "miúdo" Timothée Chamalet.

Melhor Actriz Secundária: Não deve escapar a Allison Janney com o seu papel doentio de mãe de Tonya Harding

Melhor Actor Secundário: Se o Sam Rockwell não ganhar como o comando da televisão cru. 

Melhor Argumento Original: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Melhor Argumento Adaptado: Call me by your name. The Disaster Artist poderia vencer caso James Franco não tivesse sido envolvido numa polémica relacionada com assédio sexual.

Melhor Filme de Animação: Coco é um filme que faz chorar as pedras da calçada mais sisudas, achamos que vai vencer nesta categoria. Contudo Loving Vincent (Vicent Van Gogh) seja um trabalho artístico notável, mais de 100 artistas contribuíram para este filme.  
Melhor Doc. Longa-Metragem: Icarus

E é isto... a tenda já está armada (salvo seja), veremos se não se torna numa barraca como no ano passado. 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Urban, Bitch Please

Há umas semanas um grupo de jovens foi agredido à porta da discoteca Urban Beach (a Judite Sousa a dizer este nome é hilariante). Algo perfeitamente normal e aceitável excepto se estiver a ser filmado. Em resposta, as entidades publicas, Câmara Municipal e Ministério da Interna, resolveram encerrar temporariamente o espaço. Para quem não conhece o Urban Beach é uma das maiores e mais afamadas discotecas de Lisboa.

Logo a começar pelo nome, percebe-se que o sítio não pode ser muito bem frequentado, uma vez que Urban Beach, pode ser traduzido como Praia Urbana e todos sabemos que as praias urbanas são um antro de xungaria (ex: Carcavelos, Matosinhos, etc.).

Neste espaço de diversão nocturna o que há mais é mesmo diversão. Diversão de cariz gastronómico, quando se entra parece que se está perante um rodízio, tal é o comilanço que polvilha as pistas de dança. Há mesmo quem leve o equipamento de caça, caso surja a oportunidade de disparar sobre um bambi indefeso (ou melhor dizendo uma porquichona). A fauna é especialmente interessante, rapazes de camisa branca, que mais parecem que foram produzidos industrialmente, e raparigas com calças ou calções que conseguem tapar mais o pescoço do que, em alguns casos, as próprias nalgas. Tendo em conta a menor asseio desta danceteria, oriundo da promiscuidade entre utentes, sempre que lá fui, garanti que tinha as vacinas em dia, no entanto, a única forma de garantir que não se apanha nenhuma doença é ir vestido de preservativo de corpo inteiro.

Quanto aos seguranças são também elementos curiosos deste ecossistema. Provenientes provavelmente de Paços de Ferreira, estes armários, são dos seres mais híbridos que conheço. Podem ser crudelíssimos e agressivos, como seres extremamente sensíveis, como quando recorrem à sua sensibilidade (feminina?) para avaliar quem está ou não bem vestido para poder entrar. "Ah não podem entrar assim vestidos, esse écharpe está demodéee", se calhar não dizem isto... Mas têm a função de filtrar o azeite, como se fossem mercenários de um esquadrão "G". A sua indumentária também é curiosa, porque apesar dos músculos, estes tipos normalmente usam kispos e roupa para parecer ainda mais robustos, apesar de ficarem com um ar de chourição. Por fim, muitos usam um microfonezinho para fingir que estão a falar com uma sala de comando, fá-los parecer operadoras de telemarketing, por isso, estou sempre com aquela sensação que algum me irá dizer: ok Teleseguro, fala o Cajó. 

Resumindo para preparar um segurança é preciso cortar um lutador de luta-livre aos cubinhos e levar ao lume numa frigideira bem untada com agressividade, juntar suavemente um elemento do esquadrão da moda fresco (sem ser congelado) e deixar cozer em lume brando, passado 5 min juntar uma operadora de call-center (pode ser daquelas que recebe 500€ por mês apesar de ter um doutoramento em História) às rodelas a gosto, deixar cozer mais 10 min, empratar num kispo da Securitas e levar à mesa. 

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Hoje recomendo uma série que ando a ver ultimamente, Black Mirror. Não é uma série convencional, uma vez que os episódios não têm sequência narrativa entre si. No entanto posso resumir a série, como sendo um conjunto de contos distópicos sobre o impacto ambíguo da evolução da tecnologia na vida das pessoas e também a sua relação com as redes sociais. Se gostar de livros como "1984" ou " O Admirável Mundo Novo" vai adorar esta série. 




terça-feira, 24 de outubro de 2017

Sobe sobe, balão sobe, vai rebentar para ao pé daquela estrela...

Lúcifer está a ficar velho, já muita neve cai na serra, as dobradiças estão perras, quando faz frio os ossos lamentam-se e idas à WC são incontáveis durante a noite. Esta última poderá não ser da velhice, é de senso comum que o Diabo brinca muito com o fogo e como a minha avó dizia, não brinques com o fogo senão fazes xixi na cama, por isso se calhar ainda não é a próstata. Tendo em conta o desgaste físico e o agravamento da rezinguice com o avançar da idade deixa de haver paciência para festejar aniversários.

E talvez por isso, uma das coisas que mais me irrita são balões de aniversário, sim aqueles dourados ou prateados. Uma das razões pelas quais este tipo de balão me aborrece é a existência de certas tonalidades que me lembram a cor de um equipamento secundário do Benfica de uma época no início deste século, quando o Benfica atravessou um momento menos glorioso.




Primeiramente, pensei que a moda deste tipo de balões de aniversário fosse um efeito do Instagram, tipo a cara de Bambi, as bochechas de coelho ou mesmo a cabeça de melancia, achei inocentemente que não podia ser real. Depois comecei a aperceber-me que era mais uma moda, uma daquelas que o efeito manada come sempre.  É que um balão é das coisas mais exasperante que pode existir, além de ser perigoso para os tímpanos em caso de rebentamento. O rebentamento de 3 balões pode equivaler a assistir a um concerto dos Metallica em cima da coluna...não mata, mas mói. No fundo, uma tendência sem sentido, pelo menos para a maior parte da população.

Aprofundemos um pouco, um balão para crianças até compreendo, normalmente é colorido, flutua no ar e entretém. Para os velhotes também poderá fazer sentido um balão com o número de anos para ajudar a contagem de primaveras, junto de pessoas que normalmente têm falta de memória. Agora para tipos de 30/40 anos? É apenas esquisito. Eu com a idade que tenho, os únicos balões que gostaria de ter no meu aniversário para brincar seriam os da.... bem não vou terminar, uma vez que este blogue não é de frescuras. 

No entanto, o balão de aniversário apesar de ser bimbo, retrata bem o ciclo de vida do ser humano.  Quando jovem cheio de ímpeto e todo vigoroso, quase nas nuvens, como um balão acabado de encher. Quando velho encarquilhado, como um balão meio vazio no canto da sala. 

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Blade Runner 2049 está nos cinemas e é um filme que almejo ver em breve. Lembro-me de ter adorado o Blade Runner original e por esse motivo resolvi rever esta obra-prima de Ridley Scott. 

Posso dizer que esteticamente não desilude, com um grafismo que faz corar de vergonha muitos filmes de ação dos nossos dias. O argumento é ambíguo o suficiente para prender quem o assiste, no entanto a ação é demasiado lenta para os cânones a que estamos acostumados num filme deste género. Uma nota final para a excelente banda sonora a cargo de Vangelis (sim aquele do 1492, hino do PS no tempo do Mr. Onu, António Guterres):


"All those moments will be lost in time, like tears in rain. Time to die."



terça-feira, 18 de abril de 2017

Professor M

Na banda desenhada, algumas cidades têm uma espécie de protetor que defende os seus habitantes dos malfeitores ou de eventuais situações de perigo. Um desses exemplos é Gotham, cujo eterno protetor é Bruce Wayne, mais conhecido por Batman.
Ontem, à hora de almoço, fiquei a saber que Portugal também tem um protetor, que é chamado para resolver situações de emergência e de gravidade. Este protetor é, sem mais nem menos, o Professor Marcelo, como podem ver abaixo:



Assim, o professor Marcelo, é verdadeiramente, o primeiro super-herói português (ou o segundo, se considerarmos o Éder). Tal como o Professor Xavier, vamos tratar o nosso super herói por Professor M.

Defender um país é, naturalmente, uma tarefa exigente, que não seria possível sem um conjunto de superpoderes que não se encontram ao alcance do comum mortal. Mostramos abaixo alguns dos mais importantes poderes do Professor M:

- Sensores que detetam câmaras fotográficas: útil para saber "o que está a dar" na CM TV. Como todos sabem, um super-herói não é ninguém sem imprensa. É como um jogador dos juniores do Benfica, que só passa a ser alguém quando ABola lhe dedica um especial de 10 páginas e o apelida de novo Eusébio.

- Metralhadora humana de beijos a velhinhas: O professor M é implacável na tarefa de dar beijos a velhinhas. Todos sabemos que as velhinhas são o foco de instabilidade de uma aldeia ou cidade, com os seus mexericos e bisbilhotices, que podem gerar verdadeiras tragédias. Assim, as velhinhas enquanto estão a ser bombardeadas pelo professor M, não têm tempo para mais nada, garantindo o equilíbrio da sociedade. 

- Ambidestria: característica ao alcance de poucos e ambicionada por muitos futebolistas. Para Marcelo tanto lhe faz a esquerda, como a direita, podendo usar uma ou outra conforme mais lhe convier

- Leitura rápida: conhecido por ler 150 caracteres por segundo, esta habilidade de Marcelo pode ser útil, por exemplo, para ler as instruções de qualquer geringonça, um poder essencial nos dias que correm.

Já sabem, numa situação de perigo, gritem pelo Professor M! Alternativamente,peguem num selfie stick que ele acaba por aparecer.



sábado, 18 de março de 2017

Wick

Lúcifer tem andado arredado dos posts, na verdade tem andado desaparecido. Que o diga Pedro Passos Coelho, que anunciou a sua chegada aos sete ventos, tal como o Pedro da história do lobo, contudo, até agora nem sinal do Diabo. Nem um olá Belzebu se dignou a dar, até hoje...

Acabei de ver o Jonh Wick e o que posso dizer do filme é que cumpriu completamente as minhas expectativas. Ou seja, é um filme sem história e com muita acção. Apresenta momentos de monumentais saraivadas de tiros, outros de precipitação, por vezes forte, de sangue. E claro, perseguições com carros, onde os bate-chapas esfregam as mãos de felicidade. 

Concluindo, Jonh Wick é daqueles filmes que não se pode devolver alegando que o argumento é constituído por matéria excrementícia, a história não é obviamente shakespeare. O objectivo é mesmo entreter e entregar ao espectador o prazer de ver derreter todos aqueles que se atravessam à frente de Wick. 

Algo curioso, sobre este tipo de filmes, one-man army, é que a narrativa normalmente segue sempre a mesma sequência cronológica: 

1. Há um tipo solitário e melancólico, que perdeu alguém próximo, ou que é um renegado, mas fez parte de um esquadrão assassino ou de um exército. Habitualmente no inicio do filme encontra-se caído em desgraça ou falido.

2. Entretanto alguém se mete com o tipo (dá o chamado pontatapé na colmeia), matando-lhe a mulher, raptando-lhe a filha ou dando com um taco de baseball no seu amado cachorro.

3. Neste momento o individuo fica irritado, irado, agitado, dominado por uma cólera idêntica à de quando se encontra o carro bloqueado pela EMEL. Entretanto, a personagem atravessa sempre um momento de pseudoresistência a pegar em armas, no entanto,  é certo que vai acontecer algo que o faz agarrar em todo arsenal que tinha escondido na cave, ou no paiol (não confundir com o ex-jogador do barcelona Puyol, peço desculpa) que estava enterrado no jardim já cheio de musgo.

4. Desata a matar toda a gente, mas ninguém lhe acerta. Os bandidos neste tipo de filmes parecem todos a minha avó antes de fazer a operação às cataratas, diria mais, parecem que têm a pontaria do Pizzi a jogar dardos. Nesta fase não percebo duas coisas. Primeiro, porque é que aparece um tipo "mau" de cada vez, ao invés de se juntarem todos para apanhar o "herói". E segundo, porque é que nunca disparam de longe, aproximam-se sempre (se calhar é por causa da falta de pontaria referida anteriormente) acabando inevitavelmente mortos que nem tordos. 

5. Magoa-se para dar algum realismo. Trata-se num sítio todo badalhoco com a ajuda de um veterinário ou de um médico bêbedo, ou trata de si próprio mordendo um pano e colocando vodka nas feridas para desinfectar.

6. Finalmente é apanhado, mas os tipos "maus" em vez de o matarem, não, prendem-no numa cadeira com umas cordas, cujos nós  nem um lobito dos escuteiros daria tão mal, normalmente num armazém abandonado. Evidentemente, que escapa, mata tudo e todos e foge com uma tipa que, em regra, é filha ou amante do cabecilha do gangue que o persegue.

7. Fim, Créditos e é isto...

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Provavelmente, o maior ícone de todos os tempos deste tipo de filmes foi o inigualável Chuck Norris (todos os campos de milho deviam ter um, não haveria passarada que se aproximasse). O homem está agora com 72 anos, no entanto, tenho a certeza que já rebentou com a velhice. Ou então pelo contrário, o homem que dizimou exércitos inteiros de vietnamitas sarnentos, agora tem incontinência, usa fralda e recebe ordens das enfermeiras num lar. Para terminar, deixo-vos com um conjunto de piadas ou melhor factos sobre o nosso amigo Chuck:




terça-feira, 1 de novembro de 2016

Santo Bruxedo


Hoje é o dia de todos os santos e amanhã é o dia dos fiéis defuntos, aka dia dos mortos. Este facto do nosso calendário não parece fazer qualquer sentido. Isto porque os santos, só o são depois de falecerem e após o reconhecimento pela Santa Fé. Ou seja, é necessário que alguém extremamente bondoso ou milagreiro estique o pernil, para que se possa candidatar a um lugar no altar ou num vitral com mais cor que um videoclip dos Village People. Conclui-se então, que sendo o morto a matéria-prima essencial para a produção final de um santo, teria toda a lógica realizar-se uma troca entre o dia 1 e o dia 2 de Novembro. Exige-se uma petição pública para colocar Santos e Mortos na sua respectiva ordem.


Ontem foi noite de bruxas, no entanto, a edição deste ano ficou marcada por um protesto. Segundo o que a agência Lúcifer conseguiu apurar, as bruxas estão contra a definição de um limite de alvarás para vassouras que este governo pretende definir. A ABVV (associação de bruxas verruguentas voadoras) declarou que se o diploma avançar irá realizar um protesto veemente, estando previsto o corte de estradas com gatos pretos e uma greve de macumbas. Do lado do governo está o Surfista Prateado, tendo este afirmado que com a quantidade de bruxas a voar no espaço aéreo português é praticamente impossível acudir o povo em caso de ataque de um meliante cósmico.



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Quando se fala de filmes clássicos do género de terror, é impossível não nomear Holloween de John Carpenter como um dos principais títulos. É um filme, que apesar de conter alguns elementos datados, ainda hoje consegue arrepiar, da ponta pés às pontas dos cabelos, o mais másculo dos estivadores. 

A narrativa decorre, como o título deixa transparecer, na noite de bruxas e conta a história de Mike Myers, um jovem que havia sido encarcerado num hospital psiquiátrico por alegadamente ter assassinado a sua irmã ainda quando era criança, e que consegue evadir-se para aterrorizar a sua cidade natal. 

Apesar das cenas conterem algumas falhas evidentes (o orçamento era muito baixo), a gestão do suspense e a banda sonora (criada pelo próprio Carpenter) são tetricamente magistrais, conseguindo criar um habitat natural perfeito para a actuação de um serial killer. Eis o trailer:




quinta-feira, 28 de julho de 2016

Pokemon Go é uma doença?

Uma nova epidemia parece ter atacado a população mundial e está a ter consequências sem precedentes. Denomina-se Pokemon Go (ler Pokemongo) e parece que tem raiz asiática. Ataca principalmente jovens, mas quando infecta adultos os seus efeitos são exponenciados.  Os principais sintomas desta doença são alienação do mundo real, podendo manifestar-se na observação de seres imaginários relativamente parecidos com animais comuns e uma repentina e injustificada vontade de andar. 

Apesar de parecer adormecida desde 1996, onde as suas estirpes azul, vermelha e amarela foram particularmente violentas, voltou em grande força neste verão. Os doentes são incapazes de largar o telemóvel e em estádios mais evoluídos, mesmo enquanto conduzem, procuram aprisionar seres imaginários com bolas Poké. Segundo alguns estudos já realizados, parece existir uma relação entre esta doença e a miopia, pois os casos registados incidem com maior frequência na população que usa óculos. 

A agência Lúcifer conseguiu uma declaração do pai de um miúdo infectado: "Ele sai de casa e diz-me que vai caçar pokemons, mas chega a casa e não me traz caça nenhuma. Nem uma lebre, nem um coelho ou tão pouco uma coderniz. Além disso, nunca o vi tão interessado em desporto, ele que só alçava o rabo do sofá para ir ao frigorífico agora sai várias vezes ao dia, a dizer que tem de ir ao ginásio."

Noutro registo, o PAN já se veio manifestar contra o jogo, pois considera a caça de Pokemons completamente desumana. Argumentam que a caça em si é um desporto primitivo e que o facto dos Pokemons ficarem aprisionados em Pokebolas, sem espaço e sem condições dignas, viola as leis básicas do respeito pelos animais. 

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De tempos a tempos gosto variar o género de série que vejo. O Anime não é claramente um tipo de série que conheça profundamente, mas de vez em quando gosto de mergulhar na loucura nipónica. Um bocado aleatoriamente escolhi uma série chamada Death Note. Nunca pensei que o título explicasse de forma tão literal o seu conteúdo, mas de facto o argumento gira à volta de um rapaz, aluno brilhante, que encontra um caderno perdido por um deus da morte, onde uma vez inscrito o nome de alguém, esse alguém morre passado 40 segundos. Imaginem que conseguíamos matar alguém desta forma, será que tentaríamos eliminar os criminosos do mundo?
 Parece completamente louco o conceito e realmente é. No entanto, toda a construção da acção é desenvolvida de forma fantástica e cada frase tem um peso enorme no desenrolar do enredo, sendo verdadeiras munições para voltas e reviravoltas. Eis o trailer:



domingo, 5 de junho de 2016

Quem vê rótulos, vê corações

Animada pela  feira do livro que está a decorrer, a "Lúcifer Edições" resolveu cuspir um texto para a blogosfera. O tema é a tecnologia móvel, mais precisamente as aplicações que ajudam a identificar  um serviço/produto. Portanto, o tema é atual e nada banal, interessante, embora neste blogue se possa tornar irritante.

Recentemente comecei interessar-me mais pela pinga. Calma, não me tornei alcoólico, mas a idade tem-me feito apreciar mais um bom vinho. E como leigo e profundo totó nesta matéria, tive alguma dificuldade na escolha de um vinho para me fazer companhia em determinada ocasião (já que as outras companhias nem a pagar). Então resolvi recorrer ao melhor e mais fiel amigo do homem (isto se houver wifi), o telemóvel, e descarreguei uma aplicação que através de uma simples fotografia ao rótulo de uma garrafa é possível aceder à opinião e ao rating de vários utilizadores, conseguindo desta forma uma opinião mais formada sobre a qualidade da "pomada".

Esta tecnologia fez-me pensar...

Imaginem que era desenvolvido um sistema semelhante para avaliar moças. Que através de uma simples foto seria possível obter informação no telemóvel de uma determinada rapariga. Rating dado por antigos namorados, se tinha cáries, se tinha herpes, se tinha feitio difícil, se era tolerante com as idas ao futebol com os amigos, o grupo sanguíneo, habilitações literárias, grau de safadeza, implantes mamários, número de horas perdidas em Zaras e afins, afabilidade, tolerância da sogra, etc, etc. Seria um grande avanço tecnológico. 

Além desta aplicação pensei numa para aqueles que recorrem aos serviços de acompanhantes (aka prostituição). Neste caso, a tecnologia seria semelhante à utilizada pela plataforma Uber. Por exemplo, um tipo que andasse na rua sem nada para fazer, podia ligar a net em seu telemóvel, aceder à aplicação Puber e  identificar as "mulheres da vida" que se encontrassem na zona, depois de escolhida era só escolher o Motel mais próximo, associar o cartão de crédito e pimba. 

Por fim, a última tecnologia que me lembrei que poderia revolucionar o futuro baseia-se num sistema de código de barras para discotecas para formar pares. Funcionaria da seguinte forma: Na fila para entrar na discoteca cada pessoa preenchia um teste com avaliação psicológica e com a indicação dos principais gostos e hobbies. Ao entrar era entregue o teste ao porteiro, que atribuiria a cada cliente um colete fluorescente com um código de barras indexado à base de dados com a informação previamente recolhida. Era ainda entregue a cada cliente um leitor de código de barras. Depois já dentro do recinto, era só ir passando com os leitores nos coletes. Os coletes que ficassem verdes significariam que se tratava de um match perfeito, os amarelos que poderia avançar mas com cuidado, os que ficassem vermelhos significava que de acordo com os dados recolhidos não iria dar certo uma eventual relação. Embora... as discotecas de hoje não sejam propriamente os sítios para encontrar o amor da vida, antes relações descartáveis. Onde está o  amor deste mundo? Bem, vou ligar o Puber...

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Devido a compromissos escolares e profissionais não tenho tido muito tempo para ver séries ou filmes o que me tornou muito mais seletivo. E dou-me por feliz, por ter encontrado uma série que encheu as medidas, Better Call Saul. Trata-se de um Spin-off da série Breaking Bad, onde é relatada a história do advogado Saul Goodman que tem a sua vida muito mal resolvida. A qualidade não reside no seu argumento, mas antes na forma como elae nos é servido. Eis o trailer:






sábado, 27 de fevereiro de 2016

Quem vai levar a(s) estatueta(s)?

Tal como no ano transacto, resolvi armar-me em cinéfilo e apostar no filme que irá receber o Óscar para melhor filme, bem como os vencedores das restantes categorias principais.

Para começar, irei subir uma escada, desde o filme que gostei menos, até ao que me encheu mais as medidas:

8-Room 
7-Brooklyn
6-Mad Max: Fury Road
5-The Martian
4-Bridge of Spies
3-The Revenant
2-The Big Short
1-Spotlight

Segundo os últimos rumores, a luta pela categoria rainha será a dois. O Óscar de melhor filme não deverá fugir a Spotlight ou a The Revenant. O segundo tem ganho mais força nas casas de apostas. 

Eu gostei mais de Spotlight.  Esta película em jeito de documentário, detalha de forma muito realista o trabalho desenvolvido pela equipa do Jornal Boston Globe, que desvendou e publicou um caso de pedofilia na igreja católica americana. Tem uma narrativa bem desenvolvida e consegue prender o espectador sem dificuldade e sem necessidade de recorrer a planos extravagantes. A forma como as pontas são capturadas e introduzidas ao longo do filme, quase que me transportou para o seio do jornal, fazendo-me sentir mais um elemento da equipa de investigação jornalística, entusiasmado pela busca frenética de evidências, essenciais para sustentar a peça a publicar. 

The Revenant é uma explosão sensorial! Iñárritu conseguiu mais uma vez ultrapassar-se. O seu desempenho atrás das câmaras é extraordinário. A quantidade de cenas filmadas num take só é impressionante.  O realizador penetrou-me a vista com paisagens gélidas do inverno rigoroso do norte da América, criando um certo desconforto intrínseco ao desenvolvimento da ação. Depois, há o desempenho de Leonardo DiCaprio, merecedor de Óscar, nem que seja pela quantidade atroz de porrada que o ator leva ao longo do filme. Todavia, não apreciei muito o argumento. Não vou explicar as razões porque teria de fazer spoil, mas para um filme que se queria cru do princípio ao fim, tem demasiado romance.

Restantes Categorias:
Melhor Realizador: Iñárritu
Melhor Actor: Leonardo DiCaprio
Melhor Actriz: Brie Larson
Melhor Actor Secundário: Christian Bale
Melhor Actriz Secundária: Rooney Mara
Melhor Argumento Original: Spotlight
Melhor Argumento Adaptado: The Big Short
Melhor Filme de Animação: Inside Out

Estas são as minhas previsões, se não acertar aqui, que ganhe o euromilhões. 





terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Carnaval pecado carnal

O Carnaval é um evento que a mim não me diz muito. Ou como diria o Hélio (ver no youtube "Sai da frente Guedes"), o Carnaval é cena que a mim não me assiste. Provavelmente sou um tipo bitolado e enfadonho.

A ideia que eu tenho do Carnaval em Portugal é que apenas serve de pretexto, para escancarar as portas do armário de muito bom homem. Basta ver a quantidade de matrafonas que anda por aí nestes dias. Ou é saída do armário, ou então é apenas sintomático do tão aclamado "desenrascanço" dos portugueses. Que deixam tudo para a última e quando se aproxima o entrudo, só têm tempo de ir às arcas das mães e avós buscar os trapos que foram o último grito da moda em 1970. Há quem ache piada as estas mulheres de buço e de leggins peludas, eu tento estar afastado a um raio de pelo menos 5km de distância e de preferência a tomar um refresco de cevada. 

Também se assiste um pouco por todo o país ao plágio do Carnaval brasileiro. No entanto, trata-se de uma cópia saída da China, pois enquanto o entrudo brasileiro parece saído de uma televisão a cores, o nosso parece saído de um projeção de diapositivos a preto-e-branco. O nosso Carnaval à brasileira é uma mistura entre feira de enchidos e cabaret. Feira de enchidos, tendo em conta a quantidade de presuntos e couratos à mostra e a saltitar e cabaret levando em consideração as plumas que se envergam. Mas desde que não chova o corso sai à rua e alegria fica no ar.  Principalmente, porque é uma das poucas oportunidades até ao Verão, de ver/mostrar umas pernocas e na época que se segue, a da quaresma, o pecado da carne fica ainda mais limitado. 

Ao contrário da pirataria carnavalesca do entrudo à brasileira, os caretos e os cabeçudos tradicionais em algumas localidades, despertam-me algum interesse. Primeiro, porque são verdadeiramente assustadores e depois porque é uma tradição engraçada. Segundo a lenda, surgiram quando o Benfica começou a ter o domínio futebolístico em Portugal e os primeiros cabeçudos das equipas derrotadas foram aparecendo.

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Ultimamente, tenho dedicado algum do meu tempo, a visionar todas as películas do agente secreto mais conhecido do mundo, esse mesmo, 007-James Bond. O filme da série que vi mais recentemente foi o Live and Let Die, 1973, o primeiro com Roger Moore. Não sendo o melhor da saga, Live and Let Die, tem um bom ritmo e cenas de ação de cortar a respiração. Destaco a música homónima do filme de Paul McCartney e uma maneira eficiente de despir uma mulher:




Por favor arranjem-me um relógio destes:








domingo, 12 de julho de 2015

Secretos de Vitória


Caros amigos, há muito tempo que as Edições Lúcifer não lançavam um artigo, não por falta de material, tempo ou inspiração dos autores, mas porque queremos que cada post seja digno de coleccionador. O que é raro tem mais valor e todos os nossos artigos serão premium a partir da agora.
Balelas do tamanho de baleias à parte, o tema deste artigo é exactamente o coleccionismo. 

Não consigo entender o histerismo que leva alguém a desembolsar quantias exorbitantes só para ter um objecto que tenha estado em contacto com uma celebridade. Então toda a realeza parece dotada do toque de Midas, transformando objectos corriqueiros em coisas de valor inestimável. 

Na semana passada, umas cuecas da Rainha Vitória de Inglaterra foram arrebatadas por 17.200 €, tendo batido o recorde pago alguma vez, por uma peça de vestuário íntimo da Rainha. Foram adquiridas por um coleccionador privado.

Isto para era mim não faz sentido nenhum. Como é que umas cuecas podem valer tanto? Não são um mero pedaço de pano? Ok, o algodão é um excelente material, mas mesmo assim não consigo compreender. Será por terem vestido uma real peida, e muito provavelmente terem levado com o real peido?

Quem comprou isto? Terá sido um daqueles taradões que andam nas varandas da vizinha a roubar roupa interior para a snifar, mas com muito dinheiro? Será um tipo que gosta de vestir roupa interior de mulher?

Terá sido por engano? Será que um tipo, se cruzou com o leilão na net, viu o preço de licitação e pensou que era algo da Victoria´s Secret, com uma Sara Sampaio incluída?

Eis a peça de vestuário em questão: 



Da observação desta lingerie extremamente sexy, podemos comprovar que a Rainha Vitoria era um autêntico panzer. Quando olhei pela primeira vez para esta imagem, pensei que se tratava de um para-quedas. Todavia, também temos de ser justos, não é fácil manter a forma após ter tido 9 filhos e 42 netos. Vitoria, era apelidada a vovó da Europa. E este par de trusses parecem ser o que são, umas cuecas da avô.

Para terminar deixo-vos com uma trivialidade, Isabel II, caso mantenha o reinado até ao dia 9 de Setembro do presente ano, ultrapassará a sua trisavó, Vitoria, com o reinado mais longo do Reino Unido (63 anos e 7 meses). 

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Spring, Summer, Fall, Winter and Spring é o título de um filme Sul Coreano, que vi recentemente e que apreciei bastante. A história é simples, um monge mestre vive numa casa isolada no meio de um lago, com o seu aprendiz e a acção acompanha a evolução etária de ambos. A ingenuidade da infância, a descoberta da adolescência, a firmeza da juventude, a experiência da maioridade e a decadência da velhice estão maravilhosamente retratadas, tendo como pano de fundo imagens de uma perfeição idílica. É um filme difícil de descrever, pois as suas imagens valem mais que mil palavras.



domingo, 24 de maio de 2015

O HOMEM ESTÁ DE VOLTA!!!

Finalmente uma notícia que é um oásis, no meio de tanta desgraça saber que o bom velho HOMEM está de volta é digno de destaque. Vejam a notícia:



Sendo assim lanço aqui, como Almada Negreiros (ou recentemente Filipe Homem Fonseca)  um manifesto. O Manifesto anti-six pack: 

HOMENS, larguem o ginásio, o haltere, a bola medicinal e os pesos! Que é uma canseira e ainda podem ficar com uma hérnia discal. Deixem as aveias, os suplementos, as barras energéticas e os batidos maricas. Que podem ser muito nutritivos, mas desregulam o intestino e podem provocar hemorróidas. Parem de correr, larguem o running e o jogging! Que todo o exercício acabado em "ing" é muito parving e sem sentiding. O único exercício que verdadeiramente recompensa é a power walk até ao frigorífico. Agarrem as fatias de pizza, os couratos e as minis. Não reneguem as vossas origens e cacem todos os bitoques, alheiras e francesinhas que conseguirem.  Barrigas felizes são aquelas que têm dentro de si o six pack e não à sua volta. Vivam comendo, vivam bebendo, vivam exercitando a vossa goela e o vosso estômago! Coloquem em forma o vosso paladar. Soltem as amarras da escravidão de um corpo musculado. Deixem de ser vaidosos, as férias não servem para mostrar o corpo, servem para ser desfrutadas. 

Cortem, aparem, amputem as pilosidades da cara! Fora os lumbersexual!  No Verão, andar aí com a cara que nem um Marreta é insuportável. Além de dar comichão é um bom espaço para uma colónia de férias para bicharada. Fora os cabeças de piaçaba! Que o piaçaba apenas serve para limpar a m.... (na verdade gostava de ter barba, mas os pelos que têm mal conseguem jogar à bisca, quanto mais à sueca). 

HOMENS, estamos de volta. Dad bods, ergam-se (se conseguirem). De barrigas erectas marcharemos em busca do lugar que é nosso por direito. No sofá, de mini em punho, orquestrando a bola que passa na televisão. 

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Para terminar, vou recomendar uma série de anime que andei a ver nos últimos tempos, Cowboy Bebop. Não sou o maior adepto do género, mas de vez em quando gosto de uma boa dose de loucura nipónica. A banda sonora de toda a série é brilhante, mas o tema inicial encrostou-se na minha mente: