terça-feira, 24 de outubro de 2017

Sobe sobe, balão sobe, vai rebentar para ao pé daquela estrela...

Lúcifer está a ficar velho, já muita neve cai na serra, as dobradiças estão perras, quando faz frio os ossos lamentam-se e idas à WC são incontáveis durante a noite. Esta última poderá não ser da velhice, é de senso comum que o Diabo brinca muito com o fogo e como a minha avó dizia, não brinques com o fogo senão fazes xixi na cama, por isso se calhar ainda não é a próstata. Tendo em conta o desgaste físico e o agravamento da rezinguice com o avançar da idade deixa de haver paciência para festejar aniversários.

E talvez por isso, uma das coisas que mais me irrita são balões de aniversário, sim aqueles dourados ou prateados. Uma das razões pelas quais este tipo de balão me aborrece é a existência de certas tonalidades que me lembram a cor de um equipamento secundário do Benfica de uma época no início deste século, quando o Benfica atravessou um momento menos glorioso.




Primeiramente, pensei que a moda deste tipo de balões de aniversário fosse um efeito do Instagram, tipo a cara de Bambi, as bochechas de coelho ou mesmo a cabeça de melancia, achei inocentemente que não podia ser real. Depois comecei a aperceber-me que era mais uma moda, uma daquelas que o efeito manada come sempre.  É que um balão é das coisas mais exasperante que pode existir, além de ser perigoso para os tímpanos em caso de rebentamento. O rebentamento de 3 balões pode equivaler a assistir a um concerto dos Metallica em cima da coluna...não mata, mas mói. No fundo, uma tendência sem sentido, pelo menos para a maior parte da população.

Aprofundemos um pouco, um balão para crianças até compreendo, normalmente é colorido, flutua no ar e entretém. Para os velhotes também poderá fazer sentido um balão com o número de anos para ajudar a contagem de primaveras, junto de pessoas que normalmente têm falta de memória. Agora para tipos de 30/40 anos? É apenas esquisito. Eu com a idade que tenho, os únicos balões que gostaria de ter no meu aniversário para brincar seriam os da.... bem não vou terminar, uma vez que este blogue não é de frescuras. 

No entanto, o balão de aniversário apesar de ser bimbo, retrata bem o ciclo de vida do ser humano.  Quando jovem cheio de ímpeto e todo vigoroso, quase nas nuvens, como um balão acabado de encher. Quando velho encarquilhado, como um balão meio vazio no canto da sala. 

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Blade Runner 2049 está nos cinemas e é um filme que almejo ver em breve. Lembro-me de ter adorado o Blade Runner original e por esse motivo resolvi rever esta obra-prima de Ridley Scott. 

Posso dizer que esteticamente não desilude, com um grafismo que faz corar de vergonha muitos filmes de ação dos nossos dias. O argumento é ambíguo o suficiente para prender quem o assiste, no entanto a ação é demasiado lenta para os cânones a que estamos acostumados num filme deste género. Uma nota final para a excelente banda sonora a cargo de Vangelis (sim aquele do 1492, hino do PS no tempo do Mr. Onu, António Guterres):


"All those moments will be lost in time, like tears in rain. Time to die."



terça-feira, 18 de abril de 2017

Professor M

Na banda desenhada, algumas cidades têm uma espécie de protetor que defende os seus habitantes dos malfeitores ou de eventuais situações de perigo. Um desses exemplos é Gotham, cujo eterno protetor é Bruce Wayne, mais conhecido por Batman.
Ontem, à hora de almoço, fiquei a saber que Portugal também tem um protetor, que é chamado para resolver situações de emergência e de gravidade. Este protetor é, sem mais nem menos, o Professor Marcelo, como podem ver abaixo:



Assim, o professor Marcelo, é verdadeiramente, o primeiro super-herói português (ou o segundo, se considerarmos o Éder). Tal como o Professor Xavier, vamos tratar o nosso super herói por Professor M.

Defender um país é, naturalmente, uma tarefa exigente, que não seria possível sem um conjunto de superpoderes que não se encontram ao alcance do comum mortal. Mostramos abaixo alguns dos mais importantes poderes do Professor M:

- Sensores que detetam câmaras fotográficas: útil para saber "o que está a dar" na CM TV. Como todos sabem, um super-herói não é ninguém sem imprensa. É como um jogador dos juniores do Benfica, que só passa a ser alguém quando ABola lhe dedica um especial de 10 páginas e o apelida de novo Eusébio.

- Metralhadora humana de beijos a velhinhas: O professor M é implacável na tarefa de dar beijos a velhinhas. Todos sabemos que as velhinhas são o foco de instabilidade de uma aldeia ou cidade, com os seus mexericos e bisbilhotices, que podem gerar verdadeiras tragédias. Assim, as velhinhas enquanto estão a ser bombardeadas pelo professor M, não têm tempo para mais nada, garantindo o equilíbrio da sociedade. 

- Ambidestria: característica ao alcance de poucos e ambicionada por muitos futebolistas. Para Marcelo tanto lhe faz a esquerda, como a direita, podendo usar uma ou outra conforme mais lhe convier

- Leitura rápida: conhecido por ler 150 caracteres por segundo, esta habilidade de Marcelo pode ser útil, por exemplo, para ler as instruções de qualquer geringonça, um poder essencial nos dias que correm.

Já sabem, numa situação de perigo, gritem pelo Professor M! Alternativamente,peguem num selfie stick que ele acaba por aparecer.



sábado, 18 de março de 2017

Wick

Lúcifer tem andado arredado dos posts, na verdade tem andado desaparecido. Que o diga Pedro Passos Coelho, que anunciou a sua chegada aos sete ventos, tal como o Pedro da história do lobo, contudo, até agora nem sinal do Diabo. Nem um olá Belzebu se dignou a dar, até hoje...

Acabei de ver o Jonh Wick e o que posso dizer do filme é que cumpriu completamente as minhas expectativas. Ou seja, é um filme sem história e com muita acção. Apresenta momentos de monumentais saraivadas de tiros, outros de precipitação, por vezes forte, de sangue. E claro, perseguições com carros, onde os bate-chapas esfregam as mãos de felicidade. 

Concluindo, Jonh Wick é daqueles filmes que não se pode devolver alegando que o argumento é constituído por matéria excrementícia, a história não é obviamente shakespeare. O objectivo é mesmo entreter e entregar ao espectador o prazer de ver derreter todos aqueles que se atravessam à frente de Wick. 

Algo curioso, sobre este tipo de filmes, one-man army, é que a narrativa normalmente segue sempre a mesma sequência cronológica: 

1. Há um tipo solitário e melancólico, que perdeu alguém próximo, ou que é um renegado, mas fez parte de um esquadrão assassino ou de um exército. Habitualmente no inicio do filme encontra-se caído em desgraça ou falido.

2. Entretanto alguém se mete com o tipo (dá o chamado pontatapé na colmeia), matando-lhe a mulher, raptando-lhe a filha ou dando com um taco de baseball no seu amado cachorro.

3. Neste momento o individuo fica irritado, irado, agitado, dominado por uma cólera idêntica à de quando se encontra o carro bloqueado pela EMEL. Entretanto, a personagem atravessa sempre um momento de pseudoresistência a pegar em armas, no entanto,  é certo que vai acontecer algo que o faz agarrar em todo arsenal que tinha escondido na cave, ou no paiol (não confundir com o ex-jogador do barcelona Puyol, peço desculpa) que estava enterrado no jardim já cheio de musgo.

4. Desata a matar toda a gente, mas ninguém lhe acerta. Os bandidos neste tipo de filmes parecem todos a minha avó antes de fazer a operação às cataratas, diria mais, parecem que têm a pontaria do Pizzi a jogar dardos. Nesta fase não percebo duas coisas. Primeiro, porque é que aparece um tipo "mau" de cada vez, ao invés de se juntarem todos para apanhar o "herói". E segundo, porque é que nunca disparam de longe, aproximam-se sempre (se calhar é por causa da falta de pontaria referida anteriormente) acabando inevitavelmente mortos que nem tordos. 

5. Magoa-se para dar algum realismo. Trata-se num sítio todo badalhoco com a ajuda de um veterinário ou de um médico bêbedo, ou trata de si próprio mordendo um pano e colocando vodka nas feridas para desinfectar.

6. Finalmente é apanhado, mas os tipos "maus" em vez de o matarem, não, prendem-no numa cadeira com umas cordas, cujos nós  nem um lobito dos escuteiros daria tão mal, normalmente num armazém abandonado. Evidentemente, que escapa, mata tudo e todos e foge com uma tipa que, em regra, é filha ou amante do cabecilha do gangue que o persegue.

7. Fim, Créditos e é isto...

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Provavelmente, o maior ícone de todos os tempos deste tipo de filmes foi o inigualável Chuck Norris (todos os campos de milho deviam ter um, não haveria passarada que se aproximasse). O homem está agora com 72 anos, no entanto, tenho a certeza que já rebentou com a velhice. Ou então pelo contrário, o homem que dizimou exércitos inteiros de vietnamitas sarnentos, agora tem incontinência, usa fralda e recebe ordens das enfermeiras num lar. Para terminar, deixo-vos com um conjunto de piadas ou melhor factos sobre o nosso amigo Chuck:




terça-feira, 1 de novembro de 2016

Santo Bruxedo


Hoje é o dia de todos os santos e amanhã é o dia dos fiéis defuntos, aka dia dos mortos. Este facto do nosso calendário não parece fazer qualquer sentido. Isto porque os santos, só o são depois de falecerem e após o reconhecimento pela Santa Fé. Ou seja, é necessário que alguém extremamente bondoso ou milagreiro estique o pernil, para que se possa candidatar a um lugar no altar ou num vitral com mais cor que um videoclip dos Village People. Conclui-se então, que sendo o morto a matéria-prima essencial para a produção final de um santo, teria toda a lógica realizar-se uma troca entre o dia 1 e o dia 2 de Novembro. Exige-se uma petição pública para colocar Santos e Mortos na sua respectiva ordem.


Ontem foi noite de bruxas, no entanto, a edição deste ano ficou marcada por um protesto. Segundo o que a agência Lúcifer conseguiu apurar, as bruxas estão contra a definição de um limite de alvarás para vassouras que este governo pretende definir. A ABVV (associação de bruxas verruguentas voadoras) declarou que se o diploma avançar irá realizar um protesto veemente, estando previsto o corte de estradas com gatos pretos e uma greve de macumbas. Do lado do governo está o Surfista Prateado, tendo este afirmado que com a quantidade de bruxas a voar no espaço aéreo português é praticamente impossível acudir o povo em caso de ataque de um meliante cósmico.



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Quando se fala de filmes clássicos do género de terror, é impossível não nomear Holloween de John Carpenter como um dos principais títulos. É um filme, que apesar de conter alguns elementos datados, ainda hoje consegue arrepiar, da ponta pés às pontas dos cabelos, o mais másculo dos estivadores. 

A narrativa decorre, como o título deixa transparecer, na noite de bruxas e conta a história de Mike Myers, um jovem que havia sido encarcerado num hospital psiquiátrico por alegadamente ter assassinado a sua irmã ainda quando era criança, e que consegue evadir-se para aterrorizar a sua cidade natal. 

Apesar das cenas conterem algumas falhas evidentes (o orçamento era muito baixo), a gestão do suspense e a banda sonora (criada pelo próprio Carpenter) são tetricamente magistrais, conseguindo criar um habitat natural perfeito para a actuação de um serial killer. Eis o trailer:




quinta-feira, 28 de julho de 2016

Pokemon Go é uma doença?

Uma nova epidemia parece ter atacado a população mundial e está a ter consequências sem precedentes. Denomina-se Pokemon Go (ler Pokemongo) e parece que tem raiz asiática. Ataca principalmente jovens, mas quando infecta adultos os seus efeitos são exponenciados.  Os principais sintomas desta doença são alienação do mundo real, podendo manifestar-se na observação de seres imaginários relativamente parecidos com animais comuns e uma repentina e injustificada vontade de andar. 

Apesar de parecer adormecida desde 1996, onde as suas estirpes azul, vermelha e amarela foram particularmente violentas, voltou em grande força neste verão. Os doentes são incapazes de largar o telemóvel e em estádios mais evoluídos, mesmo enquanto conduzem, procuram aprisionar seres imaginários com bolas Poké. Segundo alguns estudos já realizados, parece existir uma relação entre esta doença e a miopia, pois os casos registados incidem com maior frequência na população que usa óculos. 

A agência Lúcifer conseguiu uma declaração do pai de um miúdo infectado: "Ele sai de casa e diz-me que vai caçar pokemons, mas chega a casa e não me traz caça nenhuma. Nem uma lebre, nem um coelho ou tão pouco uma coderniz. Além disso, nunca o vi tão interessado em desporto, ele que só alçava o rabo do sofá para ir ao frigorífico agora sai várias vezes ao dia, a dizer que tem de ir ao ginásio."

Noutro registo, o PAN já se veio manifestar contra o jogo, pois considera a caça de Pokemons completamente desumana. Argumentam que a caça em si é um desporto primitivo e que o facto dos Pokemons ficarem aprisionados em Pokebolas, sem espaço e sem condições dignas, viola as leis básicas do respeito pelos animais. 

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De tempos a tempos gosto variar o género de série que vejo. O Anime não é claramente um tipo de série que conheça profundamente, mas de vez em quando gosto de mergulhar na loucura nipónica. Um bocado aleatoriamente escolhi uma série chamada Death Note. Nunca pensei que o título explicasse de forma tão literal o seu conteúdo, mas de facto o argumento gira à volta de um rapaz, aluno brilhante, que encontra um caderno perdido por um deus da morte, onde uma vez inscrito o nome de alguém, esse alguém morre passado 40 segundos. Imaginem que conseguíamos matar alguém desta forma, será que tentaríamos eliminar os criminosos do mundo?
 Parece completamente louco o conceito e realmente é. No entanto, toda a construção da acção é desenvolvida de forma fantástica e cada frase tem um peso enorme no desenrolar do enredo, sendo verdadeiras munições para voltas e reviravoltas. Eis o trailer:



domingo, 5 de junho de 2016

Quem vê rótulos, vê corações

Animada pela  feira do livro que está a decorrer, a "Lúcifer Edições" resolveu cuspir um texto para a blogosfera. O tema é a tecnologia móvel, mais precisamente as aplicações que ajudam a identificar  um serviço/produto. Portanto, o tema é atual e nada banal, interessante, embora neste blogue se possa tornar irritante.

Recentemente comecei interessar-me mais pela pinga. Calma, não me tornei alcoólico, mas a idade tem-me feito apreciar mais um bom vinho. E como leigo e profundo totó nesta matéria, tive alguma dificuldade na escolha de um vinho para me fazer companhia em determinada ocasião (já que as outras companhias nem a pagar). Então resolvi recorrer ao melhor e mais fiel amigo do homem (isto se houver wifi), o telemóvel, e descarreguei uma aplicação que através de uma simples fotografia ao rótulo de uma garrafa é possível aceder à opinião e ao rating de vários utilizadores, conseguindo desta forma uma opinião mais formada sobre a qualidade da "pomada".

Esta tecnologia fez-me pensar...

Imaginem que era desenvolvido um sistema semelhante para avaliar moças. Que através de uma simples foto seria possível obter informação no telemóvel de uma determinada rapariga. Rating dado por antigos namorados, se tinha cáries, se tinha herpes, se tinha feitio difícil, se era tolerante com as idas ao futebol com os amigos, o grupo sanguíneo, habilitações literárias, grau de safadeza, implantes mamários, número de horas perdidas em Zaras e afins, afabilidade, tolerância da sogra, etc, etc. Seria um grande avanço tecnológico. 

Além desta aplicação pensei numa para aqueles que recorrem aos serviços de acompanhantes (aka prostituição). Neste caso, a tecnologia seria semelhante à utilizada pela plataforma Uber. Por exemplo, um tipo que andasse na rua sem nada para fazer, podia ligar a net em seu telemóvel, aceder à aplicação Puber e  identificar as "mulheres da vida" que se encontrassem na zona, depois de escolhida era só escolher o Motel mais próximo, associar o cartão de crédito e pimba. 

Por fim, a última tecnologia que me lembrei que poderia revolucionar o futuro baseia-se num sistema de código de barras para discotecas para formar pares. Funcionaria da seguinte forma: Na fila para entrar na discoteca cada pessoa preenchia um teste com avaliação psicológica e com a indicação dos principais gostos e hobbies. Ao entrar era entregue o teste ao porteiro, que atribuiria a cada cliente um colete fluorescente com um código de barras indexado à base de dados com a informação previamente recolhida. Era ainda entregue a cada cliente um leitor de código de barras. Depois já dentro do recinto, era só ir passando com os leitores nos coletes. Os coletes que ficassem verdes significariam que se tratava de um match perfeito, os amarelos que poderia avançar mas com cuidado, os que ficassem vermelhos significava que de acordo com os dados recolhidos não iria dar certo uma eventual relação. Embora... as discotecas de hoje não sejam propriamente os sítios para encontrar o amor da vida, antes relações descartáveis. Onde está o  amor deste mundo? Bem, vou ligar o Puber...

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Devido a compromissos escolares e profissionais não tenho tido muito tempo para ver séries ou filmes o que me tornou muito mais seletivo. E dou-me por feliz, por ter encontrado uma série que encheu as medidas, Better Call Saul. Trata-se de um Spin-off da série Breaking Bad, onde é relatada a história do advogado Saul Goodman que tem a sua vida muito mal resolvida. A qualidade não reside no seu argumento, mas antes na forma como elae nos é servido. Eis o trailer:






sábado, 27 de fevereiro de 2016

Quem vai levar a(s) estatueta(s)?

Tal como no ano transacto, resolvi armar-me em cinéfilo e apostar no filme que irá receber o Óscar para melhor filme, bem como os vencedores das restantes categorias principais.

Para começar, irei subir uma escada, desde o filme que gostei menos, até ao que me encheu mais as medidas:

8-Room 
7-Brooklyn
6-Mad Max: Fury Road
5-The Martian
4-Bridge of Spies
3-The Revenant
2-The Big Short
1-Spotlight

Segundo os últimos rumores, a luta pela categoria rainha será a dois. O Óscar de melhor filme não deverá fugir a Spotlight ou a The Revenant. O segundo tem ganho mais força nas casas de apostas. 

Eu gostei mais de Spotlight.  Esta película em jeito de documentário, detalha de forma muito realista o trabalho desenvolvido pela equipa do Jornal Boston Globe, que desvendou e publicou um caso de pedofilia na igreja católica americana. Tem uma narrativa bem desenvolvida e consegue prender o espectador sem dificuldade e sem necessidade de recorrer a planos extravagantes. A forma como as pontas são capturadas e introduzidas ao longo do filme, quase que me transportou para o seio do jornal, fazendo-me sentir mais um elemento da equipa de investigação jornalística, entusiasmado pela busca frenética de evidências, essenciais para sustentar a peça a publicar. 

The Revenant é uma explosão sensorial! Iñárritu conseguiu mais uma vez ultrapassar-se. O seu desempenho atrás das câmaras é extraordinário. A quantidade de cenas filmadas num take só é impressionante.  O realizador penetrou-me a vista com paisagens gélidas do inverno rigoroso do norte da América, criando um certo desconforto intrínseco ao desenvolvimento da ação. Depois, há o desempenho de Leonardo DiCaprio, merecedor de Óscar, nem que seja pela quantidade atroz de porrada que o ator leva ao longo do filme. Todavia, não apreciei muito o argumento. Não vou explicar as razões porque teria de fazer spoil, mas para um filme que se queria cru do princípio ao fim, tem demasiado romance.

Restantes Categorias:
Melhor Realizador: Iñárritu
Melhor Actor: Leonardo DiCaprio
Melhor Actriz: Brie Larson
Melhor Actor Secundário: Christian Bale
Melhor Actriz Secundária: Rooney Mara
Melhor Argumento Original: Spotlight
Melhor Argumento Adaptado: The Big Short
Melhor Filme de Animação: Inside Out

Estas são as minhas previsões, se não acertar aqui, que ganhe o euromilhões. 





terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Carnaval pecado carnal

O Carnaval é um evento que a mim não me diz muito. Ou como diria o Hélio (ver no youtube "Sai da frente Guedes"), o Carnaval é cena que a mim não me assiste. Provavelmente sou um tipo bitolado e enfadonho.

A ideia que eu tenho do Carnaval em Portugal é que apenas serve de pretexto, para escancarar as portas do armário de muito bom homem. Basta ver a quantidade de matrafonas que anda por aí nestes dias. Ou é saída do armário, ou então é apenas sintomático do tão aclamado "desenrascanço" dos portugueses. Que deixam tudo para a última e quando se aproxima o entrudo, só têm tempo de ir às arcas das mães e avós buscar os trapos que foram o último grito da moda em 1970. Há quem ache piada as estas mulheres de buço e de leggins peludas, eu tento estar afastado a um raio de pelo menos 5km de distância e de preferência a tomar um refresco de cevada. 

Também se assiste um pouco por todo o país ao plágio do Carnaval brasileiro. No entanto, trata-se de uma cópia saída da China, pois enquanto o entrudo brasileiro parece saído de uma televisão a cores, o nosso parece saído de um projeção de diapositivos a preto-e-branco. O nosso Carnaval à brasileira é uma mistura entre feira de enchidos e cabaret. Feira de enchidos, tendo em conta a quantidade de presuntos e couratos à mostra e a saltitar e cabaret levando em consideração as plumas que se envergam. Mas desde que não chova o corso sai à rua e alegria fica no ar.  Principalmente, porque é uma das poucas oportunidades até ao Verão, de ver/mostrar umas pernocas e na época que se segue, a da quaresma, o pecado da carne fica ainda mais limitado. 

Ao contrário da pirataria carnavalesca do entrudo à brasileira, os caretos e os cabeçudos tradicionais em algumas localidades, despertam-me algum interesse. Primeiro, porque são verdadeiramente assustadores e depois porque é uma tradição engraçada. Segundo a lenda, surgiram quando o Benfica começou a ter o domínio futebolístico em Portugal e os primeiros cabeçudos das equipas derrotadas foram aparecendo.

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Ultimamente, tenho dedicado algum do meu tempo, a visionar todas as películas do agente secreto mais conhecido do mundo, esse mesmo, 007-James Bond. O filme da série que vi mais recentemente foi o Live and Let Die, 1973, o primeiro com Roger Moore. Não sendo o melhor da saga, Live and Let Die, tem um bom ritmo e cenas de ação de cortar a respiração. Destaco a música homónima do filme de Paul McCartney e uma maneira eficiente de despir uma mulher:




Por favor arranjem-me um relógio destes:








domingo, 12 de julho de 2015

Secretos de Vitória


Caros amigos, há muito tempo que as Edições Lúcifer não lançavam um artigo, não por falta de material, tempo ou inspiração dos autores, mas porque queremos que cada post seja digno de coleccionador. O que é raro tem mais valor e todos os nossos artigos serão premium a partir da agora.
Balelas do tamanho de baleias à parte, o tema deste artigo é exactamente o coleccionismo. 

Não consigo entender o histerismo que leva alguém a desembolsar quantias exorbitantes só para ter um objecto que tenha estado em contacto com uma celebridade. Então toda a realeza parece dotada do toque de Midas, transformando objectos corriqueiros em coisas de valor inestimável. 

Na semana passada, umas cuecas da Rainha Vitória de Inglaterra foram arrebatadas por 17.200 €, tendo batido o recorde pago alguma vez, por uma peça de vestuário íntimo da Rainha. Foram adquiridas por um coleccionador privado.

Isto para era mim não faz sentido nenhum. Como é que umas cuecas podem valer tanto? Não são um mero pedaço de pano? Ok, o algodão é um excelente material, mas mesmo assim não consigo compreender. Será por terem vestido uma real peida, e muito provavelmente terem levado com o real peido?

Quem comprou isto? Terá sido um daqueles taradões que andam nas varandas da vizinha a roubar roupa interior para a snifar, mas com muito dinheiro? Será um tipo que gosta de vestir roupa interior de mulher?

Terá sido por engano? Será que um tipo, se cruzou com o leilão na net, viu o preço de licitação e pensou que era algo da Victoria´s Secret, com uma Sara Sampaio incluída?

Eis a peça de vestuário em questão: 



Da observação desta lingerie extremamente sexy, podemos comprovar que a Rainha Vitoria era um autêntico panzer. Quando olhei pela primeira vez para esta imagem, pensei que se tratava de um para-quedas. Todavia, também temos de ser justos, não é fácil manter a forma após ter tido 9 filhos e 42 netos. Vitoria, era apelidada a vovó da Europa. E este par de trusses parecem ser o que são, umas cuecas da avô.

Para terminar deixo-vos com uma trivialidade, Isabel II, caso mantenha o reinado até ao dia 9 de Setembro do presente ano, ultrapassará a sua trisavó, Vitoria, com o reinado mais longo do Reino Unido (63 anos e 7 meses). 

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Spring, Summer, Fall, Winter and Spring é o título de um filme Sul Coreano, que vi recentemente e que apreciei bastante. A história é simples, um monge mestre vive numa casa isolada no meio de um lago, com o seu aprendiz e a acção acompanha a evolução etária de ambos. A ingenuidade da infância, a descoberta da adolescência, a firmeza da juventude, a experiência da maioridade e a decadência da velhice estão maravilhosamente retratadas, tendo como pano de fundo imagens de uma perfeição idílica. É um filme difícil de descrever, pois as suas imagens valem mais que mil palavras.



domingo, 24 de maio de 2015

O HOMEM ESTÁ DE VOLTA!!!

Finalmente uma notícia que é um oásis, no meio de tanta desgraça saber que o bom velho HOMEM está de volta é digno de destaque. Vejam a notícia:



Sendo assim lanço aqui, como Almada Negreiros (ou recentemente Filipe Homem Fonseca)  um manifesto. O Manifesto anti-six pack: 

HOMENS, larguem o ginásio, o haltere, a bola medicinal e os pesos! Que é uma canseira e ainda podem ficar com uma hérnia discal. Deixem as aveias, os suplementos, as barras energéticas e os batidos maricas. Que podem ser muito nutritivos, mas desregulam o intestino e podem provocar hemorróidas. Parem de correr, larguem o running e o jogging! Que todo o exercício acabado em "ing" é muito parving e sem sentiding. O único exercício que verdadeiramente recompensa é a power walk até ao frigorífico. Agarrem as fatias de pizza, os couratos e as minis. Não reneguem as vossas origens e cacem todos os bitoques, alheiras e francesinhas que conseguirem.  Barrigas felizes são aquelas que têm dentro de si o six pack e não à sua volta. Vivam comendo, vivam bebendo, vivam exercitando a vossa goela e o vosso estômago! Coloquem em forma o vosso paladar. Soltem as amarras da escravidão de um corpo musculado. Deixem de ser vaidosos, as férias não servem para mostrar o corpo, servem para ser desfrutadas. 

Cortem, aparem, amputem as pilosidades da cara! Fora os lumbersexual!  No Verão, andar aí com a cara que nem um Marreta é insuportável. Além de dar comichão é um bom espaço para uma colónia de férias para bicharada. Fora os cabeças de piaçaba! Que o piaçaba apenas serve para limpar a m.... (na verdade gostava de ter barba, mas os pelos que têm mal conseguem jogar à bisca, quanto mais à sueca). 

HOMENS, estamos de volta. Dad bods, ergam-se (se conseguirem). De barrigas erectas marcharemos em busca do lugar que é nosso por direito. No sofá, de mini em punho, orquestrando a bola que passa na televisão. 

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Para terminar, vou recomendar uma série de anime que andei a ver nos últimos tempos, Cowboy Bebop. Não sou o maior adepto do género, mas de vez em quando gosto de uma boa dose de loucura nipónica. A banda sonora de toda a série é brilhante, mas o tema inicial encrostou-se na minha mente:


terça-feira, 5 de maio de 2015

1º de Maio, dia do Poupador

Na sexta-feira a tradição manteve-se, no primeiro dia do mês de maio,os portugueses saíram à rua para festejar... as promoções das grandes superfícies claro! 

Nessa manhã tive de comprar pão (que com manteiga é tão bão, pão, pão, pão... ) e fui confrontado com um cenário de guerra logo no parque de estacionamento do supermercado. Carros pareciam chaimites, conduzidas por pessoas sedentas de promoções. Mal saí do carro observei que esta gente se deslocava como uma manada enfurecida, na direcção das portas da superfície comercial. Julgo ter visto vários consumidores equipados com coldres repletos de sacos plásticos, prontos a sacar (ou ensacar) após o pagamento. Assisti a velhotas de bandanas do Inatel na cabeça, com coletes de munições, cheios de cartões e cupões de descontos com licença para comprar.  

Lá dentro um cenário absolutamente assustador, enormes bichas, perdão, enormes filas para a secção de charcutaria, talho e peixaria. A espera chegava atingir a meia centena de clientes. Eu prefiro passear no campo ou ir à praia num feriado, mas respeito quem pratique o promoting. O promoting é um desporto em grande expansão no nosso país e que dá para praticar de várias formas: talão, cartão, voucher, desconto directo, pague 3 leve 2, são só alguns exemplos de como se pode praticar esta modalidade. E espaços para praticar promoting não faltam. No entanto, os treinos são exigentes. O praticante de promoting não compra nada que não esteja em promoção. " Não temos papel higiénico em casa? Só daqui a duas semanas estará em promoção, até lá limpas o rabinho a estes folhetos do (in)Continente e às dicas da semana que trouxe do Lidl, filho!"

Os carrinhos de compras eram tantos que os arrumadores estavam dentro do supermercado e não no estacionamento. " Menina, tem ali um lugar na secção dos frescos, dê-me uma moedinha". Verdadeiros engarrafamentos surgiam nos corredores, sendo as prateleiras  rotundas e as caixas portagens. Já devia existir um sistema de leitura de compras, onde o cliente passasse pelo pórtico como nas portagens e  o valor das compras descontado através de um sistema do tipo via verde (acho que para a semana vou ao Shark Tank com esta ideia)

Na hora de pagar, a banda sonora era a chinfrineira do "pupupu" dos leitores de códigos de barras. E enquanto esperava e desesperava na fila, fui criando na minha mente misturas de músicas pimba com os "pupupus": 

- Pupupu, mexe o Pupupu - Remix de Taiti, Mexe o Tutu
- Eu olho para a esquerda e Pupu-pupu, eu olho para a direita e Pupu-pupu - Remix de Ruth Marlene, Pisca-Pisca
- Quero cheirar o teu Pupu, Maria, quero cheirar o teu pupu, Mariazinha deixa-me ir à casinha deixa-me ir à casinha cheirar o teu pupu - Quim Barreiros, Quero Cheirar teu Bacalhau.

Cansado e exausto consegui pagar e lá me fui embora. Esta saga lembrou-me uma brilhante mixórdia de temáticas:


O filme que recomendo nesta edição é um filme Sul Coreano que vi no feriado, Memories of Murder (2003). Um policial, salpicado com drama, comédia e suspense. Um filme cheio,  que prende até ao seu final:






domingo, 22 de fevereiro de 2015

Óscar, busca!

A tão aguardada noite dos dos Óscares é já este Domingo. O nome da estatueta dourada, Óscar, também é óptimo para apelidar um cão. E no fundo a noite dos Óscares pode resumir-se com o recurso a uma expressão muito corriqueira, "sete cães a um osso", neste caso oito. São oito os nomeados para a categoria rainha, a de melhor filme. Com o The Theory of Everything, terminei a saga que consistia no visionamento de todos os filmes nomeados. 

O ano de 2015 não se pode dizer que tenha sido um grande ano, no que a nomeados diz respeito. Todavia, tal como nas vindimas, há melhores e piores anos. O vinho pode ser ligeiramente pior, às vezes pode ser mesmo uma zurrapa cheia de borras, mas não deixa de alegrar quem o bebe. Com os filmes nomeados acontece o mesmo, não sendo tão bons como por exemplo, o foram no ano passado, não deixam de proporcionar, todos eles, um bom entretenimento. 

Resolvi criar o meu top, correndo a lista dos filmes nomeados, do que eu considerei menos bom, até ao que eu escolheria para vencer o galardão. 

Antes, gostaria de fazer duas menções honrosas, a dois filmes que não foram nomeados, mas que na minha opinião o deviam ter sido.

Nightcrawler - A história deste filme caminha no submundo do jornalismo sensacionalista, onde o que é mais importa não é informar mas chocar. O sangue é o maior vendedor de notícias e cada exclusivo violento é pago a peso de ouro. O que atrai reporteres da noite, uma classe que procura crimes ou acidentes brutais que nem hienas carniceiras. Neste ambiente, Jake Gyllenhaal desempenha de forma brilhante o papel de um psicótico "repórter", o que lhe devia ter valido uma nomeação para Óscar de melhor ator principal. Nos dias de hoje, poucos atores desempenham papéis sombrios de forma tão competente como Gyllenhaal. O que não eleva este filme para outra dimensão é a realização um pouco básica (mas competente) do realizador  Dan Gilroy, o que se lhe perdoa por ser a sua estreia no grande ecrã. 
Um filme violento, cruel, que revela os poucos escrúpulos de um segmento jornalístico.  

Gone Girl - Outro filme que devia estar nomeado, que analisei aqui:
http://osbinoculosdelucifer.blogspot.pt/2014/12/pai-natal-sao-nicolau-gordinho-da-coca.html


8-American Sniper - Indo ao centro da questão, este filme tresanda a propaganda política. E isso faz com que os factos relatados, baseados numa história verídica, pareçam de certa forma empolados. O eixo principal da ação é Chris Kyle, interpretado por um Bradley Cooper bombado, um atirador furtivo americano que combateu no Iraque e que supostamente terá matado centenas de terroristas. Para uma personagem traumatizada pela guerra seria necessário um Cooper mais lúgubre, para mim a sua prestação ficou aquém do que pode fazer. Apesar de político, o filme não é mau! Clint faz um bom trabalho na realização, por exemplo, as cenas no Iraque são de cortar a respiração. Contudo,  não merecia a nomeação.
Nomeações (6): Best Motion Picture of the Year; Best Performance by an Actor in a Leading Role; Best Writing, Adapted Screenplay; Best Achievement in Film Editing; Best Achievement in Sound Mixing; Best Achievement in Sound Editing. Talvez ganhe algum Óscar de alguma categoria técnica, todavia, julgo que ficará por aí.

7-The Theory of Everything - Este filme relata a história do genial professor Stephen Hawking, conhecido tanto pelas teorias sobre o tempo como pelo seu aspecto peculiar e voz robótica, encarcerado numa cadeira de rodas devido a uma doença incapacitante rara. A história é baseada num livro da sua ex-mulher Jane, onde são descritos vários momentos da vida do casal, desde o momento em que se conheceram, passando pela doença de Stephen, até à sua separação. A ideia que fica é que sem a perseverança e a dedicação de Jane, Hawking nunca teria conseguido atingir aquilo que atingiu. Caso para dizer que por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher. O papel de Hawking, desempenhado por Redmayne é muito exigente, mas o actor consegue executá-lo quase na perfeição. Uma sensação que tenho é que o realizador foi bastante conservador na adaptação ao cinema, preservando bastante a imagem de Hawking. 
Nomeações (5): Best Motion Picture of the Year; Best Performance by an Actor in a Leading Role; Best Performance by an Actress in a Leading Role; Best Achievement in Music Written for Motion Pictures; Original Score; Best Writing, Adapted Screenplay O Óscar para melhor ator principal vai ser bastante disputado, Eddie Redmayne tem alguamas hipóteses, mas não seria a minha escolha. Nas restantes categorias este filme deverá ficar em branco.

6-Selma - Um filme sobre a luta de Martin Luther King Jr. por direitos democráticos básicos dos afro-americanos dos estados do Sul. Tal como Gandhi, Martin empenha-se numa batalha sem recurso a armas, por um bem maior. Pelo direito ao voto, pelo direito à igualdade, pelo direito à dignidade marcharam pacificamente milhares de pessoas e mesmo debaixo de adversidades e ataques racistas nunca pararam de caminhar. Um filme que se resume com a seguinte tirada: I have a Dream!
Nomeações (2): Best Motion Picture of the Year; Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Song
Provavelmente ganhará um Óscar para melhor música original com Glory.

5-The Grand Budapest Hotel - É um filme à Wes Anderson! Ou se gosta ou se detesta. Se não apreciou  Moonrise Kingdom ou The Life Aquatic with Steve Zissou não vale a pena ver este filme. Este realizador tem a sua marca e os seus trabalhos são inconfundíveis.
Um filme visualmente brilhante, com um cartel de atores consagrados, com uma ação de desenvolvimento muito rápido e uma história de fantasia, quase como fosse um desenho animado, The Grande Budapest Hotel não desilude quem gosta do género. 
Nomeações (9): Best Motion Picture of the Year; Best Achievement in Directing; Best Writing, Original Screenplay; Best Achievement in Cinematography; Best Achievement in Film Editing; Best Achievement in Production Design; Best Achievement in Costume Design; Best Achievement in Makeup and Hairstyling; Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Score
Pode ganhar alguns Óscares em categorias mais técnicas, mas não aposto que vença alguma categoria principal.


4-Boyhood - Este filme de Richard Linklater tem o mérito de partir de um conceito inovador: as personagens envelhecem ao ritmo dos atores (12 anos de filmagens). A história retrata a vida de um jovem e todo o ambiente familiar que o rodeia, desde os seus 5 anos, até aos 18. No fundo é um relato da meninice. Desde os primeiros amigos, às dificuldades na escola, o primeiro beijo, a puberdade e por fim o momento da saída de casa. Para muitas pessoas é um filme oco, sem conteúdo, para outras é um retrato de muitas famílias. As opiniões dividem-se. No entanto, confio na avaliação destas especialistas: http://www.cmjornal.xl.pt/multimedia/videos/detalhe/5_razoes_para_nao_ver_as_50_sombras_de_grey.html
Nomeações (6): Best Motion Picture of the Year; Best Performance by an Actor in a Supporting Role; Best Performance by an Actress in a Supporting Role; Best Achievement in Directing; Best Writing, Original Screenplay; Best Achievement in Film Editing
Quanto a Óscares, o de melhor atriz secundária não deverá fugir de Patrícia Arquette. Nas restantes categorias, a luta será feroz com outros candidatos. 

3-Whiplash - Ao ritmo ditado pela bateria, este filme conta a história de um rapaz que tem o sonho de entrar na banda do conservatório, onde a competição por cada lugar é feroz. Ele faz de tudo para atingir os seus objectivos, ensaia e ensaia até até à exaustão (perfeição). Contudo, a pressão exercida pelo maestro da banda é tremenda e nem todos conseguem lidar com ela. J. K. Simons, o maestro, acaba por controlar a batuta do filme. Cada olhar, cada fala, cada suspiro, cada grito de Simons molda uma personagem assustadora mas apaixonante. 
Nomeações (5): Best Motion Picture of the Year; Best Performance by an Actor in a Supporting Role; Best Writing, Adapted Screenplay; Best Achievement in Film Editing; Best Achievement in Sound Mixing
J.K. Simons deverá ganhar o Óscar para melhor ator secundário, julgo que este filme não levará mais nenhum galardão.

2-The Imitation Game - Neste filme de Mortem Tyldum, a grande estrela é Benedict Cumberbatch, que pelos dias de hoje é uma estrela em clara ascendência. Na série Sherlock Holmes é simplesmente divino e mantém o nível no The Imitation Game. A história deste filme revela um dos maiores heróis da segunda guerra mundial, que havia sido esquecido por questões políticas e muito provavelmente por ter sido homossexual. Alguém que com o seu contributo na decifração de mensagens dos alemães poderá ter abreviado a 2ª guerra entre 2 a 4 anos, deveria ser lembrado quase todos os dias. Finalmente, a homenagem é lhe feita neste filme. 
Nomeações (8): Best Motion Picture of the Year; Best Performance by an Actor in a Leading Role; Best Performance by an Actress in a Supporting Role; Best Achievement in Directing; Best Writing, Adapted Screenplay; Best Achievement in Editing; Best Achievement in Production Design; Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Score
Provavelmente ganhará o Óscar para melhor argumento adaptado. 

1-Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance) - As opiniões sobre este filme não são consensuais. Alguns consideram-no genial, outros consideram-no uma excentricidade. Para mim, a excentricidade torna este filme genial. O filme resume-se ao binómio que vive alojado na cabeça de um ator, na crise de meia idade, entre a necessidade de ganhar dinheiro e a sua realização profissional. O elenco é excepcional, a realização tem pormenores deliciosos e o seu argumento, apesar de algum non sense, é bastante bom. Resumindo o filme de forma enigmática: se o espírito santo é uma pomba, a consciência é um passarão gigante. 

Nomeações (9): Best Motion Picture of the Year; Best Performance by an Actor in a Leading Role; Best Performance by an Actor in a Supporting Role; Best Performance by an Actress in a Supporting Role; Best Achievement in Directing; Best Writing, Original Screenplay; Best Achievement in Cinematography; Best Achievement in Sound Mixing; Best Achievement in Sound Editing; 
A minha grande aposta para os Óscares! Penso que poderá ganhar os Óscares para melhor filme do ano, melhor argumento original, melhor realizador e melhor ator principal. 





quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Pai Natal - São Nicolau - Gordinho da Coca-cola


Hoje é véspera de Natal! É o dia em que a magia acontece ou onde se dá o culminar do consumismo? Hum, não interessa. Este espaço não é o prós e contras. No entanto, nunca este blogue virou as costas à controvérsia. E haverá figura mais controversa que o Pai Natal? Provavelmente haverá... contudo, hoje apetece-me falar do badocha. 

Existem vários aspectos que me preocupam em relação ao Pai Natal. Primeiro é o facto de ele usar um nome de código enquanto trabalha, tal como um espião ao serviço de Sua Majestade. O verdadeiro nome deste James Bond da Lapónia, perito na arte da invasão, é na verdade São Nicolau. Alguém que não usa o seu nome de baptismo, poderá ter algo a esconder...

Segundo, preocupa-me a sua alimentação. As pessoas costumam deixar nas imediações das chaminés, biscoitos e leite. Ora, os biscoitos não têm grande valor nutritivo, por isso aconselho a que troquem este item por barras energéticas. Quanto ao leite, costumo deixar sempre dois copos. Um com leite de vaca, outro com leite de soja. Isto porque se o Pai Natal padecer de intolerância à lactose as renas é que sofrem com o bolsar do velhote, e com a opção da soja evita-se esta imagem. Este ano, também vou deixar uma coca-cola zero, sei que o Pai Natal aprecia a bebida, no entanto está um pouco obeso para a Cola normal. Espero é que a equação do dia seguinte não seja esta: Leite + Barra Energética + ColaZero = Diar-Rei-A

Terceiro, a roupa que o Pai Natal usa é de Bichona. Aquele conjunto, calça/casaco de pelo vermelho, delimitado por uma penugem branca, juntando os botins que se adquirem na Zara, não me deixam grandes dúvidas. Fica outra questão, alguém viu o Pai Natal com uma mulher? 

Por fim, porque é que o Pai Natal insiste em entrar nas casas pela chaminé? Não percebe que é demasiado esférico para entrar por esta via? Para não falar da sujidade. Após a primeira casa fica mais farrusco que o Mantorras, se calhar é por isso que ninguém o consegue ver na noite de Natal, a menos que este se ria. 

Fröhliche Weihnachten, Tchestito Rojdestvo Hristovo,Sheng Tan Kuai Loh, Sung Tan Chuk Ha, Hauskaa Joulua, Mo'adim Lesimkha, Sawadee Pee mai, Srozhdestvom Kristovym, Chung Mung Giang Sinh, Hristos se rodi, Meri Kirihimete, ou em português Feliz Natal. ( se estiverem sem nada para fazer ou se estiver a dar o Sozinho em Casa pela 453º vez, podem para vosso divertimento tentar adivinhar em que línguas desejei Feliz Natal. Ou então vão fazer um Sudoku.)

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Como sempre recomendo um filme e como estamos na época natalícia vou sugerir um filme de suspense e de terror, Gone Girl. Um filme que obteve muito sucesso e que apesar de ter cerca de 3 horas de duração me prendeu completamente. Resumindo, se Hitchcock era o mestre do Suspense, Fincher é o mestre do Twist. Não vou escrever mais nada para não fazer spoil...hehe. Fiquem com o trailer:





sábado, 30 de agosto de 2014

Ai phone...que maricas

Boa noite a todos,

Numa altura em que o Mundo está ansioso pelo lançamento de mais um iPhone, o mais rápido, com melhor câmara, com o maior ecrã, etc. etc., acho que é a altura ideal para refletirmos sobre os smartphones e os telemóveis em geral.

Na indústria dos telemóveis, existem atualmente dois tipos de telemóveis, os smartphones, que todos conhecemos, e os dumbphones, mais conhecidos como serem aqueles telemóveis que servem essencialmente…espantem-se…para telefonar. Basicamente os dumbphones são os telemóveis que sempre conhecemos, que servem para fazer chamadas, enviar SMS e pouco mais, ou seja, servem para fazer aquilo que é a principal tarefa de um telemóvel.

Há uns anos, um bom telemóvel era aquele que tinha boa qualidade de chamada, tinha uma boa autonomia e era pequeno. Nos dias de hoje, é o que tem o processador xpto, a gráfica yyx e o maior ecrã. Se há 10 anos eu aparecesse na escola com um telemóvel de 5 polegadas, era gozado por toda a gente e passava a ser o gajo do tijolão. Então se dissesse que tinha que o carregar todos os dias era alvo de bullying todos os dias (embora um telemóvel grande pudesse servir de arma de arremesso contra esses mesmos bullies).

Acho que se pode dizer que smartphone está para um dumbphone como um metrossexual está para um homem normal (caros metrossexuais, se estão a ler isto, estão no blog errado). Para os defensores dos metrossexuais, estes são homens sofisticados, tal como para os defensores dos smartphones, estes são telemóveis sofisticados. Vamos ver se a evolução dos telemóveis acompanha as tendências nos homens… qualquer dia temos spornophones.

Eu consigo imaginar a forma como um nokia 3310 (ou um equivalente seu atual) olha para um iPhone ou para um Samsung Galaxy e a revolta que deve sentir. Um nokia 3310 faz tudo aquilo que um telemóvel deveria fazer na perfeição, sem criar grandes transtornos ao utilizador (carregar uma ou duas vezes por semana está ok), enquanto um smartphone pode perfeitamente chegar ao fim do dia sem bateria com 2 ou 3 chamadas.

Para finalizar, imaginemos um diálogo entre dumbphones sobre os smartphones:

Nokia 3310: “Não entendo, nós fazemos chamadas, enviamos sms, duramos dias e dias, e aqueles gajos estão 1 hora numa chamada e desligam-se. Não percebo como fomos trocados”

Samsung SGH600: “mesmo! Mas ainda pior…há uns tempos caí do segundo andar e passado 2 minutos estava a fazer uma chamada. Os novos galaxy caem da mesa e partem-se todos.”

Nokia 8210: “pois é! Parece que agora têm que andar todos com capas, tipo armaduras, para não se espatifarem todos no chão”

Nokia 3310: “sim, capas as corzinhas, ridículas, parecem vestidos… e trocam de vestido todos os dias”
Samsung SGH600 “esses smartphones preocupam-se mais com as aparências do que com o que interessa… ve lá que passam o dia todo a tirar fotos e a partilhar no facebook e no instagram”

Nokia 8210: “e aquelas peliculas que eles usam? É mesmo à “não me toques”
Samsung SGH600: “é verdade… alguns até arranjam umas canetas para lhe mexerem…”

Nokia 3310: “ao menos os nossos jogos eram à homem… com cobras (snake)… Já eles preferem jogos com doces e guloseimas (candy crush).

Samsung SGH600 “adoram ser o centro das atenções! “ai tenho um post!”, “ai tenho um mail”, “ai tenho um tweet”.


Nem quero imaginar como é que os atuais relógios estão a encarar o aparecimento dos smartwatches…