domingo, 26 de fevereiro de 2012

Tapete Vermelho

Hoje é o dia em que a estatueta com nome de cão é entregue! Sim, esta noite no teatro Kodak em LA serão entregues os galardões aos filmes e protagonistas, que se destacaram durante o ano 2011. Como neste nosso cantinho blogosférico, falámos muitas vezes de cinema, não podíamos deixar passar a data em claro. 

Podia-vos falar dos filmes que vão a concurso este ano ou dos vencedores dos anos anteriores, mas como isso é sempre tão badalado na imprensa, achei que só para contrariar ( e eu sou perito nisso), vou falar daqueles que nunca ganharam nada apesar de merecerem. 

Porque é que alguns actores e realizadores, mesmo sendo dos melhores de sempre nunca ganharam nada? Na minha opinião existem três factores que erradamente, tornam a atribuição dos Óscares menos justa: 



  1. O timing de lançamento do filme parece ser essencial. Esta questão tem a ver com a natureza humana, e com uma questão de memória. Tendencialmente damos mais valor a memórias mais recentes, e por causa disso um filme lançado ainda longe da data da entrega dos prémios terá poucas hipóteses de ganhar, pois até lá outros filmes ganharam espaço na memória dos que nomeiam e dos que votam, para a atribuição dos prémios. Por isso é que muitos filmes candidatos saem nesta altura do ano.
  2. Os filmes independentes, por não terem ligações com grandes estúdios têm dificuldades em entrar na corrida contra filmes que têm grandes máquinas de distribuição por trás dos mesmos. Mesmo que sejam muito bons, a mensagem tem mais dificuldade a chegar a quem escolhe.
  3. A comédia é um tipo de cinema que parece um parente pobre da sétima arte. É difícil ver nomeações para filmes deste género mesmo que sejam geniais. Um actor de comédia, tem mais facilidade em ganhar prémios Razzies, os prémios para os piores filmes do ano, do que um Óscar. Não percebo o porquê desta discriminação. Será que uma lágrima vale mais que um sorriso?

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Carnaval ninguém leva a mal

"Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C..[1] É um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "carne vale" dando origem ao termo "carnaval"." - Wikipedia.

Eu sabia que o Carnaval ditava o início da quaresma e o princípio do sacrifício e do jejum para os cristãos, não sabia é que esta tradição tinha tido origem na Grécia. Engraçado, que nos dias de hoje sinto, que tanto Portugal como a Grécia, passaram por um período de Carnaval, onde andaram mascarados de países ricos, mas que afinal apenas estavam a viver acima das suas reais possibilidades. E a seguir ao Carnaval, lá está, segue-se a quaresma, ou para Portugal e Grécia, segue-se a austeridade e os consequentes sacrifícios.

O Carnaval para mim representa um trauma de infância. A última vez que me mascarei tinha onze anos, e consegui uma bela farda de mosqueteiro. Chapéu com pena, botas de cano alto, colarinho de renda, luvas, manto com uma cruz estampada, espada, e um belo e fino bigode desenhado com lápis de carvão. Naquela altura era bem mais franzino que sou hoje e era um dos alvos predilectos dos bullies da minha escola. No entanto, naquele dia, não sei se era por estar coberto por um manto de super-herói, estava mais confiante e sem medo de ninguém. Ao ver os bullies no pátio a meterem-se com outra criança indefesa, cometi o erro de os mandar parar. Eles largam o miúdo, vem em minha direcção a rir-se, eu desembainho a espada e digo: "rendam-se ou preparem-se para sofrer!". Bem e o que é certo é que fugiram com medo..... quer dizer isto era o que eu gostaria que tivesse acontecido. Mas o que realmente aconteceu, foi que facilmente me retiraram a espada de plástico da concentra, e ma partiram pelo lombo abaixo (também não foi difícil). Enfim, depois fui salvo pelo melhor amigo dos nerds, o toque para as aulas e os bullies lá me largaram. E assim fiquei eu, de mosquete partido, fatiota amachucada e um bigode transformado em pêra, pois as lágrimas fizeram-me escorrer a tinta para o queixo. 

Daí eu não ser muito amigo do Carnaval. Penso que este feriado, ou melhor dizendo este dia  em que as pessoas não trabalham, por vezes é o free pass para a estupidez, ou então é um abre olhos. Já reparam que muito homem que se diz muito macho, se adora vestir de matrafona no dia de Carnaval, não sei não, parece que é sentimento recalcado. 

Depois aquela lengalenga (adoro a sonoridade desta palavra), é Carnaval ninguém leva a mal, não é bem assim. Se eu levar com um balão de água no meio das trombas vou levar a mal. Ou se me despejarem um bombinha de mau cheiro no casaco também não vou gostar muito. (sim, também me fizeram isto na escola, fiquei com a alcunha do texugo por uns tempos). 

Em Portugal acho engraçado, os Carnavais cariocas, que andam por aí. Sinceramente, acho piada a alguns carnavais tradicionais como o de Famalicão, Ovar ou Torres Vedras, onde a sátira e a crítica saem à rua. Contudo, já não consigo achar piada a carnavais que são imitações baratas do Carnaval do Rio. Eu sou da zona da bairrada, e sinceramente ao ver o Carnaval da Mealhada tenho pena das raparigas que vão a sambar no corso, devem rapar um frio medonho. Vão quase desnudadas em pleno Inverno, corajosas mas loucas. São autênticas galinhas, pois têm as plumas e a pele da ave. Há dois tipos de pele boas para comer na Mealhada, a pele estaladiça do leitão e pele de galinha das moças do samba. 

O Carnaval favorito de Lúcifer, é o de Macedo de Caveleiros, pois por esses lados, existem os Caretos de Podence. Que não são mais que personificações diabólicas e misteriosas, que assustam as terras de trás-os-montes. Acho bastante engraçados aqueles fatos. Fiquem com um vídeo sobre esta tradição nortenha e Bom Carnaval.




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Da Rússia com amor

As condições climatéricas do jogo de ontem, do Benfica, na Rússia fizeram-me reflectir um bocadinho. Dezasseis graus negativos, é muito grau negativo. Eu nunca fui ao país dos Czares, mas imagino como deve ser viver num país assim. Ainda há pouco tempo escrevi um artigo, sobre o frio, mas esqueci-me referir, sobre essa grande problemática do nosso tempo, que o frio é relativo. Para um Russo, um dia com zero graus é um dia óptimo e quente, para um português é o dia mais frio do ano. E se nós achamos frio, nem quero pensar nos brasileiros habituados ao clima tropical do seu país. 

Como referi anteriormente, nunca fui ao país de Lenine, mas imagino como serão as coisas. Por exemplo, acredito que na Rússia, não existam arcas frigoríficas. Em vez de utilizarem estes electrodomésticos, os russos têm estendais na varanda, onde penduram aquilo que querem congelar. Como cá fora estão temperaturas negativas os alimentos conservam-se. Consigo imaginar, costeletas,bifes, pescadas e douradinhos pendurados com molas da roupa, pelos estendais, nas varandas das pessoas. Os depravados em vez de roubarem roupa interior das varandas, roubam bacalhau ultracongelado.

Os frigoríficos apenas servem de armário, para guardar alimentos. Para verem como tudo é relativo, um frigorífico na Rússia é um electrodoméstico que produz calor ( Professor Carvalho se está a ler este Blogue, eu sei que esta piada é sua). Acredito que a tradução para russo da palavra frigorífico, seja a palavra hotspotov.

Por exemplo, se for ao médico por causa de um pé torcido, ele recomenda: " Tome um anti-inflamatório e dê uma voltinhas na rua, em corsários e de havaianas, faça séries de 5 min." Em vez de recomendar gelo. 

Mesmo as matrioskas, que para os que não sabem são aquelas bonequinhas que saem umas de dentro das outras, representam as mães que metem as filhas debaixo das saias para as proteger do frio. ( true story...)

Imaginem que há uma festa, e o gelo para o uísque acabou, o que se faz? Vai-se ao quintal, às árvores apanhar gelo.


Bem depois de tanta parvoíce deixo-vos  uma sugestão cinematográfica. Como de frio estamos a falar, obviamente que vos vou falar de um filme sobre a guerra fria. Um dos filmes que melhor personifica, este período da história mundial, é "O Candidato da Manchúria". O filme, de 1962, está repleto de referências ao comunismo, às conspirações e à espionagem que existiam naquele tempo. Em breves palavras, um ex-combatente americano da guerra da Coreia, sofre uma lavagem ao cérebro e começa a seguir interesses soviéticos. Esta película conta com desempenhos muito interessantes de Angela Lunsbury e Laurance Harvey e na minha opinião, com com uma excelente performance de Frank Sinatra. O filme contou com um remake em 2004, com Denzel Washington como cabeça de cartaz. 

PS: Não, o título deste artigo não teve nada a ver com a entrada de Bruno Alves ontem sobre o Rodrigo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Rádio

Hoje é o dia mundial da rádio. Não deste rádio:
Mas sim da rádio, da telefonia! Lúcifer embora seja duro de ouvido, pois a idade já pesa na Besta, gosta muito ouvir o som que o receptor emite, quando recebe as ondas de rádio.

A rádio foi inventada segundo alguns estudos por Marconi, por outros terá sido Nikola Estela, que no fim do século XIX, desenvolveram a tecnologia de transmissão através de ondas de rádio. Contudo, a primeira transmissão radiofónica é atribuída a um Padre Brasileiro, Roberto Landell de Moura, que conseguiu transmissões entre Medianeira e o morro de Santa Teresa. E foi neste momento que a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), começou a espalhar mensagens de esperança por todo o Brasil e por todo o Mundo. Felizmente esta última afirmação que fiz é completamente falsa. O engraçado desta história, é que o Padre Roberto por ter conseguido, fazer o que nunca ninguém tinha feito, transmissão de voz sem o auxílio de fios, foi acusado de ser amigo íntimo de Lúcifer. Imaginem naquele tempo a confusão que era para as pessoas assistirem, ou ouvirem o milagre da rádio. Chamaram de tudo ao pároco! Desde herege, bruxo, louco, feiticeiro perigoso, padre do diabo (a minha favorita), os mais fanáticos chamavam-lhe Sócrates ou Passos Coelho.

Desde o momento que nasceu e começou a dar os primeiros passos, a rádio tornou-se um meio de comunicação de massas, e teve bastante importância no desenvolvimento da humanidade. Quem não se lembra dos filmes de guerra e da importância da rádio naquele tempo. A rádio aos poucos começou a fazer parte das famílias, quando toda a gente rodeava o aparelho que havia em casa, para ouvir as notícias, festivais de música, relatos de futebol/hóquei ou mesmo novelas. Com o aparecimento da televisão a rádio foi perdendo o estatuto de líder de meio de comunicação de massas, e perdeu alguma força. Mas manteve a sua importância, nomeadamente para fazer companhia aos condutores.

Hoje em dia, eu gosto mais de ouvir rádio que ver televisão, e não tenho problema em admitir que ouço mais rádio que televisão! A televisão torna-nos mentalmente preguiçosos, corta as asas à nossa imaginação. E considero que a rádio em Portugal, é muito mais rica em grandes comunicadores que a TV. A televisão vendeu-se ao aspecto dos apresentadores, renegando o seu conteúdo para segundo plano. Sinceramente, que interesse têm programas como "A Casa dos Segredos" ou " O Peso Pesado"? Graças a Deus, ainda não sinto necessidade de ver prostitutas e para ver gordos, basta mirar-me ao espelho. Excluindo espaços noticiosos, hoje em dia consigo nomear mais programas de rádio interessantes do que programas de televisão. Eis excelentes exemplos de bons programas radiofónicos:
  • Contas do Dia (Antena 1) - Uma rubrica, bastante interessante sobre economia, e como os acontecimentos, se podem reflectir no dia das pessoas
  • Manhãs da Comercial ( Rádio Comercial) - Programa que me faz rir todas as manhãs, que tem 4 excelentes comunicadores, Vanda Miranda, Vasco Palmeirim, Nuno Markl e Pedro Ribeiro
  • Cinemax (Antena 1) - Não gostasse eu bastante de cinema
  • Prova Oral (Antena 3)- Programa ideal para ouvir a seguir ao trabalho. Sempre com conversas divertidas com Fernando Alvim e os seus convidados
  • Bons Rapazes (Antena 3) - Um talkshow com música no meio. Com Álvaro Costa e Miguel Quintão, rubrica que ouço quando vou dar uma corridinha antes de jantar.
  • Governo Sombra (TSF) - Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia. João Miguel Tavares e Carlos Vaz Marques são o governo sombra que muito bem faz a crítica semanal ao que se passa na política portuguesa.
  • Bola Branca (RR) - O meu programa de desporto favorito. Não sei se é o do Jingle mas desde criança que me lembro deste programa. 
  • Oceano Pacífico (RFM) - o programa ideal para terminar à noite
Para fechar, deixo-vos como quase sempre, uma sugestão de cinema. O filme que vos sugiro é Bom dia, Vietname, de 1987. Uma película que realmente me marcou, pelo excelente desempenho cómico e dramático de Robin Williams. Adrian Crounaeur (RW) era um locutor de rádio do exército americano, durante a guerra do Vietname que com as suas tiradas humorísticas, irónicas e sarcásticas, animava o pelotão mas ao mesmo tempo criava celeuma entre os seus superiores. Robin Williams merecidamente foi nomeado para o Óscar de melhor actor daquele ano. Fiquem com o trailer:

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A bela portuguesa

http://aeiou.expresso.pt/schulz-surpreendido-com-ma-interpretacao-das-suas-palavras-sobre-portugal=f703610

No ordem do dia estão mais uma vez declarações, de alemães com altos cargos políticos, sobre a condução da política portuguesa. Desta vez foi o presidente do Parlamento Europeu, Mr. Schulz. Já vamos estando habituados a este tipo de intervenções e recadinhos que de vez em quando, os germânicos resolvem fazer. No entanto, estamos a chegar ao ridículo. É aceitável que a Alemanha, queira ser exigente com os outros países da União em prol de uma Europa forte, contudo, querer definir quais os parceiros económicos dos países membros é completamente abusivo. Como neste caso, as relações entre Portugal e Angola.

Eles criticam-nos bastante, mas no fundo, os alemães têm bastante inveja de Portugal. Além do clima fantástico, temos as mais belas mulheres do mundo. Enquanto, que a maioria das alemãs, com as devidas excepções, são umas enormes matrafonas! A portuguesa comum, por si encerra enumeras vantagens:

  1. Para já é como a sardinha, quer-se pequenina (não dizem que a melhor sardinha é a petinga?). Esta vantagem está directamente relacionada com outra, que é a o facto da portuguesa ser uma mulher bem mais portátil. A portuguesa cabe em qualquer lado.
  2. As alemãs são demasiado claras, com o Sol a bater-lhes nem dá bem para olhar para elas, só usando aqueles óculos próprios para observar eclipses. 
  3. Depois são muito pouco sexys a falar. A língua alemã é uma língua muito agressiva (salvo seja), se acordasse com uma alemã a falar-me ao ouvido, acho que ficaria mal disposto o resto do dia. 
  4. Por fim, as imagens falam por si: 
Alemanha 


Para acabar não podia deixar de falar, de um clássico da minha juventude, " A bela portuguesa", dos inesquecíveis Diapasão ( eu como menino da aldeia, muito ouvi isto nos bailaricos). A voz inconfundível de Marante, cruzada com uma fantástica melodia, tornam esta canção o hino da mulher portuguesa. Na letra desta música está tudo dito, podemos correr mundo, mas não vamos encontrar mulher igual. Fiquem com o videoclip:


P.S.: Se viram o videoclip, puderam reparar na extra qualidade dos Diapasão. Não é qualquer banda que dá concertos em comboios em andamento, são os maiores. Para contactos, para espectáculos visitem o site: http://www.musica-portuguesa.com/_diapasao.htm

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Frioooooo

É verdade! Os binóculos de Lúcifer estão baços! As ideias de artigos moderadamente interessantes, não existem e sendo assim resta-nos falar de uma coisa: o estado do tempo.

Como o grande Nuno Markl diria, conversas sobre o estado do tempo são os grandes desbloqueadores de conversa, dos tempos modernos. Quando não há assunto de conversa ou confiança entre as pessoas, só nos resta falar da meteorologia.  

Eu e a minha avó temos animadas tertúlias, sobre o frio, sobre o calor, sobre o vento, sobre a chuva, sobre o granizo, sobre a neve, sobre a geada, sobre o nevoeiro, sobre as tempestades, etc. ( sei que estava a ser chato, mas tenho que encher chouriços, porque não tenho nada para dizer). Eu sei que no fundo, no fundo, a minha avó queria falar de sexo comigo, mas nasceu no tempo da retracção de sentimentos. Senão aposto que em vez de falarmos sobre o tempo,falaríamos sobre sexo, ou melhor ela falaria: " Ai o ti Mário está um gostosão, aposto que tem uma placa nova! Aquele andarilho também o favorece, fica com um andar sexy. Ai e o Parkinson dele está a aumentar, aposto que me punha a tremer na cama..." (Avó se estiveres a ler este artigo, isto é apenas pura parvoíce do seu neto, não ligue, e continue a falar do tempo comigo.) 

Como estou sem ideias, o que é estranho pois sendo eu um idiota, ideias não me deviam faltar, vou-vos falar do clima, neste caso do frio.


Frio - (do latim frigĭdu) é a sensação produzida pela falta de calor num corpo ou matéria, causada pela baixa temperatura atmosférica ou por meios artificiais através de refrigeração. O frio é um processo sensorial. in Wikipedia ( uma vez enganei-me a escrever Wikipedia num trabalho na faculdade e escrevi Wikipeida, se calhar foi por isso que tive uma nota de m****). Bem e sobre o frio não há muito mais a dizer, somente que o frio é realmente frio.

Para terminar, tinha de vos deixar uma sugestão cinematográfica: The Thing. Escolhi este filme basicamente, por se passar no Polo Sul, e porque nessa região do globo faz um frio de rachar, todo o ano. Além disso, é um grande filme, que contou com um remake muito recentemente. Kurt Russel ainda era jovem e bom rapaz e viu-se a braços, com uma coisa do outro mundo. Um thriller muito ao estilo dos anos 80, de um realizador que respeito bastante, John Carpenter. Como diria Lauro Dérmio, let s look at a trailer: 








sábado, 28 de janeiro de 2012

O sopista nazi

Lúcifer é um bom garfo! Aprecia um bom restaurante, boa comida, boa bebida, boas vistas, decorações etc. Vê o restaurante como um todo e gosta de sentir harmonia enquanto come, analisando sensorialmente todos os detalhes que o envolvem. Já não é a primeira vez que este excelente Blogue ( ok, se quiser substitua o adjectivo excelente, pelo adjectivo medíocre), faz uma Review a um restaurante. Pela positiva já vos falámos aqui do 2.70.

Os autores deste Blogue, até já foram convidados pela Michelin, para opinarem na atribuição das suas afamadas estrelas, aos melhores restaurantes. Este convite não sei se se deveu ao facto de os autores serem uns balofos, ou é apenas pelo seu enorme bom gosto.

No entanto, desta vez a review não pode ser mais negativa. Ontem fui a um restaurante algures em Lisboa, onde jurei que nunca mais iria. Foi simplesmente horrível. Não vou revelar o nome deste restaurante/tasco, pois temo represálias. 

Fui dos primeiros a chegar ao restaurante, tratava-se de um jantar, com bastantes pessoas. E como normalmente acontece, as pessoas não chegam todas a horas. Como eu, os primeiros que chegaram foram pedindo entradas e bebidas. Lá vieram as entradas, azeitonas gordurosas e recessas, e tostas com manteiga de alho, ou tostas com alho de manteiga, não fiquei com a certeza. A bebida foi negada. Antipaticamente o dono do restaurante disse que apenas serviria bebidas, quando todos os convidados chegassem e que mal terminassem de comer a bebida também seria cortada. Senti-me, tendo em conta as devidas distâncias, um refugiado de um campo de concentração, onde estava nas mãos de um ditador, neste caso o dono do restaurante, que ditava as leis de acordo com a sua vontade e não de acordo com a vontade do povo, que seriamos nós os clientes. 

A conta gotas, foram chegando os restantes convidados, e quando finalmente se sentaram todos à mesa, o dono obrigo-nos a pagar. Ainda não tínhamos bebido nem comido nada e já estávamos a aliviar os bolsos. Contudo, o pior estava para vir, com um aspecto duvidoso, dois pratos, um de carne e um de peixe, chegaram às mesas. Eu comi peixe, neste caso bacalhau salteado. Estava tão salgado tão salgado, que acho que ainda hoje a minha saliva parece a água do mar. 
Entretanto tive de ir à WC ( se for brasileiro, substitua a palavra WC por banheiro), mas também aqui tive problemas. Pois em vez, de um simples letreiro, a identificar a porta que pertencia a cada sexo, feminino ou masculino, tinha dois símbolos estranhos cravados nas respectivas portas. Pedi ajuda a uma empregada , que me indicou qual era a masculina, e eu nesse momento percebi, que o símbolo daquela casa-de-banho era o órgão genital masculino, em estado de erecção. De salientar que a casa-de-banho era minúscula, certamente que o Fernando Mendes ( do preço certo) não caberia lá. Outro aspecto que saltava à vista, naquele quarto de necessidades era a decoração, na parede estavam colados recortes da Playboy e da revista Gina. Bem... nem quero saber como os colaram lá. Terminámos de comer, terminou a bebida e quase que fomos expulsos do restaurante. Uma noite a não recordar, num restaurante a onde não voltarei.

Este bacoco episódio, lembra-me uma cena da série televisiva Seinfeld, apelidada de The Soup Nazi. Onde o dono de um restaurante que vendia exclusivamente sopas em regime de take away, tratava abaixo de cão os clientes, ameaçando-os que lhes tirava a sopa se fizessem uma qualquer reclamação.

Deixo-vos um vídeo com o Best of do The Soup Nazi:




terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A política portuguesa parece uma casa assombrada

Lúcifer não podia deixar passar em claro, as declarações do Presidente da República, esse mendigo que vive em São Bento, sem tecer qualquer comentário.

As afirmações de Cavaco Silva são infelizes e completamente inaceitáveis. Agora percebo porque é que Cavaco Silva não costuma muito abrir a boca, porque ou sai a asneira ou entra bolo rei... Acho que já chega de bater no senhor, muita gente o fez nos últimos dias, aliás é disto mais em concreto que vos quero falar. 

A política portuguesa parece uma casa assombrada, de onde emanam fantasmas de todos os cantos ( ou de todas as cores políticas), que de vez em quando aparecem para meter uns sustos, ou melhor para comentar políticos que estão em actividade. Como referi todos os partidos têm os seus, mas claro que os mais mediáticos e os que têm mais tempo de antena são os dos partidos que vão partilhando o poder, PS e PSD. Quando um político comete uma gaffe, aparecem os fantasmas a fazer muitos buuuhs para assustar o pessoal. Convém esclarecer que um fantasma no âmbito da política é aquele político que morreu politicamente, mas que quer voltar à vida, por isso aparece episodicamente para  dizer mal dos seus congéneres que estão no poder e em actividade. O problema dos fantasmas políticos, é que tem duas características que os identificam muito facilmente. Normalmente são canibais, pois dizem mal de pessoas do próprio partido e são necrófagos pois aparecem para comer ( ou na gíria política dar na cabeça e dizer mal com todas as forças) políticos que já foram atacados por uma gaffe que cometeram. 

Mesmo assim penso que o partido que ganha em fantasmas é o PSD. O número um, por conseguir ser um espectro, mesmo em actividade, é Manuela Ferreira Leite. Outro fantasma embora com menos anos de assombramento é Morais Sarmento, aliás isto dos fantasmas veio-me à cabeça por causa das declarações que hoje fez sobre Cavaco Silva:
 http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=533471

Não é que Morais Sarmento, não tenha razão no que diz sobre Cavaco, concordo inteiramente com as suas palavras. No entanto, este senhor tem muito pouca moral para falar. Pois há uns anos viu-se justa ou injustamente envolvido num escândalo, numa viagem que fez a São Tomé e Príncipe, que custou quase 100.000 € ao estado português, pois teve de haver frete de avião. E o que foi lá fazer? Entregar umas cassetes e assinar um papel. Na prática, alegadamente terá passado uns dias a fazer mergulho. Agora que penso bem nem o condeno, se calhar Sarmento já sabia que vinha aí o Sócrates e que o país iria ao fundo. 

O que os fantasmas querem sei eu bem, não é assombrar é voltar à vida... E às vezes conseguem mesmo ressuscitar, muitas vezes encarnados em Presidentes da República...

Deixo-vos por isso um vídeo do Avô com mais longevidade que conheço, Carlos Vidal, "O Avô Cantigas", com o seu êxito " Fantasminha Brincalhão, porque acho que não devemos levar os fantasmas muito a sério. 



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mr. Smith Goes to Washington

Há muito tempo, que este blogue não falava de cinema, por isso resolvi escrever sobre um filme que vi no passado fim-de-semana.

O título da película é "Mr. Smith Goes to Washington" ou na versão portuguesa "Peço a Palavra". Um filme de 1939, realizado por Frank Capra e vencedor de um Óscar para melhor argumento. 

Numa breve sinopse: Smith é um jovem talentoso que envereda pelo mundo da política, com o objectivo de ajudar o povo que o elegeu. No entanto, mal tenta criar a primeira lei, que seria em benefício dos cidadãos, vários problemas surgem, pois a lei proposta por Smith põe em causa variadíssimos interesses económicos. Por causa desta situação, Smith começa a ter problemas com um grupo financeiro poderoso, que tem um poderoso lobby sobre o senado americano e que controla os média. Será que a perseverança deste jovem rapaz conseguirá vencer a corrupção, que no senado está instalada? Têm de ver o filme para saber, pois Lúcifer não é um spoiler. Alem do guião que é soberbo, realço a performance de James Stuart e a beleza e sensualidade de Jean Arthur, cujo o papel é o de Miss Saunders, par romântico de Smith. Apesar de ser um filme com quase cem anos vale a pena ver, pois a temática é extremamente actual. O CineClube Lucyfilmes recomenda vivamente.

Resolvi falar-vos deste filme não só por ser excelente, mas também porque quem o vê não consegue deixar de encontrar paralelismos com a política dos dias de hoje. O poder dos grupos económicos sobrepõe-se quase sempre aos interesses dos cidadãos, isto acontecia nos anos 30 e acontece agora. As máquinas partidárias, não são mais que veículos destes grupos, em que os políticos são meros peões que prestam vassalagem a alguém superior e com um poder maior. E mesmo os média, apesar de alguns avanços, continuam a ser manipulados, tornando a política num teatro, em que a imprensa maquilha políticos sem qualidade e com poucos escrúpulos fazendo-os parecer salvadores da pátria, quando a sua missão é salvar o seu tacho. 


Por fim, deixo-vos o trailer de "Mr. Smith Goes to Washington":

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Frente de libertação de flatos estridentes (FLFE) !

Hoje o tema que vos trago é um pouco, como hei-de dizer, incómodo…
Estava eu a trabalhar na minha bela secretária, quando, num momento de pura descontracção, solto um belo de um ruidoso flato, que para quem não sabe é:
flato
nome masculino
1.
MEDICINA acumulação de gases no estômago e nos intestinos, provocando distensão abdominal que, por vezes, se torna incómoda
2.
MEDICINA expulsão mais ou menos ruidosa de gases acumulados nos intestinos pelo ânus
Após este meu pequeno (grande) descuido, fui abordado por uma série de olhares censuradores, como se tivesse dado cabo do computador ou mandado um cliente para qualquer lado. Mas não! Apenas expoli, tal como a definição acima diz, a acumulação de gases nos intestinos que me estava, de certa forma, a incomodar.
É verdade que esta história pode ser pura fantasia (ou não), mas isto acontece todos os dias quando nos descuidamos e lá deixamos escapar um destes marotos.
O que quero discutir hoje com vocês, caros leitores, é o porquê de toda esta censura a algo que é completamente natural e essencial ao bem-estar de todos nós. Parece que é algo proibido, parece que é algo completamente fora do normal e que, por isso, deve ser julgado e reprovado.
Curioso do porquê desta censura aos flatos, questionei outras pessoas que prontamente me responderam que a principal razão era o mau-cheiro. De facto, compreendo que se torne desagradável levar com esta situação, mas nem todos os flatos apresentam esta característica, alguns apesar de não serem barulhentos (e por isso não serem alvo de julgamento), são malcheirosos, enquanto outros são estridentes e, ao mesmo tempo, inodoros.
Sendo assim, apesar de compreender que possa haver censura, não compreendo esta atitude discriminatória em relação aos flatos estridentes, muitas vezes completamente inocentes.
Assim sendo, vou criar um movimento contra a discriminação que actualmente existe em relação aos flatos estridentes, enquanto os mais silenciosos (as chamadas bufas) são, muitas vezes, os que mais danos provocam!
Já agora deixo um vídeo acerca desta temática:

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Siglas e mais siglas

Lúcifer depois da passagem de ano e do Natal ficou um pouco obeso e consequente um pouco preguiçoso, daí que o primeiro post, apenas vá sair no décimo dia, do novo ano.

Siglas, siglas e mais siglas. Hoje em dia, no mundo empresarial rebentam como cogumelos as siglas. Seja para identificar um departamento, um cargo ou uma tarefa. Parece que as pessoas têm preguiça de dizer palavras com mais de três letras. Por exemplo: " O CFO reuniu com os RH, para fazer um PDS, sobre o RPO."É verdade que o mundo empresarial parece uma selva, mas não precisamos de andar todos a falar, como se fossemos membros de uma tribo perdida nos nenhures de África. Seria muito custoso e cansativo dizer, que o director do departamento financeiro reuniu com os recursos humanos, para fazer um ponto de situação sobre o recrutamento para o ano? Acho que não e todos se entendiam. Para os fluentes em siglês empresarial ( ou seja pessoas que trabalham no meio há vários anos ou seja nativos), não há problema, agora para os iniciados, como é o meu caso, poderão existir algumas dificuldades e obstáculos à compreensão. 

Eu compreendo que no universo do capitalismo, tempo seja dinheiro e encurtar as frases e palavras, mais que chiquismo seja uma necessidade, então agora com a troika qualquer poupança é bem-vinda ( foi uma tentativa de piada de revista). No entanto, penso que poderiam ser utilizadas alternativas para reduzir o tamanho das palavras, sem ser através de siglas. Perderia-se algum estilo, mas ganharia-se em eficiência, na minha humilde e modesta opinião. Exemplos:

Cargos:
Chief Executive Officer (CEO) - Manda-Chuva.
Chief Financial Officer (CFO) - Mão-de-Vaca

Director de Recursos Humanos (DRH) - O Gajo dos gajos

Departamentos:
Departamento de Segurança (DS) - os Pussies (confesso que quando escrevi isto inicialmente tinha colocado a palavra correspondente em português) 
Departamento de Contabilidade (DC) - Excel ( ou outro software que se utilize para fazer contabilidade)
Departamento de Marketing - os Idiotas

Tarefas:
Ponto de Situação (PDS) - uma rapidinha
Preencher um formulário (PUF) - podia ficar puff gostei da sonoridade da sigla
Reunião com o chefe - molho 

Eis um exemplo de como poderíamos utilizar este novo vocabulário: Vamos dar uma rapidinha com a mão-de-vaca, para preenchermos e entregarmos o Puff ao gajo dos gajos, para este fazer um molho com o manda-chuva, senão podemos ter os pussies à perna. 

Muito melhor, não?
  
Deixo-vos com uma uma cena de uma das minha séries favoritas e relacionadas com o mundo empresarial, The Office: 


sábado, 31 de dezembro de 2011

Passagem de Ano: 12 maneiras de começar a ser ridículo nos primeiros minutos do ano

Mais um ano que passou, ou menos um que temos pela frente, tudo depende como queiram ver as coisas, mas as tradições ridículas da passagem de ano mantêm-se.

O momento que assinala a passagem de ano apenas dura uns segundos, mas nesse curto espaço de tempo somos capazes das maiores barbaridades e atrocidades. Lúcifer apenas se ri com a parvoíce geral.

  1. Utilizar roupa interior azul - Dizem que dá sorte utilizar cuecas azuis novas, na noite da passagem de ano. Não percebo o porquê desta tradição. Dizem que dá sorte. Será que o azul atrai fêmeas? Será que o azul tem cheiro? Um bom estudo a fazer-se. Eu não acredito minimamente nisto. Como forma de protesto nem vou usar roupa interior. 
  2. Comer doze passas -  Às doze badaladas é tradição comer doze passas. Mas eu pergunto, porquê começar o ano com um amargo de boca? Como forma de protesto vou comer 12 ferrero rocher. 
  3. Dar um salto da cadeira - Muita gente acredita que dar um salto da cadeira no momento da passagem do ano dá sorte. Além de ser perigoso, pois nesta noite toda a gente está com um copito a mais, e um simples salto da cadeira poderá ser equivalente a um salto mortal encarpado, com pirueta  à retaguarda, é completamente parvo. Como forma de protesto em vez de saltar da cadeira, vou saltar para cima da cadeira. ( Atenção: para executar este número poderei precisar de gesso)
  4. Atirar louça pela janela - Esta considero estúpida mas engraçada. Não era giro atirar um prato pela janela e acertar num peão que fosse a passar na rua? Eu em forma de protesto, vou atirar o prato pela janela, pegar na caçadeira e dar um tiro no prato.( vizinhos se estiverem a ler isto, à meia-noite escondam-se debaixo da cama.que é mais seguro)
  5. Bater com as tampas das panelas - Mas somos algumas crianças para andar a brincar com os tampas das panelas? Estou a ver que a passagem de ano é o free pass para a estupidez. Eu como forma de protesto vou atirar as tampas das panelas pela janela pegar na caçadeira e dar-lhes um tiro. (gostei mesmo da ideia anterior)
  6. Primeiro Banho do Ano -  Em algumas localizações é tradição, ir-se a banhos nos primeiros minutos do dia 1 de Janeiro. Se fosse no Brasil nem me importava, agora nas praias ou rios que cá temos nem pensar. Pneumonias, não obrigado!!! Eu em forma de protesto, vou tomar o meu primeiro banho no jacuzzi. 
  7. Roer sete sementes de romã - Esta não conhecia, mas segundo uma tradição que li, é comum em alguns sítios roer-se sete sementes de romã, embrulhar os restos em guardanapos e posteriormente guardar na carteira. Dizem que dá sorte ao nível do dinheiro. A única palavra que me vem à cabeça neste momento é a palavra nojo. Se quer que a sua carteira tenha dinheiro, faça uma coisa: em vez de lá pôr caroços de romã roídos experimente pôr dinheiro e não o gastar. Em forma de protesto, vou engolir 7 caroços de romã. 
  8. Fogo de Artifício -  Um pouco por todo o mundo e também na Madeira (sim considero a Madeira um mundo à parte, para o bom e para o mau) é comum haver fogo de artifício na noite de passagem de ano. A tradição não é ridícula, quando se tem cuidado com o que se faz. Não, como podemos ver no vídeo que em baixo apresento. Como a minha avó dizia, quem brinca com o fogo faz xixi na cama. Estes senhores do vídeo, não fizeram xixi na cama, mas borraram-se todos. Em forma de protesto deixo-vos ver o video. 
  9. Bolo Rei - A tradição de comer bolo rei é algo que não acontece não só na noite de passagem de ano, mas um pouco por todas as noites desta quadra. Mas eu não percebo a tara pelo bolo rei.O bolo rei deve ter um grande lobby, nunca se viu um bolo tão mal amado a ser tão vendido. 84,32% das pessoas que conheço não gostam de frutas cristalizadas. Então porquê insistir? Eu como forma de protesto vou atirar o bolo pela janela e dar-lhe um tiro. (mais uma vez, uma referência à tradição 4)
  10. Dar um salto com o pé direito - Pessoas, isto de entrar com o pé direito, ou de saltar com o pé direito no ano é uma figura de estilo, não deve ser levado à letra. Contudo há pessoas, que à meia-noite dão um salto com o pé direito, para entrar com o mesmo pé no ano. Considero isto uma descriminação para com o pé esquerdo, por isso como forma de protesto vou dar um salto com o pé canhoto. 
  11. Atirar dinheiro ao ar - Há quem à meia-noite atire dinheiro ao ar. E mais uma vez as pessoas acreditam que isto dê sorte. A minha avó já dizia com o dinheiro não se brinca. Como forma de protesto vou agarrar o dinheiro de quem o atirar para o ar. 
  12. Brindar com Champagne - Desta tradição gosto, desde que seja para beber podem-me chamar que não faço protesto nenhum.
Deixo um apelo (tipo publicidade constitucional): No final do ano seja responsável, não seja ridículo. 



domingo, 25 de dezembro de 2011

Um futebol dos diabos!

Apesar de ser dia de Natal e haver por aí muita matéria-prima para potenciais bons artigos (assumindo que não é o Pedro a escrevê-los), vou aproveitar a paragem do campeonato português de futebol e analisar uma intrigante questão: as capas dos jornais desportivos. Assim, e analisando apenas as capas das últimas duas semanas, é facilmente constatável que os referidos jornais contam, na sua carteira de colaboradores, com elementos com uma criatividade excepcional, uns verdadeiros génios.

Desta forma, passo a apresentar algumas capas impressas e vendidas um pouco por todo o país:

Caminho Marítimo para o Jamor – Podia muito bem ser um capítulo épico da história de Portugal, nas não, é apenas o Sporting que joga com um clube da Madeira.

De Carrillo para o JamorAfinal não foram de barco, foram de carrillo! (Eu pergunto-me como é que o país, tendo génios destes, pode estar em crise!)

Apagão das Estrelas – Um excelente e entusiasmante filme de ficção científica? Não, o Sporting empatou com a académica.

Peruano de Natal – Não tenho palavras para descrever este maravilhoso trocadilho.


Benfica pesca na Rússia – Um interessante documentário sobre a pesca na Rússia? Não, mais uns rumores sobre contratações do Benfica.

Jesus pede título ao Pai Natal – Uma história de crianças? Não, uma fantasia de Jesus.

Para desenvolver quase diariamente capas deste calibre e nível de criatividade, certamente que os jornais desportivos contrataram alguém cuja tarefa é apenas (como se já fosse pouco) a produção de frases hilariantes.

E porque para algumas pessoas o futebol não passa de um jogo em que andam 22 tipos atrás de uma bola, os jornais desportivos fazem questão de introduzir mais um atraente factor a este desporto já que, de forma quase imperceptível e com uma criatividade entusiasmante, fazem referência a um conjunto de extras, como se de um documentário, um filme, ou uma história se tratasse.

Um Bom Natal e, se entretanto não postar, Boas Entradas!

PS: Só queria ter metade da criatividade dos autores das capas acima referidas, decerto que este blog teria bem mais que os 100 000 assíduos leitores.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Omenagem à Língua Portuguesa

O tema deste artigo, lembra-me uma canção infantil que continha a seguinte letra: "Eu perdi o dó da minha viola, da minha viola eu perdi o dó..."E porque é que me lembra esta música? Por causa do acordo ortográfico. As professoras primárias bem podiam adaptar a letra para: " Eu perdi o "p" do meu Egipto, do meu Egipto eu perdi o "p"....". 

O acordo ortográfico vai servir de desculpa para muita gente, que escrevia mal (assim como eu), para dar erros a torto e a direito. Na passada terça-feira, vi um cartaz em que a palavra homenagem aparecia escrita de duas maneiras: "Omenagem" e "Homenagem"


A menos que a pessoa que tenha escrito tenha tido um ataque de esquizofrenia, penso que o motivo que o terá levado a escrever assim, tenha sido o novo acordo ortográfico. Como não sabia escrever, escreveu das duas maneiras. Contudo, teve muito azar visto que homenagem, não perde o seu belo e amado "h". 

Não obstante,no meu ponto de vista o novo acordo ortográfico encerra inúmeras vantagens:


  • Em primeiro lugar, em tempo de crise poupa-se tinta. As palavras têm menos letras, algumas delas passam a ter a letra inicial minúscula. Cartazes e manuscritos estatais, vão poupar imenso em letras. 
  • Como referi há bocado é vantajoso, porque temos todos desculpa agora para dar erros. 
  • As séries e filmes que vêm sacadas da net de sites brasileiros ( Srs da ASAE, se estão a ler isto eu não faço downloads ilegais), agora já estão com o português correcto.
Mas como não há bela sem senão, o acordo ortográfico pode ser perigoso nos emails ou mensagens. Por exemplo imaginem que um rapaz está tentar engatar alguém e diz o seguinte num mail: " Eu gosto muito de viajar, e no passado verão fui a Roma, mais precisamente ao Vaticano. Bem, vi nas capelas cada teto mais esplendoroso...." A partir daqui o engate estava arruinado. Tecto deixa de ser tecto e passa a ser teto. O que o rapaz se queria referir era aos tectos das capelas, como o tecto da capela Sistina que é magnífico. Que pena arruinar uma possível relação assim. 

Já agora aproveito para deixar a dica, quando forem a Roma contemplem o teto da capela Sistina. 






terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pai Natal este ano não distribuirá prendas!

Crianças, parem já de escrever as cartas! O Pai Natal este ano, não vai distribuir qualquer presente. Segundo, o que a Agência Lúcifer conseguiu apurar, o velho da Lapónia acabou de aterrar na herdade da Boavista. Local onde está a decorrer mais uma edição do peso pesado.

O Pai Natal com 187 Kg, torna-se assim o concorrente mais pesado da edição e promete que vai lutar pela vitória. 
A distribuição de prendas fica assim adiada, para data ainda por definir. Sabe-se apenas que será para depois do fim do programa.

A principal razão, para esta tomada de decisão do Pai Natal, surge no seguimento da greve dos maquinistas de trenós.
O maquinista do trenó do Pai Natal é a rena Rudolfo. Rudolfo diz que aderiu à greve devido ao peso excessivo que tem de carregar. "Não chegava alombar com centenas de PS3s e ainda tínhamos que puxar o Gordo! Basta! Se o Pai Natal quer distribuir prendas terá de perder no mínimo 80 kg! "

Pai Natal responde, "não cedo a chantagens de cornudos! Só entrei no peso pesado por uma questão de estética. Para o ano quero cantar uma música no Victoria`s Secret e por isso tenho de emagrecer. Vou mudar os meus hábitos, irei dispensar as renas e eu próprio puxarei o trenó. Também cortarei nas bengalas doces e nos biscoitos. Crianças se me estão a ler, a partir de agora só bebo leite magro e só comerei bolachas integrais ou fruta. 

PS: O sindicato dos maquinistas de trenós, espera uma adesão de quase 100% das renas, no entanto garante que os serviços mínimos serão assegurados.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Hoje em dia entre uma mulher e uma Bimby, escolhia a Bimby

Lúcifer que era Lúcifer, não teria mulher, pelo menos não temos qualquer relato disso. Cá para mim Lúcifer já teria Bimby. E se hoje nós já temos Bimby, para quê andar aborrecido?

Por isso, pergunto para que serve uma mulher quando temos isto:

~


Se o cão é o melhor amigo do homem, a Bimby será a sua melhor amiga. Ela faz sopa, faz sobremesas, faz tudo! Se faz tudo, mulher para quê? 

Vantagens da Bimby em relação à mulher:
  • A Bimby faz tudo e não reclama, é um espectáculo. 
  • Preço - É mais barata, pois não há cá jantares e prendas de Aniversário, Natal, Ano Novo, Dia dos Namorados, Meses de Namoro, Anos de Namoro, Anos de Casado, Anos de Primeira Discussão, Dia da Mãe, Dia da Mulher etc etc.
  • É mais ecológica, pois não há tanta poluição sonora.
  • No fim de cada utilização, lava-se e está pronta para outra.
  • Gosta muito de estar na cozinha
Se quiser troque a sua mulher no ponto electrão mais próximo. Livre-se dos monos que tem em casa!!!

Para finalizar, no outro dia matei um gato. Ou melhor dizendo, um gato suicidou-se atirando-se contra o meu carro. Era um gatocida. Sei de muitas histórias destas, gatos e gatos já se suicidaram, batendo com os bigodes nos guarda-lamas dos automobilistas! Porque será? Eu penso que é porque as gatas lhe dão cabo da cabeça...Por isso quando estiver a pensar em se meter com uma gata, compre antes uma Bimby.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Pois é! Podia ser pior!

Estranho é o nosso país e a mentalidade das nossas gentes. Tenho a certeza que Lúcifer iria adorar o nosso quadradinho à beira mar plantado. Para já, poucas são as nações que nasceram com um filho a bater na mãe, depois os portugueses em geral têm pensamentos e expressões demoníacos. De alguns, já vos falei eu, neste nosso cantinho cibernético, apelidado "Os Binóculos de Lúcifer" (sei que cantinho é uma palavra extremamente amaricada, mas temos de ser pluralistas). E contínuo hoje com o "Pois é! Podia ser pior!".

Nunca se aperceberam de quando uma tragédia ou um mero acidente acontece, há sempre alguém que diz " Pois é! Podia ser pior!". 

Alguns exemplos:

" Ai não sabias que Sicrano partiu a perna num acidente de automóvel?" diz alguém, "Chiii! Pois é! Podia ser pior! Podia ter ficado paralítico, e passar o resto da vida a comer por uma palhinha!", alguém responde. Isto é um clássico, acidentes de automóvel são dos casos em que mais se utiliza a expressão "Pois é! Podia ser pior!" 

"Sabias que Beltrana morreu de repente?", diz alguém. "Chiiii, não me digas! "Pois é! Podia ser pior! Podia ficar acamada e demorar anos a morrer, só sorte que a Beltrana teve!" Outro clássico, a morte de alguém. Não é azar suficiente morrer, pergunto eu?

"Sabias que o Alberto João ganhou de novo as eleições na Madeira", diz alguém. "Chiii. Pois é! Podia ser pior! Podia ter ganho as eleições para Presidente da República", esta não é usada muito, mas bem que podia ser.

" Sabias que morreram meio milhão de Fulanos no Japão, num Tsunami" diz alguém. "Pois é! Podia ser pior! Podia ter morrido um milhão, com um rebentamento de centrais nucleares, conjugada com duas erupções vulcânicas, e chuva de vacas gigantes com a doença encefalopatia espongiforme bovina* e ainda uma saraivada!" , mais um clássico. Claro que um desastre mensurável numericamente pode ser sempre pior, bastando acrescentar um elemento à tragédia. 

"Sabias que eu tinha lepra?" diz alguém. "Pois é! Podia ser pior! Podia ser eu!" Cá está, provavelmente a expressão mais usada "Pois é! Podia ser pior! Podia ser eu!". 

"Hey o Sporting ganhou ao Benfica" diz alguém. "Chiii, não há nada pior!", tinha de fazer esta piadinha. Esta, só mesmo por mero acidente, pois é mesmo um acontecimento improvável de acontecer.

Como podemos ver através destes exemplos, para muitos de nós o mal dos outros não é suficiente. Claro que como diz o ditado " Um azar nunca vem só", mas não é preciso pedir mais, que eles vêm de espontânea vontade. 

* Encefalopatia espongiforme bovina é uma variante da doença Creutzfeldt-Jakob. Ainda não perceberam? Pronto é a doença das vacas loucas

Nota: Eu sou aspático e esqueci-me da bombinha da aspa em casa, se por acaso o texto contiver muitas aspas, não se admire.

Por fim, deixo-vos uma sugestão relacionada com o tema. É o filme cujo o nome é " A Ressaca", onde tudo o que pode de acontecer de mal acontece. É uma comédia hilariante, que recomendo vivamente. Eis o trailer: 




domingo, 27 de novembro de 2011

Inferno

O inferno, o que é o inferno? Será que existe? Vive lá o Diabo, ou o nosso Lúcifer? Será quente? Será frio? Ou será um mito?

Gostei da definição que encontrei na Wikipédia : " Inferno é um termo usado por diferentes religiões, mitologias e filosofias, representando a morada dos mortos, ou lugar de grande sofrimento e de condenação. A origem do termo é latina: infernum, que significa "as profundezas" ou o "mundo inferior". 

Não sei se o Inferno existe ou não, se é uma sauna gigante, ou uma churrascaria. Mas quando morrer tirarei as dúvidas, no entanto, não vos vou conseguir dizer.

Contudo, na nossa vida também nos deparamos com infernos. Ontem fui ao estádio da luz, assistir ao jogo do Benfica com o Sporting. E o ambiente estava metaforicamente infernal, até que o árbitro apita para o fim do jogo e o ambiente passa a ser realmente infernal. Alguns adeptos do sporting. Corrijo, alguns membros das claques leoninas (que estava lá muito pessoal do sporting que não deve ser confundido com esta corja) puseram a arder cadeiras e a cobertura do estádio, pondo em perigo a vida de inocentes e a sua própria vida. Estes imbecis, para não lhe chamar animais, deveriam ser banidos dos estádios de futebol. Não quero generalizar, mas a maior parte deste indivíduos só serve para arrumar confusão, fazendo com que famílias deixem de ir ao estádio por este ser um local perigoso. Futebol deve ser paixão, fervor, alegria, festa. Não confusão, agressão, injúria, morte. 

Morte? Sim, morte! Era criança, mas lembro-me de fingir que estava doente, para não ir à catequese ( desde tenra idade que sou pouco católico) e ficar em casa a ver a final da taça de Portugal, entre o Benfica e o Sporting, no estádio nacional, em 1996. Começa o jogo, grande festa, o Benfica marca um golo, grande festa, very light lançado para a bancada do Sporting, festa estragada. Pior, morreu um um adepto, que tinha ido para se divertir, a um evento desportivo. Foi um dia muito triste, e que devia ser mais vezes recordado, de modo que pesasse em certas consciências animalescas que andam por aí. 





E estava eu, um puto de 9 anos, a ver em directo um sujeito a morrer, por causa da estupidez de um anormal. ( Estarão alguns a pensar, que este facto traumático explicará a minha personalidade perturbada).

Termino com uma frase célebre, de Jean-Paul Sartre, "o inferno são os outros", agora pensem...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O 2.70!

Lúcifer também é um excelente apreciador de um bom naco (sim, qualquer tipo de naco!) e por isso, hoje vou falar-vos de um excelente spot para almoços, sejam de trabalho, de amigos ou mesmo almoços românticos, falo-vos do excelente restaurante “Brasília Self”, também conhecido como “O 2,70”.

Antes de mais, torna-se importante inteirar os nossos leitores que o 2.70 não é um simples restaurante, é muito mais que isso, é um espaço único de confraternização, um verdadeiro local de culto em que nos é disponibilizado um elevado conjunto de experiências a todos os níveis.

Explicando um habitual almoço n’ O 2.70:

Nada n’O Brasília Self é ao acaso, pelo que o mesmo encontra-se localizado num lugar estratégico da cidade do Porto, no Centro Comercial Brasília. Existem duas entradas principais para o restaurante:

Entrada da Frente: Ao optarmos pela entrada principal do Centro Comercial, verificamos que o Brasília Self não é dos primeiros estabelecimentos que encontramos, pelo que temos que efectuar um belo passeio pelas excelentes instalações do Brasília, onde encontramos um conjunto alargado de lojas à nossa disponibilidade em que podemos adquirir praticamente todos os artigos de que necessitamos no dia-a-dia.

Entrada pelas traseiras: Para os mais conhecedores e experientes existe outra entrada, que apresenta um acesso mais facilitado à meca da Boavista. Mas não se enganem! Apesar de o passeio ser curto, somos agradavelmente surpreendidos por um belo cheiro a incenso e outros tipos de odores provenientes dos lugares mais misteriosos do mundo, que nos ajudam espiritualmente e nos abrem o apetite para o belo almoço que nos espera.

Mal chegamos ao nosso destino, somos confrontados por uma agradável fila de espera, que se revela perfeita para manter a conversa em dia, dando-nos tempo para apreciar o extenso cardápio antes de efectuar a dificílima escolha do prato. Após pequena espera olhamos para o menu do dia onde são apresentados cerca de 7 pratos, todos especialidade da casa!

Qual não é o nosso espanto quando reparamos que o prato que especificamente queriamos não se encontra disponível e que foi substituído por outras alternativas, também de excelente qualidade. O facto de todos os pratos serem muito bons e o facto de os gerentes do estabelecimento terem feito a alteração do Menu, troca-nos as voltas e, enquanto isto acontece, somos impelidos a tomar uma decisão em segundos, já que a Sra. que serve os clientes pergunta imediatamente “Então Príncipe, o que vai ser hoje?”. Esta atitude por parte d´O 2.70 serve apenas de selecção natural aos clientes, visto que se trata de um local destinado aos que apresentam uma capacidade de decisão e resistência à pressão acima da média.

Após a escolha do prato, encaminhamo-nos para a caixa ao mesmo tempo que podemos optar por alguns extras, tais como o pão, a bebida ou a sobremesa, extras que na minha opinião retiram toda a mística do estabelecimento.

Chegados à caixa, encontramos um rapaz, em trajes típicos da mocidade portuense (uma pequena referência à cultura nortenha) ao qual perguntamos o preço (apenas para ouvir o agradável som das palavras “dois e setenta”. O rapaz agradece muito sorridente a nossa preferência, um verdadeiro Gentleman! Reparamos que ao lado dele se encontram rapazes bem desenvolvidos fisicamente, uma demonstração das qualidades nutritivas da alimentação do 2.70!

Quando procuramos um lugar disponível para 6 pessoas, verificamos que não existem mais que 2 lugares juntos, o que me leva a almoçar juntamente com um casal brasileiro e uma rapariga tchetchena. Mais uma vez, a diversidade de culturas que o 2,70 coloca à nossa disposição dos clientes e o fomento à confraternização é um verdadeiro hino à partilha de experiencias e culturas.

Enquanto usufruo da minha excelente refeição (um belo naco de carne), reparo que para além da excelente replica que tenho no prato, à minha volta existem outros espécimes de igual categoria, o que me leva ter uma refeição ainda mais agradável.

Por fim, o senhor vem recolher os tabuleiros com uma simpatia única e que nos faz sentir especiais.

Ao abandonar o local, saímos apenas com um desejo (para além de esperar que a comida não nos mate aos poucos): que as próximas 23 horas passem rapidamente para voltar ao 2.70!

Comida: 8 em 5
Serviço: 8 em 5
Preço: 10 em 5
Ambiente: 7 em 5
Problemas de foro intestinal: 4 em 5
Risco de levar nas trombas: 5 em 5